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quinta, 04 de março de 2021
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Artigo Edgard Andreazi: Roubaram o dinheiro da nossa caixinha

11 Abr 2016 - 10h17Por (*) Edgard Andreazi
Foto: Divulgação - Foto: Divulgação -

Todo mundo fica estarrecido com aquelas notícias nos telejornais a respeito de um determinado aluno da turma ter se responsabilizado pelo caixa da formatura, e durante longos meses todos foram contribuindo para custear as despesas do baile de formatura, da viagem em comemoração, asvésperas das festividades se descobre que o colega da turma não foi muito correto. Também ocorreram os casos de agentes de viagens, organizadores de buffets, responsáveis pelo desabamento dos sonhos de muita gente, ocasiões que são destruídos sonhos de muitos envolvidos. Não se trata de um sonho de uma noite, mas sim de uma vida toda. Pais, geralmente nestes sonhos participam e vivem a emoção mais do que os próprios atores principais.

Em todas estas situações sempre tentam dar um jeito para minimizar os estragos feitos. A festa de formatura se transforma em churrasco no quintal da casa de um dos formandos, a viagem de comemoração é substituída por um final de semana na estação turística mais próxima.

Todos sobrevivem, as cicatrizes passam a fazer parte do álbum de fotografia, uma lembrança para toda a vida. Umas mais, outras menos, mas todas lembrando sempre que o fato se deu por conta de uma irresponsabilidade, um desrespeito, um pouco caso, de alguém em detrimento a um determinado grupo.

Casos assim são comuns e quando levados à público, até mesmo emocionam.

Já pensou se isso acontecesse com um país?

Toda uma população trabalhando, até mesmo os desempregados, pois todos a qualquer tempo produzem alguma coisa, exceto o pessoal do MST. A todo e qualquer produto produzido ou serviço realizado é o que chamamos de PIB, Produto Interno Bruto, inclui-se aí os serviços públicos, ou que ao menos deveriam ser, como fornecimento de água, energia elétrica, etc..., isso não é imposto é custo de um serviço fornecido. Não vamos aqui discutir se está bem o mal cobrado.

De toda essa riqueza que se produz, do mais simples artesanato ou do mais tecnológico e caro dos serviços, se destina uma grande parte, quase metade de tudo, para os "organizadores". Desta pequena quantia que no ano passado chegou ao valor de R$ 2.141.000.000.000,00. (Dois trilhões, cento e quarenta e um bilhões), se espera que sejam custeados os serviços da administração destes recursos e os investimentos em serviços públicos a que todos tem direitos, como saúde, educação, segurança, transporte, além da infraestrutura do desenvolvimento, como a criação de novas ferrovias, a transposição do Rio São Francisco e outros projetos políticos que você houve falar desde que se conhece por gente. Estão cuidando muito mal da caixinha do nosso dinheiro.

A pequena cifra que mencionei acima se refere ao ano de 2015. Se metade da arrecadação, fosse investida em infraestrutura, apenas 1 trilhão, poderíamos ter construído 1.000.000 de m2 de obras públicas. Não se tratando de estádios de futebol ou pontes que caem, mesmo antes de estar prontas, estamos falando de algo em torno de 600.000 obras públicas de 1.500 m2 cada uma. Se falarmos apenas de escolas e hospitais, o número é de aproximadamente 300.000 escolas e 300.000 hospitais.

É correto que não se constrói escola e hospital sem infraestrutura. Diferente do custo do m2, esta informação a respeito de equipamentos não obtive no site do IBGE. Mas se atribuirmos duas vezes mais o custo de construção com este investimento, então teríamos que reduzir nossa quantidade de obras, poderíamos apenas fazer 150.000 escolas e 150.000 hospitais, utilizando 50% da arrecadação fiscal do ano passado.

Também acho um exagero fazer todas estas escolas e hospitais em apenas um ano.

Então vamos fazer só 50.000 escolas e 50.000 hospitais. Para isso gastaríamos apenas R$ 450.000.000.000,00 (100.000 prédios x 1.500m2 cada x R$ 3.000,00, que é o custo do metro quadrado com equipamentos), correto?

Sobra assim R$ 550.000.000.000,00.

Se o IBGE diz que uma obra tem o custo de R$ 1.000,00/m2 e uma casa popular com média de 60 m2, o custo de uma casa seria de R$ 60.000,00, considerando que não há necessidade de instalação de equipamentos sofisticados, poderíamos construir mais de 9.000.000 (nove milhões) de casas populares.

As informações acima são de total responsabilidade do autor.

Foto: Divulgação

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