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quarta, 03 de março de 2021
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Artigo Edgard Andreazi: Arrumando a casa, começando pelo nosso quintal

23 Mai 2016 - 05h54Por (*) Edgard Andreazi
Foto: Divulgação - Foto: Divulgação -

Vez por outra achamos que está na hora de arrumar a casa, e geralmente quando sentimos essa necessidade é porque a bagunça está generalizada. Não é exatamente isso que está acontecendo em nosso país? Isso mesmo, os excessos cometidos, proporcionados pela conivência de nosso sistema político, promoveram a atual situação insustentável de administração pública.

Acredito que a grande maioria dos brasileiros está se manifestando a respeito da nossa atual crise, independentemente de sua característica, seja ela social, econômica ou política. O fato principal é que ela é tão evidente que, até mesmo opiniões contrárias a respeito concluem que se faz necessário uma faxina.

Já pegamos nossas bandeiras, cartazes de protestos, gritos de guerra, fomos às ruas e anunciamos nosso descontentamento, não apenas com o governo que acaba de ser afastado, mas nossainsatisfação com a maioria de nossos representantes sejameles públicos diretos ou indiretos, titulares de cargos eletivos ou indicados, representantes do executivo, legislativos ou judiciários. O aviso que a faxina vai começar foi entendido.

Precisamos atentar que cada um tem agora que fazer a sua parte e utilizar bem a ferramenta que nos cabe manusear neste processo de limpeza, nosso título de eleitor.

Talvez seja o instrumento mais importante deste processo de limpeza na ordem pública, mas tem normas muito próprias para utilização, é uma máquina de precisão, tem que ser usada com muito cuidado. As consequências da utilização descuidada, ou mesmo a não utilização pelo direito concedido aos eleitores com mais de 16 e menos de 18 anos, assim como os idosos dispensados deste direito, os votos brancos e nulos e as abstenções, resultam estas catástrofes públicas, um país absurdamente rico, com mais de onze milhões de desempregados, um déficit orçamentário na casa dos 170 bilhões de reais, uma carga tributária de quase metade de tudo que se produz, uma previdência social falida e um sistema de saúde que nem mesmo poderia receber este nome.

Hoje, infelizmente, a identificação de referência pública no Brasil, na maioria das vezes, não expressa nenhuma manifestação de orgulho a qualquer brasileiro que seja. E não adianta procurar o culpado, será sempre o mordomo, alias o eleitor. O mesmo que vai pagar toda esta conta.

Neste ano já fizemos bastante barulho em relação a nossa indignação. Não podemos esquecer que 2018 é um daqueles momentos em que podemos operar nosso instrumento de limpeza na ordem pública. Certamente não resolveremos todos os problemas do Brasil em uma eleição municipal que irá eleger apenas um prefeito e seu vice, e no caso de nossa cidade, 21 representantes do legislativo. Mas é ai que deve começar a limpeza, no nosso quintal, pois estes poucos representantes públicos irão indicar os secretários municipais, uma infinidade de chefes e diretores dos serviços públicos municipais e diversos assessores parlamentares. Todos remunerados pelo seu dinheiro

Comecemos a limpeza pelo nosso quintal.

As informações acima são de total responsabilidade do autor. 

Foto: Divulgação

 

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