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segunda, 17 de fevereiro de 2020
Qualidade de Vida

Apetite Reduzido

16 Jan 2020 - 07h00Por (*) Paulo Rogério Gianlorenço
Apetite Reduzido -

Comer é um dos maiores prazeres da vida. Já imaginou se deparar com o problema da falta de apetite, perder a vontade de comer as coisas, não salivar diante de um prato bonito, não sentir vontade de degustar um bolo que acaba de sair do forno ou algo parecido?

Pois saiba que, ainda que estejamos vivendo uma era em que o mundo inteiro só pensa em emagrecer, algumas pessoas relatam essa triste situação, que exige uma investigação mais aprofundada, de preferência com acompanhamento de um profissional de saúde.

Apetite reduzido é quando a pessoa tem menos vontade de comer. Também pode ser conhecido como perda de apetite ou anorexia esta uma doença grave, em que o termo médico para a perda de apetite é anorexia, são muitas as possíveis causas para este sintoma, desde doenças físicas até condições mentais.

O apetite reduzido causa perda de peso inesperado podendo levar à desnutrição, o que pode ser sério se não tratado. O sintoma é ainda potencialmente mais perigoso quando apresentado em pessoas idosas.

Qualquer doença pode causar diminuição do apetite. Se a doença for tratável, o apetite deverá voltar ao normal quando a condição for curada, a princípio, seria interessante verificar se a falta de apetite vem acompanhada de perda de peso ou não, se a resposta for afirmativa, é preciso procurar um médico para investigar possíveis problemas de saúde, a fome é uma resposta positiva do organismo, se há falta de apetite, algo não anda bem e merece atenção.

Os problemas emocionais que podem tirar a fome, como depressão, ansiedade, estresse e outras síndromes que desestabilizam o ser humano a ponto de desligá-lo das suas necessidades vitais.

Neste caso, não hesite é preciso buscar ajuda de um psicólogo ou nutricionista para resolver essas questões internas e recuperar o prazer de comer gradativamente. É importante buscar ajuda médica caso o paciente comece a perder peso rapidamente e sem uma razão aparente, perdas involuntárias de 10% do peso já são relevantes, sendo que perdas acima de 20% se associam com desnutrição e gravidade, procure ajuda caso acredite que a falta de apetite possa estar relacionada à depressão, abuso de álcool ou alguma desordem alimentar, como anorexia nervosa.

O apetite reduzido é visto quase sempre em idosos, frequentemente sem causa física aparente. Entretanto, emoções como tristeza, depressão ou luto podem levar à diminuição do apetite.

Idosos também podem ser mais suscetíveis a esse sintoma, e a desnutrição acontece rapidamente, deixando-os mais fadigados e fracos. Por isso, qualquer perda de peso não intencional em idosos deve ser encarada de forma séria, precisa-se investigar a causa e incentivá-lo a se alimentar corretamente.

Se você não está com nenhum problema de saúde, nem físico, nem psíquico, ou se não há nenhum outro fator externo influenciando sua fome, alguns remédios, por exemplo, pode haver algum desequilíbrio nos seus comportamentos diários por trás dessa falta de apetite.

Câncer também pode causar perda do apetite. Os tipos de câncer que podem causar perda de apetite incluem: Câncer de cólon, Câncer de ovário, Câncer de estômago, Câncer do pâncreas, Outras causas de redução de apetite incluem: Doença hepática crônica, Doença renal crônica, Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), Demência, Insuficiência cardíaca, Hepatite, HIV, Hipotireoidismo, Gravidez (primeiro trimestre), Uso de certos medicamentos, incluindo antibióticos, quimioterapia, codeína e morfina, Uso de drogas ilegais incluindo anfetaminas (speed), cocaína e heroína.

Complicações possíveis da falta de apetite: Desnutrição, Fadiga extrema, Batimento cardíaco acelerado, Irritabilidade, Febre, Insuficiência renal e Alterações hormonais.

O diagnóstico de apetite reduzido se dará de acordo com a suspeita médica em relação a causa do problema, de acordo com a história clínica, sinais e sintomas apresentados pelo paciente. Os testes que podem ser feitos incluem testes de imagem, como raio-X ou ultrassom, exames de sangue e de urina também podem ser solicitados.

O tratamento para apetite reduzido dependerá essencialmente da causa do problema. Se for causado por uma infecção aguda, viral ou bacteriana, ele se resolverá tão logo a infecção seja tratada, não causando maiores danos ao paciente, se a perda de apetite for ocasionada por algum problema crônico mais grave, como um câncer, pode ser mais difícil recuperá-lo.

Nessa circunstância deve-se buscar todo tipo de estímulo positivo, saindo da monotonia, como buscar alimentos e pratos favoritos restaurantes que gosta, comer em ambiente agradável, com boas companhias na hora da refeição família, amigos, etc.

A prática de exercícios também pode ajudar a aumentar o apetite, o importante é seguir a recomendação médica para cada caso. Além disso, o médico pode incentivar o paciente a comer pequenas quantidades de comida a cada duas horas, passar dietas especiais ou recomendar algum tipo de proteína ou suplemento.

Se a pessoa já estiver desnutrida, ele pode solicitar que o paciente tome suplementos alimentares ou mesmo nutrientes por via endovenosa.

Se o apetite reduzido for tratado, dependendo da causa, ele não gerará nenhum problema para o paciente que logo estará bem novamente.

A fome é sinal que o corpo necessita de nutrientes para realizar suas funções vitais. Então, que tal rever o seu dia a dia e avaliar se o que você sente é falta de apetite, ou se na verdade anda negligenciando o sinal de fome no momento das refeições por conta da correria.

Tente ouvir mais seu corpo para entender se é perda de apetite mesmo, é possível mudar hábitos e recuperar esta conexão com o corpo. Cuide dele! Ele é único e perfeito! Cabe a você fazer a manutenção desta incrível máquina.

É bom lembrar de outra confusão bastante recorrente, o que você sente é falta de apetite ou medo de comer? Sim, medo de comer! Isso existe!, com tanta informação sobre os alimentos, e ironicamente é o momento em que as pessoas têm mais dúvida sobre o que comer.

Isso se deve em grande parte à dietas, que impõem conceitos equivocados sobre o que “pode” e o que “não pode”, “alimentos do bem” e “alimentos do mal”. A população acaba assustada e insegura quanto às suas escolhas alimentares, tente filtrar as informações que ouve por aí, e passe a ouvir mais o seu próprio organismo.

Procure incluir progressivamente essas reflexões no seu dia a dia, este é o segredo para você fazer as pazes com a comida e com o seu corpo. Não tenha medo, ter apetite é sinônimo de saúde e sobretudo é uma fonte inesgotável de prazer!!!

(*) O autor é graduado em Fisioterapia pela Universidade Paulista Crefito-3/243875-f Especialista em Fisioterapia Geriátrica pela Universidade de São Carlos e Ortopedia.

Esta coluna é uma peça de opinião e não necessariamente reflete a opinião do São Carlos Agora sobre o assunto.

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