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sexta, 21 de fevereiro de 2020
Qualidade de Vida

Apetite aumentado

09 Jan 2020 - 07h00Por (*) Paulo Rogério Gianlorenço
Apetite aumentado -

Apetite aumentado é quando a pessoa come com maior frequência ou em maiores quantidades do que o corpo necessita, isto pode resultar ou não no ganho de peso. A fome é o desejo por alimentos, e é perfeitamente normal.

A hiperfagia e a polifagia referem-se à ingestão de alimentos a tal ponto que a pessoa fica obcecada em comer (gula), ou à ingestão excessiva de alimentos antes de se sentir saciado, esses podem ser sintomas de diversos distúrbios.

A fome constante pode ser causada por uma dieta rica em carboidratos, pelo aumento do estresse e da ansiedade, ou por problemas de saúde como diabetes. No entanto, é importante destacar que o aumento da fome é normal principalmente durante a adolescência, quando o jovem está em fase de crescimento rápido e há grandes alterações hormonais no organismo, além disso, comer muito rápido também não permite que os hormônios façam a comunicação no tempo certo entre o estômago e o cérebro, o que aumenta a sensação de fome.

Tanto os distúrbios psicológicos quanto os endócrinos (das glândulas) podem provocar esse sintoma, que é bastante comum. O aumento do apetite pode ocorrer quando a pessoa começa a praticar alguma atividade física, contudo, se o problema persistir é importante consultar o médico.

Causas de apetite aumentado são: Estresse ou ansiedade, Depressão, Tensão pré-menstrual, Reação a medicamentos, como corticoides, antidepressivos e outros, Hipertireoidismo, Doença de graves, Hipoglicemia, Diabetes, Diabetes gestacional, Bulimia, Doença de Graves, e ainda pode haver outras causas para este problema.

Cinco problemas que podem causar fome estes são os mais comuns:

Desidratação: A falta de água no organismo muitas vezes é confundida com a sensação de fome. Lembrar de beber bastante água pode resolver o problema da fome, além de estar atento a pequenos sinais de desidratação também podem ajudar a identificar o problema, ter a pele ressecada, os lábios rachados, o cabelo quebradiço e a urina muito amarelada são sinais fáceis de identificar que refletem a falta de água no organismo.

Excesso de farinha e açúcar: Comer muita farinha branca, açúcar e alimentos ricos em carboidratos refinados, como pão branco, bolacha, salgados e doces, provoca fome pouco tempo depois porque esses alimentos são rapidamente processados, não dando saciedade para o organismo. Esses alimentos causam picos de glicemia, que é o açúcar no sangue, fazendo com que o corpo libere muita insulina para fazer baixar esse açúcar rapidamente, no entanto, ao reduzir a glicemia, a fome reaparece.

Excesso de estresse e noites mal dormidas: Estar constantemente estressado, ansioso ou dormir mal causa alterações hormonais que levam ao aumento da fome. O hormônio leptina, que dá saciedade, é reduzido enquanto o hormônio grelina aumenta, que é o responsável pela sensação de fome, além disso, há um aumento do cortisol, o hormônio do estresse, que estimula a produção de gordura.

Diabetes: A diabetes é uma doença na qual o açúcar no sangue está sempre elevado, pois as células não conseguem captá-lo para produzir energia, as células não conseguem utilizar o açúcar, ocorre uma sensação de fome constante, principalmente se a pessoa se alimenta principalmente de carboidratos.

Os carboidratos, como pães, massas, bolos, açúcar, frutas e doces, são os nutrientes responsáveis pelo aumento do açúcar no sangue, e os diabéticos não conseguem utilizá-lo de forma adequada sem o uso de medicamentos e insulina.

Hipertireoidismo: No hipertireoidismo ocorre um aumento do metabolismo geral, que causa problemas como fome constante, aumento da frequência cardíaca e perda de peso, principalmente devido à perda de massa muscular. A fome constante surge como forma de estimular o consumo de alimentos para gerar energia suficiente para manter o metabolismo elevado.

Diagnosticar a causa do apetite aumentado seu médico pode pedir exames de sangue e de tireoide, sendo que este último irá medir o nível de hormônios da tireoide no seu corpo. Se nenhuma causa física justificar o apetite aumentado, seu médico poderá recomendar uma avaliação psicológica.

O tratamento de apetite aumentado varia de acordo com a condição que levou a este problema. Não tente utilizar inibidores de apetite por conta própria para tratar o problema, se a causa do apetite aumentado for o diabetes é importante tratar a doença e deixá-la controlada.

Distúrbios alimentares e depressão irão necessitar de aconselhamento psicológico. É recomendado apoio emocional em alguns casos.

Como controlar a fome em excesso. Algumas estratégias que podem ser usadas para combater a fome que não passa são:

Evitar alimentos ricos em açúcares como bolos, biscoitos, balas ou sorvetes, pois eles aumentam rapidamente o açúcar no sangue, que depois também diminui rapidamente provocando um aumento da fome.

Aumentar os alimentos ricos em fibras como farelo de trigo e de aveia, verduras, legumes, frutas com casca e bagaço, e sementes como chia, linhaça e gergelim, pois as fibras aumentam a sensação de saciedade.

Comer alimentos ricos em proteínas a cada refeição, como ovos, carnes, peixes, frango e queijos, por exemplo, pois as proteínas são nutrientes que dão muita saciedade.

Consumir gorduras boas como azeite de oliva extravirgem, castanhas, nozes, amêndoas, amendoim, sementes de chia, linhaça, gergelim e peixes gordos como sardinha, atum e salmão.

Praticar atividade física diariamente, porque ajuda a liberar endorfinas no cérebro, hormônios que conferem uma sensação de bem-estar, relaxam, melhoram o humor e diminuem a ansiedade e a vontade de comer.

No entanto, se os sintomas de fome constante persistirem, é importante consultar um endocrinologista para avaliar possíveis alterações hormonais ou a presença de alguma doença.

A obesidade é uma das principais complicações do apetite aumentado.

(*) O autor é graduado em Fisioterapia pela Universidade Paulista Crefito-3/243875-f Especialista em Fisioterapia Geriátrica pela Universidade de São Carlos e Ortopedia.

Esta coluna é uma peça de opinião e não necessariamente reflete a opinião do São Carlos Agora sobre o assunto.

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