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segunda, 19 de agosto de 2019
Qualidade de Vida

Alzheimer (parte 1)

01 Ago 2019 - 07h00Por (*) Paulo Rogério Gianlorenço
Alzheimer (parte 1) -

No Brasil, existem cerca de 15 milhões de pessoas com mais de 60 anos de idade, 6% delas têm a doença de Alzheimer, segundo dados da Associação Brasileira de Alzheimer em todo o mundo, 15 milhões de pessoas têm Alzheimer, doença incurável acompanhada de graves transtornos às vítimas. Cerca de 10% das pessoas com mais de 65 anos e 25% com mais de 85 anos podem apresentar algum sintoma dessa enfermidade e são inúmeros os casos que evoluem para demência.

Feito o diagnóstico, o tempo médio de sobrevida varia de oito a 10 anos.

O Alzheimer é uma doença neuro-degenerativa que provoca o declínio das funções cognitivas, reduzindo as capacidades de trabalho e relação social e interferindo no comportamento e na personalidade da pessoa. De início, o paciente começa a perder sua memória mais recente, pode até lembrar com precisão acontecimentos de anos atrás, mas esquecer que acabou de realizar uma refeição.

A doença de Alzheimer provoca deterioração das funções cerebrais, como perda de memória e da linguagem. Conheça recomendações após o diagnóstico.

A doença de Alzheimer (Alois Alzheimer, neurologista alemão que primeiro descreveu essa patologia) provoca progressiva e inexorável deterioração das funções cerebrais, como perda de memória, da linguagem, da razão e da habilidade de cuidar de si próprio.

A doença de Alzheimer é uma doença degenerativa do cérebro que acomete pessoas com mais idade. Funções cerebrais como memória, linguagem, cálculo, comportamento são comprometidas de forma lentamente progressiva levando o paciente a uma dependência para executar suas atividades de vida diária, é um processo diferente do envelhecimento cerebral, pois ocorrem alterações patológicas no tecido cerebral como deposição de proteínas anormais e morte celular.

Não se conhece a causa específica da doença de Alzheimer parece haver certa predisposição genética para seu aparecimento, ela pode desenvolver-se precocemente, por volta dos 50 anos. A medicina ainda não sabe a causa do Alzheimer, embora seja conhecido o processo de perda de células cerebrais, sabe-se que existe uma forte relação com a idade, ou seja, quanto mais idoso, maior a chance de desenvolver a doença.

Pesquisadores levantam a hipótese de que algum vírus e a deficiência de certas enzimas e proteínas estejam envolvidos na etiologia da doença, outros especulam que a exposição ao alumínio e seu depósito no cérebro possam contribuir para a instalação do quadro, mas não foi estabelecida nenhuma relação segura de causa e efeito a respeito disso. O Alzheimer não tem um caráter nitidamente genético, com transmissão direta de geração a geração, estima que haja a transmissão da predisposição para desenvolvê-la, o que, junto a fatores ambientais, poderá ou não desencadeá-la.

A ajuda médica é importante para garantir a qualidade de vida de uma pessoa com Alzheimer, isso porque o tratamento irá retardar o processo de evolução da doença. Fazer o diagnóstico de alguém com Alzheimer não é tarefa fácil, ao notar sintomas do Alzheimer, o próprio portador tende a escondê-los por vergonha, a família precisa estar atenta e, se identificar algo incomum, deve encaminhar o idoso à unidade de saúde mais próxima, mesmo que não tenha um geriatra ou um neurologista.

A família do idoso imagina que se trata apenas de um problema conseqüente da idade avançada e não procura a ajuda de um especialista. É preciso diferenciar o esquecimento normal de manifestações mais graves e freqüentes, que são sintomas da doença, não é porque a pessoa está mais velha que não vai mais se lembrar do que é importante.

Não há um teste diagnóstico definitivo para a doença de Alzheimer, só pode ser realmente diagnosticada por exame do tecido cerebral obtido por biópsia ou na autópsia após a morte. Médicos baseiam o diagnóstico no levantamento minucioso do histórico pessoal e familiar, em testes psicológicos e por exclusão de outros tipos de doenças menta, estima-se que o diagnóstico possa estar equivocado em 10% dos casos, atualmente se dá com a entrevista médica e a exclusão de outras doenças por meio de exames de sangue e de imagem (tomografia ou ressonância magnética) e avaliação neuropsicológica (expandida ou computadorizada).

Os primeiros sinais são a perda de memória e o comportamento alterado da pessoa acometida, não é qualquer perda de memória que devemos ficar alertas, mas àquela que se repete e começa a comprometer o dia a dia da pessoa, interferindo no funcionamento das atividades pessoais. Com o evoluir da doença, estas perdas são cada vez mais progressivas e comprometem até memórias autobiográficas do paciente (como nome dos filhos e netos).

As alterações comportamentais podem ocorrer desde o início e são muito freqüentes no decorrer da doença. Indivíduos com Alzheimer podem ter características depressivas, de agitação e de agressividade, ou até mesmo delírios e alucinações.

Os sintomas são divididos: Estágio I (forma inicial) – alterações na memória, personalidade e habilidades espaciais e visuais. Estágio II (forma moderada) – dificuldade para falar, realizar tarefas simples e coordenar movimentos; agitação e insônia. Estágio III (forma grave) – resistência à execução de tarefas diárias, incontinência urinária e fecal, dificuldade para comer, deficiência motora progressiva. Estágio IV (terminal) – restrição ao leito, mutismo, dor à deglutição, infecções intercorrentes.

Olá caros leitores, pelo fato de ser uma patologia extensa dividirei em duas partes nossa coluna Qualidade de Vida para um melhor entendimento sobre o tema abordado, desde já muito obrigado e agradeço a compreensão dos nossos leitores.

O autor é graduado em Fisioterapia pela Universidade Paulista Crefito-3/243875-f Especialista em Fisioterapia Geriátrica pela Universidade de São Carlos e Ortopedia. Atua em São Carlos.

Esta coluna é uma peça de opinião e não necessariamente reflete a opinião do São Carlos Agora sobre o assunto.

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