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quarta, 20 de outubro de 2021
Cidade

Usuários reclamam do atendimento na UPA da Vila Prado

12 Out 2011 - 10h47
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Não é de hoje que o serviço de saúde prestado á comunidade Sãocarlense não vem agradando.  Uma das maiores reclamações é a demora no atendimento e a falta de médicos na rede pública.

No último sábado (8), várias pessoas que precisaram do serviço de saúde na UPA da Vila Prado esperaram de 3h à 6h para serem atendidas. O São Carlos Agora esteve na unidade no último sábado e relatou vários problemas e reclamações dos usuários.

Um dos pacientes alegou ter chegado à UPA por volta das 9h da manhã sendo atendido apenas às 14h30 da tarde.  "Os médicos deixam de atender os casos menos graves para atender as emergências, nesse critério eu estou aqui já há mais de 5h na espera de atendimento".

De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, neste sábado (8) a UPA da Vila Prado contou com o serviço de apenas 4 médicos, das 7h às 19h, sendo que no total foram atendidos 434 casos, ou seja, 108,5 pacientes para cada médico.

Vale ressaltar que o atendimento é feito por critérios de urgência. Acolhido por uma equipe de enfermagem,  a escala multicores de Classificação de Risco padroniza o seguinte cronograma prioritário de atendimento: paciente identificado com  cor vermelha - emergência, encaminhar diretamente para a sala de ressuscitação; cor amarela - risco elevado de morte, avaliação em no máximo 30 minutos, encaminhar para consulta médica imediata; cor verde - sem risco de morte, encaminhar para consulta médica com avaliação em no máximo 2 horas; e cor azul - sem risco de morte, avaliação em no máximo 24h, encaminhar para consulta médica com reavaliação periódica.

Outra reclamação é a falta de informação e a falta de educação de uma funcionária que fica na entrada da unidade e  geralmente realiza a entrega das senhas para os pacientes que chegam. "Fui perguntar a razão da demora no atendimento e a funcionária de nome C. falou para reclamar com a enfermeira e não com ela, já que essa não era sua função".

Pois bem, quando você já está há mais de 2h a espera de um atendimento, no mínimo o que você espera de uma funcionária é uma informação e também o bom atendimento. "Ela é funcionária, a obrigação dela é ser educada e dar algum parecer sobre a situação", desabafa um paciente.

Outro grave problema relatado pelos usuários da UPA é que algumas pessoas chegaram andando e em bom estado de saúde e foram rapidamente atendidas. "Eu vi umas três pessoas sendo passadas na minha frente, acho que a funcionária é amiga delas", desabafa outro usuário.

"Fui reclamar com a funcionária que fica lá na frente, já que algumas pessoas chegaram bem depois e já foram atendidas, ela simplesmente pediu para reclamar com a enfermeira, que ela não tinha nada a ver com a demora, um absurdo", ressalta outro paciente.

É notável que o pequeno efetivo de médicos prejudica muito o atendimento aos pacientes. É obvio que uma unidade de saúde vai dar prioridade aos casos de emergência, mas se o número de médicos fosse maior o atendimento seria mais eficaz. "Hoje tem apenas 4 médicos, se chegar 5 casos de emergência, o atendimento vai parar..sem contar que tem a pausa para o almoço, o lanche, porque médico é um ser humano, também precisa de descanso", ressaltam os usuários.

A assessoria de imprensa da prefeitura em rebate sobre o sistema de atendimento na UPA Vila Prado afirmou que este procedimento foi, inclusive, visitado e elogiado por uma equipe de Saúde de um plano privado da cidade, que esteve no local em abril deste ano.

Ainda fomos informados que as Unidades de Pronto Atendimento 24h são destinadas ao atendimento imediato das pessoas que apresentam risco de morte ou sofrimento agudo provocado por distúrbios em sua saúde.

Os pacientes devem procurar a UPA em casos de  surgimento de sintomas como febre persistente, diarréia e vômitos, dor de cabeça e abdominal intensa, ferimento com sangramento, dor no peito, traumas, fraturas, entorse, luxações, hipertensos, diabéticos, crise convulsiva, bronquite, asma falta de ar, alergias, diabetes descompensada, hiperglecemia, hipoglicemia, perda de consciência e casos odontológicos graves.

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