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domingo, 18 de abril de 2021
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USP São Carlos dá as boas vindas aos seus calouros

04 Mar 2018 - 09h52Por Redação
Foto: Divulgação - Foto: Divulgação -

Na manhã de 26 de fevereiro último, os calouros do Campus USP São Carlos compareceram no Salão de Eventos do Campus, onde se realizou a abertura conjunta da "XX Semana de Recepção aos Calouros 2018", cuja mesa de honra foi integrada pelos Profs. Drs. Antonio Carlos Hernandes (Vice-Reitor da USP), Alexandre Nolasco de Carvalho (Presidente do Conselho Gestor do Campus USP São Carlos e Diretor do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação - ICMC/USP), Paulo Sergio Varoto (Diretor da Escola de Engenharia de São Carlos - EESC/USP), Luis Gustavo Marcassa (Presidente da Comissão de Graduação do Instituto de Física de São Carlos - IFSC/USP), representando o Diretor da Unidade, Prof. Dr. Vanderlei Bagnato, que se encontrava no exterior, Germano Tremiliosi Filho (Diretor do Instituto de Química de São Carlos - IQSC/USP), Miguel Antônio Buzzar (Diretor do Instituto de Arquitetura e Urbanismo - IAU/USP), Sergio Paulo Campana Filho (Vice-Prefeito do Campus USP São Carlos), e, ainda, por Giuliano Hildebrand Cardinali (Vice-Prefeito do Município de São Carlos).

 

Docente do IFSC e Vice-Reitor da USP, Hernandes enfatizou que a Semana de Recepção Conjunta é realizada somente no Campus USP São Carlos, sendo sempre um momento de felicidade, porque o ingresso de estudantes revigora a Universidade onde, neste ano, ingressaram 11.147 graduandos, tendo lembrado aos presentes que a USP é a maior universidade da América Latina - distribuída em sete campi, a comunidade uspiana é integrada por 110 mil pessoas - e que os novos calouros poderão participar de inúmeros eventos acadêmicos e científicos com a participação de especialistas do Brasil e do exterior.

Em seu discurso, o Vice-Reitor falou sobre o papel transformador da Universidade, em especial nas cidades em que ela está representada, através de seus campi: "Sem um ambiente de pesquisa pra realizar ensino, você não faz ensino de qualidade, não transforma a sociedade", disse ele, tendo comenta também que a qualificação profissional será cada vez mais exigida. Além disso, para Hernandes, embora a USP ofereça infraestrutura de qualidade, os alunos devem ser sábios para aproveitar todos os recursos disponibilizados por ela. Segundo Hernandes, a "marca" USP só será útil para os alunos, se eles se esforçarem nos estudos.

Por sua vez, o Prof. Luis Marcassa disse que a recepção aos calouros é um momento de alegria e supôs que os corações dos novos alunos batiam aceleradamente - da mesma maneira que o seu bateu há trinta anos, quando começou a cursar graduação em física na USP. Segundo ele, mais do que educação formal, a USP oferecerá a esses alunos uma educação de vida, sendo que essa nova etapa, em que muitos deixam as casas dos pais para se dedicar à vida acadêmica, é fantástica. Marcassa sugeriu também que os alunos façam amigos rapidamente, para que não enfrentem, sozinhos, os cursos que se avizinham.

Ao notar que calouros de diferentes cursos podiam ser identificados através de acessórios (como capacetes e camisetas), Marcassa sugeriu que os estudantes não se dividissem dessa maneira, porque fazem parte da mesma comunidade. "Nós não somos engenheiros, físicos, matemáticos, químicos, arquitetos. Nós não somos nem a USP São Carlos. Nós somos mais do que isso. Nós somos uspianos".

Após os discursos da mesa de honra, realizou-se uma apresentação do Coral da USP de São Carlos, sob a regência do maestro Sergio Alberto de Oliveira.

BAGNATO RECEPCIONA OS CALOUROS

Pelas 14h do dia 26, no Auditório "Professor Sérgio Mascarenhas", o Prof. Vanderlei Bagnato, Diretor do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), reuniu-se amistosamente com os ingressantes do Instituto para iniciar a "XX Semana de Recepção aos Calouros no IFSC".

Durante o encontro, o Diretor disse que o Instituto de Física de São Carlos é diferente, sobretudo porque houve uma época em que a Unidade estava ligada ao Instituto de Química de São Carlos (IQSC/USP) e ambos eram então denominados Instituto de Física e Química de São Carlos (IFQSC/USP); um fato tão marcante que, de acordo com Bagnato, culminou na multidisciplinaridade que hoje caracteriza essa Unidade da Universidade de São Paulo.

Bagnato também falou acerca das contribuições do Instituto, como, por exemplo, no estabelecimento da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), na criação do Parqtec (primeira incubadora brasileira de empresas) e da Embrapa Instrumentação, entre outros institutos de física. Segundo o diretor, o IFSC/USP forma físicos plenos, porque na Unidade se faz física que não se limita às leis básicas e que é dedicada a diferentes âmbitos, como, por exemplo, medicina e informática.

Já no que se refere à Universidade de São Paulo, Bagnato sublinhou que ela é um modelo de nação, ao passo que, em todo o território americano, não há outra universidade semelhante à USP, onde, além de dezenas de unidades, existem museus, hospitais, escolas de base, tendo enfatizado que a Universidade não forma apenas profissionais, mas também cidadãos, porque ela é cobrada pela sociedade.

Ao notar um acanhamento na plateia, o diretor do IFSC/USP disse que cientistas não podem ser receosos e que o início da graduação é um momento adequado para perder o medo de se arriscar e de errar.  Ele disse também que nesse dia 26 começavam as incertezas de alguns alunos, mas que, às vezes, essas dúvidas em relação à escolha de um curso superior são naturais: "Quando muda de fase, há grandes perturbações... tudo pode acontecer...", disse ele, comentando também que o caminho que os ingressantes começam a percorrer este ano não será fácil. No entanto, para o docente, os alunos não devem permitir que as incertezas sejam determinantes em suas vidas, porque essas mesmas incertezas são passageiras e fúteis.

Para o diretor, a determinação é mais importante do que a criatividade e a inteligência, porque estimula o indivíduo a criar caminhos para alcançar objetivos: "Toda vez que aparece um fracasso, você tem que aprender a superá-lo. É mais importante administrar o fracasso do que o sucesso. Toda história de gente bem-sucedida tem por trás uma história de fracasso", disse Bagnato, acrescentando que é necessário superar os "altos e baixos", persistir e aproveitar a graduação, de modo que, ao se formar, o aluno esteja preparado para atuar profissionalmente.

Em um momento de seu discurso, Vanderlei Bagnato sublinhou que os alunos devem se valorizar e jamais se intimidar, caso sejam alvos de menosprezo ao longo da vida. "Quando alguém quiser provar que você é incompetente, não se intimide e prove para si mesmo que você não é. Primeiro, tem que provar para você mesmo, para depois provar para os outros. O bom atleta é aquele que treina fora dos holofotes".

Para Bagnato, os alunos não podem se isolar nem criar inimizades: "A gente ganha mais com os amigos, do que perde com os inimigos". E, além disso, para o diretor do IFSC/USP, o aluno precisa saber festejar, porque festas com colegas trazem recordações "saborosas", embora os estudantes devam ter disciplina e responsabilidade: "Tem que sair para o intervalo [e] voltar para o caminho. Tão entendendo a analogia?".

Além disso, segundo Vanderlei Bagnato, o IFSC requer disposição de seus estudantes para que aprendam aquilo que ainda não sabem. "Quem está preparado tem que sair daqui melhor ainda e quem não está preparado, aqui é o lugar para se preparar!". (Rui Sintra e Thierry Santos da Assessoria de Comunicação - IFSC/USP)

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