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segunda, 08 de março de 2021
Cidade

Upasc pode ficar sem ônibus para transportar cadeirantes

12 Set 2016 - 08h36Por Redação
Foto: Divulgação - Foto: Divulgação -

Mais uma polêmica pode envolver a Suzantur, responsável pelo transporte público em São Carlos. A empresa de Mauá venceu o contrato emergencial criado pela Prefeitura Municipal e substitui, a princípio, a Athenas Paulista até 31 de dezembro.

De acordo com André Luís Carlos, presidente da União dos Paratletas de São Carlos (Upasc), 117 cadeirantes podem ficar sem o ônibus que integram o Projeto Atende ou Porta a Porta, criado em 1998 e que era feito pela Athenas através de uma van e quatro micro-ônibus.

André disse em entrevista ao São Carlos Agora que a diretoria da Upasc chegou a se reunir com representantes da Suzantur mas, alegou, não teria ocorrido um acordo.

"Os diretores da empresa alegam que todos os ônibus tem acessibilidade e não teria necessidade de buscar os cadeirantes nas portas de suas casas", disse o presidente da Upasc.

Por outro lado André salientou que há muitos cadeirantes que residem longe dos pontos de ônibus e que a locomoção é complicada. "Há casos que são 20 quadras longe dos pontos. E os atendidos pelo projeto Porta a Porta tem deficiência de locomoção severa e usam os coletivos para irem a escola, trabalho ou médico", explicou André. "Os representantes da Suzantur disseram que iriam colocar apenas uma van. E olha que cinco veículos eram insuficientes", explicou.

MP

A Upasc disse ao SCA que protocolou no Ministério Público um pedido onde solicita uma cópia do contrato emergencial realizado pela Prefeitura Municipal e disse que irá trabalhar para que o transporte ao cadeirante continue e que eles possam ser atendidos como ocorre desde 1998.

"Sinceramente a empresa não importa se é a Athenas ou a Suzantur. A conquista do Projeto Atende (ou Porta a Porta) foi uma conquista, um direito adquirido. Queremos apenas que continue", frisou.

OS ATENDIDOS

De acordo com o presidente da Upasc são atendidos diariamente 117 cadeirantes, dos quais usam os ônibus para irem ao trabalho, outros 27 para irem ao médico, 43 com o intuito de irem a escola e outros 23 para o lazer.

Isso corresponde a 667 atendimentos por semana e 2.564 atendimentos mês.

"Espero que nosso clamor seja atendido e que os cadeirantes não sejam prejudicados com a troca de empresa", finalizou André.

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