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quinta, 04 de março de 2021
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Trabalhadores da CPFL entram em greve

24 Jul 2016 - 08h22Por Redação
Foto: Milton Rogério - Foto: Milton Rogério -

Trabalhadores de quatro empresas da CPFL Energia decidiram entrar em greve por tempo indeterminado a partir desta segunda-feira, 25. O movimento grevista envolve cerca de 4 mil eletricitários das distribuidoras Paulista e Piratininga e das geradoras Geração e Brasil, localizadas em dezessete municípios: Campinas, Americana, Itapira, Piracicaba, Sumaré, Lins, Marília, Bauru, Jaú, Botucatu, Franca, São Carlos, Jaboticabal, São Joaquim da Barra, Araraquara, Barretos e Araçatuba.

Em São Carlos, aproximadamente 40 trabalhadores cruzam os braços a partir da zero hora. Eles informaram que os trabalhadores corriqueiros, como manutenção, não serão realizados, e sim, somente os casos emergenciais.

Os dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores Energéticos do Estado de São Paulo (Sinergia - CUT) garantem que o atendimento aos consumidores será mantido, assim como todas as situações de urgência e emergência. "Nossa greve também é por mais qualidade da energia que chega à população, em queda pela precarização das condições de trabalho e pela falta de manutenção preventiva."

A greve, de acordo com a direção do Sinergia,  é uma reação "à intransigência da empresa nas negociações da campanha salarial deste ano. A data base da categoria é 1 de junho. "Passados quase dois meses do início do processo de negociação e seis rodadas longas, as propostas apresentadas pela bancada patronal foram rejeitadas pelos trabalhadores", explica o sindicato.

De início, os empresários apresentaram índice de reajuste econômico abaixo da inflação. "Depois, só queriam pagar o reajuste a partir de julho. Em todo esse tempo, a CPFL Energia apostou no impasse. Diante da intransigência, a resposta dos trabalhadores foi a mobilização. A categoria não abre mão do aumento real de salário", afirma a direção do Sindicato.

Na semana passada, informa o sindicato, mobilizações aconteceram em vários locais de trabalho, recusando a proposta patronal. A CPFL Energia entrou com dissídio de greve contra o Sindicato.

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