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terça, 02 de junho de 2020
Crise econômica

Sindicato prevê demissões e busca acordo com empresários em São Carlos

07 Abr 2020 - 11h56Por Marcos Escrivani
Sem pedidos, empresas devem optar pela redução na jornada de trabalhou ou suspensão do contrato - Crédito: Arquivo/SCASem pedidos, empresas devem optar pela redução na jornada de trabalhou ou suspensão do contrato - Crédito: Arquivo/SCA

Há pelo menos duas semanas, o Sindicato dos Metalúrgicos de São Carlos e Ibaté busca, junto a empresas de São Carlos, negociação para minimizar o impacto na crise econômica causada pela pandemia do novo coronavírus.

Existe a previsão de demissões na indústria são-carlense. Porém, o trabalho efetuado pelos sindicalistas é buscar a suspensão do contrato de trabalho, redução na jornada de trabalho e outras alternativas para que o impacto negativo seja minimizado.

“Devido a esta pandemia realizamos visitas há pelo menos duas semanas em empresas de grande, pequeno e médio porte. Diariamente realizamos negociações com empresários para tentar garantir o emprego dos trabalhadores”, disse Vanderlei Strano, presidente do sindicato, em entrevista ao São Carlos Agora. Ele não soube quantificar quantas demissões irão ocorrer, salientando que o momento é preocupante.

“Estamos propondo alternativas e garantir a estabilidade. Nós reconhecemos que o momento é de dificuldades para as empresas, que estão sem pedidos e não tem como produzir. Uma das alternativas é propor a suspensão do trabalho por dois meses para garantir a estabilidade. A maioria dos empresários está propensa, pois possuem um quadro de funcionários capacitados e aptos as funções que exercem”, reconheceu o sindicalista.

TECUMSEH

Na oportunidade, o presidente do Sindicato disse que, juntamente com a Tecumseh do Brasil, negocia o lay off com início para o dia 20 de abril. “Estamos trabalhando juntos para diminuir o impacto da Medida Provisória e garantir menor perca salarial e maior manutenção no contrato de trabalho”, afirmou.

Consta na minuta do acordo, a suspensão de 531 contratos de trabalho a partir de 20 de abril com a duração de cinco meses; os empregados deverão dar entrada no FAT e a empresa passar as informações necessárias; a empresa arcará com a diferença entre o salário líquido do empregado e o valor do FAT como “ajuda compensatória mensal”, até o teto de R$ 920,00 por mês; Os empregados participarão de curso de qualificação oferecidos pela empresa, conforme critérios legais; o período de suspensão não terá impacto sobre o PLR; o pagamento da primeira parcela do PLR está prevista para 20 de abril; 50% da parcela de julho/2020 será paga juntamente com a parcela de outubro/2020 e 50% da parcela de julho/2020 será paga juntamente com a parcela de janeiro/2021; o período de suspensão não será computado para cálculo de férias e 13º salário; os empregados com contrato suspenso não sofrerão o desconto do fretado durante o período da suspensão; ticket alimentação permanece, bem como convênio médico/odontológico e farmácia.

O São Carlos Agora entrou em contato com a Tecumseh para obter um posicionamento por parte da empresa, mas até o momento não obteve resposta. 

MEDIDAS DE ADEQUAÇÃO

O São Carlos Agora manteve contato com o Ciesp São Carlos e segundo diretor titular Emerson Chu, a MP flexibiliza o contrato de trabalho. “São medidas importantes para que o industrial se adeque à situação atual sem correr o risco de perder sua mão de obra, que é qualificada e treinada para o serviço que desempenha; ou seja, além de poupar o emprego do trabalhador, não desperdiça o investimento no ser humano, que é o maior bem da empresa”.

Segundo Chu, em um primeiro momento, as indústrias que optarem por trabalhar nessa flexibilização, certamente, ajustarão seu fluxo de caixa. “Mas no decorrer do tempo, a situação vai depender do mercado. Então, podemos dizer que essa MP ajuda no presente, mas não garante o futuro”, comentou.

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