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segunda, 17 de junho de 2019
Dispositivo alerta sobre emissão de CO

Sensor desenvolvido em São Carlos poderia evitar mortes de turistas brasileiros no Chile

23 Mai 2019 - 15h12Por Marcos Escrivani
Sensor desenvolvido em São Carlos poderia evitar mortes de turistas brasileiros no Chile - Crédito: Arquivo pessoal Crédito: Arquivo pessoal

Um sensor desenvolvido na UFSCar, em parceria com a Argentina e a Espanha, que alerta sobre a emissão de monóxido de carbono (CO), poderia ter evitado a morte de seis turistas brasileiros – quatro adultos e dois adolescentes – ocorrida nesta quarta-feira, 22, em um apartamento em Santiago, no Chile, depois de terem inalado o gás.

Os turistas estavam de férias e haviam alugado um apartamento. Eles estavam havia uma semana na cidade. O caso ocorreu em um edifício localizado na Rua Santo Domingo, a doze quadras do Palácio de la Moneda, sede do governo chileno e ponto turístico.

Nesta semana acontece um Simpósio de Materiais Funcionais e paralelamente, após a trágica coincidência, uma palestra de 25 minutos está agendada para às 9h15 desta sexta-feira, 24, no Teatro Florestan Fernandes, na UFSCar.

Professor Elson Longo, diretor do CDMF. (foto CDMF)

“Se o apartamento em que os turistas estavam, tivesse um dispositivo, eles não morreriam”, alertou com exclusividade ao São Carlos Agora, o diretor do Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF) da universidade, professor Elson Longo. “O CO é incolor, inodoro e insípido. A pessoa respira e não sente. Morre aos poucos”, emendou.

Longo afirmou que no Brasil não há um número exato de quantas pessoas morrem por inalar CO por ano, mas uma estimativa na Argentina aponta que as mortes chegam a 200 pessoas/ano. “Uma deputada argentina irá propor uma lei e obrigar escolar, apartamentos e prédios a ter este sensor”, disse o professor da UFSCar.

SENSOR

O sistema desenvolvido é capaz de interromper o suprimento de gás de uma instalação quando é detectada concentração que possa ameaçar a segurança das pessoas, seja pela intoxicação, seja pelo risco de explosão. As pesquisas tiveram financiamento da Fapesp e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) no Brasil; do Conselho Nacional de Investigações Científicas e Técnicas (Conicet) da Argentina; do Ministério de Ciência, Inovação e Universidades da Espanha; e do Instituto Nacional de Física Nuclear (INFN) da Itália. A equipe contou com a colaboração também de Alexandre Simões, docente da Universidade Estadual Paulista (Unesp, campus de Guaratinguetá), e Cesare Malagú, da Universitá degli Studi di Ferrara, na Itália.

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