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quinta, 13 de maio de 2021
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Secretário de Saúde e vereadores visitam a Divisão de Assistência Farmacêutica

Secretário de Saúde e vereadores visitam a Divisão de Assistência Farmacêutica

17 Jan 2013 - 20h57
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O Secretário Municipal de Saúde, Edilson Abrantes, acompanhado do secretário de Planejamento e Gestão, Júlio César Pereira de Souza, e dos vereadores Mauricio Ortega, Rodson Magno, Cidinha do Oncológico, Paulo Taú, Eduardo Martins e do representante do vereador Sérgio Rocha, Alex Corrêa, esteve nesta quinta-feira (17), na Divisão de Assistência Farmacêutica da Secretaria Municipal de Saúde (almoxarifado), onde todos os medicamentos adquiridos pela Prefeitura ou recebidos pelo programa Dose Certa ficam estocados antes da distribuição para as unidades básicas de saúde e de pronto atendimento.

Os vereadores puderam constatar que além dos estoques baixíssimos de alguns medicamentos, outros remédios estão totalmente em falta. A Secretaria de Saúde estima que o déficit chegue a 60% do estoque. Entre os principais medicamentos em falta estão os para diabetes, colesterol e hipertensão.

A Secretaria Municipal de Saúde trabalha com 260 apresentações farmacêuticas. Destas 190 são da Relação Municipal de Medicamentos (REMUME) e 70 do programa Dose Certa. Os medicamentos encaminhados pelo Dose Certa não estão em falta.

Segundo funcionários da Divisão de Assistência Farmacêutica, desde junho do ano passado, somente eram comprados 10% do total solicitado e a maioria das requisições encaminhadas à Secretaria Municipal de Saúde voltavam sem que as medicações fossem adquiridas e sem nenhuma justificativa.

“O que podemos perceber também é que muitos pregões perdiam a validade, o prazo, e os medicamentos não eram comprados. Portanto essa situação crítica não é de hoje. Começamos a receber reclamação da falta de insulina e fomos verificar e descobrimos que outros medicamentos básicos da rede estavam em falta, inclusive o ácido acetilsalicílico”, explicou o secretário de Saúde, Edilson Abrantes.

O secretário de Saúde disse, ainda, que o certo seria que a administração anterior tivesse deixado um estoque mínimo para 3 meses. “Tempo hábil para que pudéssemos fazer todas as licitações necessárias. Agora vamos ter que fazer uma compra emergencial para que a população não fique sem medicação. O prefeito Paulo Altomani nos solicitou o máximo de empenho para que essa situação seja regularizada rapidamente”, ressaltou.

Questionado se essas informações não teriam sido passadas durante o governo de transição, o secretário de Saúde disse que na reunião que ele participou juntamente com o vice-prefeito Cláudio Di Salvo, na época como colaborador, nada foi falado. “Conversamos sobre médicos, escala, medicamentos, enfim toda a parte estrutural e nos informaram que estava tudo certo”.

O vereador Maurício Ortega, um dos vereadores que esteve visitando o almoxarifado da saúde, ficou assustado com que viu. “É um problema sério, a câmara fria, onde deveriam estar estocadas as insulinas, está vazia e outros medicamentos de uso contínuo também terminaram. Cabe a nós comunicarmos à população disso e ajudarmos a resolver esse problema”.

Para o secretário de Planejamento e Gestão, Júlio César Pereira de Souza, a situação é lamentável e preocupante. “O que percebemos é que essa situação se arrasta desde a metade do ano passado, nós vimos pedidos de solicitação de compra de medicamentos encaminhados aqui pela Divisão à Secretaria de Saúde que nunca foram respondidos, muito menos, realizada a aquisição dos produtos. Os pedidos não atendidos eram desde coisas básicas, como por exemplo, esparadrapo, bem como, de insulina, numa total falta de critério e respeito com a população. A situação é crítica, mas estamos, por determinação do prefeito, trabalhando dia e noite para a resolução do problema. A cidade não merece passar por isso”, declarou o secretário.

No final da tarde o Governo do Estado encaminhou a insulina regular e a NHP. Mensalmente são usadas 2 mil doses do medicamento pela rede de saúde de São Carlos. 2.400 pacotes de fraldas descartáveis geriátricas, que estavam em falta, também já chegaram.


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