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quinta, 22 de abril de 2021
Cidade

São Carlos pode ficar sem transporte coletivo nesta terça-feira, segundo sindicato

19 Fev 2018 - 18h26Por São Carlos Folha e Região
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O advogado do Sindicato dos Empregados de Transportes, Amador Bandeira, informou na tarde desta segunda-feira (19) em coletiva de imprensa que São Carlos pode ficar sem transporte público nesta terça-feira (20).  A decisão da Paralisação foi aprovada por unanimidade em uma assembleia realizada na tarde de hoje. As justificativas são insegurança e insuficiência de ônibus.

O sindicato fará a paralisação nesta terça-feira e na sequência prevê regularizar a greve por prazo indeterminado, como como forma de protesto.

"Todos os trabalhadores foram unânimes em aderir à paralisação. Portanto  a partir das 18h30 de hoje poderá ocorrer a paralisação. Pode ser à noite  ou a na madrugada desta terça-feira.  É possível que não tenha ônibus rodando na cidade amanhã", disse Amador Bandeira.

A ação de populares de paralisar ônibus na manhã desta segunda-feira na Avenida Regit Arab no Cidade Aracy deu fôlego para a categoria aderir à paralisação. "Hoje teve um episódio no Cidade Aracy onde os trabalhadores foram obrigados a recolher os ônibus, muitos estão com medo de descer a serra por conta de não ter  uma manutenção preventiva nos coletivos e também questão de  insuficiência de ônibus e a população está enfurecida e com razão", acrescentou.

A lei determina que em situação de greve, o sindicato deve manter 30% da frota nas ruas. Amador Bandeira antecipou que será difícil em primeiro momento, mas que o sindicato vai mobilizar para obedecer à legislação.

Na coletiva de imprensa, Amador pontuou outras irregularidades que fomentaram a paralisação. "Têm várias irregularidades, falta de  registros de trabalhadores que iniciaram  o trabalho depois da intervenção, a falta de recolhimento do FGTs deste mês, pagamento em dinheiro  parcelado do ticket, tudo isso levou eles ao descontentamento. A falta de compromisso do município que garantiu que na sexta-feira cumpriria o pagamento das verbas rescisórias, não cumpriu, tudo isso leva eles aderir paralisação".

De acordo com Amador, a greve era para ter acontecido na madrugada desta segunda-feira, como a Prefeitura alegou na  última sexta-feira que teve problemas técnicos para realizar o pagamento, o sindicato deu novo prazo (hoje) para que o município pudesse legalizar a questão.

"A população não pode conviver com um transporte precário que não dá segurança para o colaborares nem para  população. Temos que resolver essa questão um vez por todas. Já avisamos o Ministério Público dos itens que empresa não vem cumprindo", finalizou.

 

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