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quinta, 24 de setembro de 2020
Saúde

Projeto de extensão da UFSCar promove grupo de estudos sobre Redução de Danos

Encontros gratuitos e abertos tratarão sobre substâncias psicoativas, saúde mental e infecções sexualmente transmissíveis

20 Jul 2018 - 07h13Por Redação
Encontros são gratuitos e começam no segundo semestre - Crédito: DivulgaçãoEncontros são gratuitos e começam no segundo semestre - Crédito: Divulgação

Tendo em vista que a informação é uma importante ferramenta para promoção de saúde, um grupo de alunos de graduação dos cursos de Psicologia e Ciências Sociais e do mestrado do Programa de Pós-Graduação em Psicologia (PPGPsi) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), e pesquisadores da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da Universidade de São Paulo (USP), coordenados pela professora Taís Bleicher, do Departamento de Psicologia (DPsi) da UFSCar, realizam o projeto de extensão "Formação para as políticas públicas de Redução de Danos em saúde". "A formação prevista no projeto se dará via grupo de estudos, rodas de conversa, palestras e articulações com a Rede de Atenção Psicossocial [RAPS] sobre substâncias psicoativas no contexto universitário, saúde mental, infecções sexualmente transmissíveis e as políticas públicas referentes a essas questões", diz Giuliana Mazota, aluna de graduação em Psicologia e integrante do projeto.

A estudante explica que Redução de Danos (RD) se refere a políticas, programas e práticas que visam primeiramente reduzir as consequências adversas para a saúde, sociais e econômicas do uso de drogas lícitas e ilícitas, sem necessariamente reduzir o seu consumo. A abordagem da Redução de Danos beneficia pessoas que usam drogas, suas famílias e a comunidade. Nessa perspectiva, o cuidado é pautado na produção de autonomia do sujeito através da superação de uma visão moralista e proibicionista.

"Essa prática prevê a construção de estratégias e ações de redução de danos que incluem informação, educação e aconselhamento com o objetivo de estimular a adoção de comportamentos mais seguros no consumo de substâncias que possam causar dependência, e nas práticas sexuais dos usuários de drogas e seus parceiros. Todas as ações devem respeitar o contexto, história de vida e subjetividade de cada pessoa, excluindo-se quaisquer moralismos ou julgamentos preconceituosos, que prejudicam a promoção da saúde", descreve Mazota.

Além disso, a Redução de Danos não entende a abstinência como ferramenta necessária, mas a compreende como possibilidade, caso assim seja desejado pelo paciente. A RD entende que é a partir e por meio dos sujeitos que materializam sua prática que intervenções efetivas se farão possíveis. "Daí a ideia de que a abstinência e qualquer outro recurso para um projeto terapêutico ou para uma política pública devem estar em alinhamento com o desejo de quem é cuidado", destaca a estudante da UFSCar.

Com essa perspectiva, os integrantes do projeto de extensão realizarão entre os meses de agosto e dezembro um grupo de estudos, voltado a pessoas da comunidade acadêmica e da população em geral, interessadas na temática da Redução de Danos. O primeiro encontro será no dia 15 de agosto, com o tema "O que é Redução de Danos?", das 19 às 21h30, no Campus São Carlos da UFSCar (em sala a ser divulgada aos inscritos posteriormente).

As inscrições para o grupo de estudos são gratuitas e podem ser feitas até dia 26 de agosto (considerando que os encontros acontecem até dezembro), pelo site https://rdsaocarlos.wixsite.com/grupodeestudos, onde também é possível obter mais informações sobre as atividades. Estão sendo disponibilizadas 20 vagas e a carga horária total é de 50 horas. Os encontros serão quinzenais, às quartas-feiras, e haverá emissão de certificado aos participantes.

Além dos encontros, os integrantes do projeto de extensão criaram o Coletivo de Redução de Danos de São Carlos, que nasceu a partir da experiência com o XVII Fórum Estadual de Redução de Danos (Ferd), que ocorreu na cidade, em 2017, objetivando fortalecer a Rede de Atenção Psicossocial, assim como as políticas públicas intersetoriais voltadas para usuários de drogas lícitas e ilícitas no Município e região.

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