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segunda, 19 de abril de 2021
Desenvolvimento e Inovação

Pesquisadora do Reino Unido fica fascinada ao conhecer a Embrapa São Carlos

09 Dez 2018 - 10h16Por Redação
Pesquisadora do Reino Unido fica fascinada ao conhecer a Embrapa São Carlos - Crédito: Ana Maio e Maria Cristina Campanelli Crédito: Ana Maio e Maria Cristina Campanelli

Jordana Rivero, pesquisadora do Rothamsted Research, do Reino Unido, avaliou nesta sexta-feira, 7, a visita que um grupo de cientistas e estudantes de pós-graduação dessa instituição fez à Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos, SP) nos últimos dois dias para conhecer tecnologias ligadas a sistemas de produção. “Estamos fascinados com tudo o que vimos aqui”, disse ela. A organização é uma das instituições de pesquisa agrícola mais antigas do mundo, fundada em 1843. Esta é a 21ª visita internacional recebida pela Unidade de São Carlos neste ano, o triplo em relação às sete visitas de estrangeiros registradas no ano passado e que vinham se mantendo como média em anos anteriores.

Jordana tem nacionalidade uruguaia, mas atua no Rothamsted Research. Para ela, um dos pontos mais interessantes da visita foi conhecer a estrutura e as tecnologias utilizadas na fazenda Canchim, onde funciona a Embrapa Pecuária Sudeste. “Aqui o produtor pode vir e ver as tecnologias aplicadas. É diferente de uma sala de aula. Ele conhece o manejo da fazenda. O produtor não pode testar e errar, mas nós, cientistas, podemos experimentar. É a ciência no campo”, comentou a pesquisadora.

Ela sugeriu que as duas instituições – e mais centros de pesquisa do Uruguai – possam trabalhar em conjunto, especialmente em projetos que definam indicadores de produção e ambientais, com metas ambiciosas a serem buscadas. “As características de cada região devem ser respeitadas, mas estamos todos buscando o mesmo, que é a produção sustentável”, afirmou.

O chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Pecuária Sudeste, Alexandre Berndt, também tem expectativas de ampliar a parceria com o Rothamsted Research. No total, cinco projetos em conjunto já foram aprovados – três realizados e dois em fase de liberação de recursos. Trata-se de projetos pequenos em relação aos valores disponibilizados, mas a ideia é costurar uma proposta mais robusta para o próximo ano, dependendo das chamadas que a União Europeia vai lançar.

Os primeiros contatos entre as duas instituições de pesquisa foram feitos em dezembro de 2017, quando Martin Blackwell, do Rothamsted, esteve em São Carlos. Logo surgiu o convite para que pesquisadores da Embrapa fossem conhecer o centro do Reino Unido. Alexandre Berndt e os pesquisadores Julio Palhares (Embrapa Pecuária Sudeste) e Marilia Folegatti Matsuura (Embrapa Meio Ambiente) estiveram lá em julho deste ano.

Quinta-feira, a comitiva com oito integrantes visitou laboratórios da Unidade e conheceu a vitrine de forrageiras, os sistemas automatizados de alimentação de bovinos e de manejo racional dos animais. Eles também puderam ver equipamentos que medem a emissão de gases de efeito estufa pelos bovinos e verificar de perto as técnicas utilizadas para pesquisa no sistema integrado de produção ILPF (Integração Lavoura-Pecuária-Floresta).

Na sexta-feira, visitaram o sistema de leite, pastagens irrigadas e o laboratório de qualidade de carne. Àtarde, reunidos no auditório do centro de pesquisa, fizeram um balanço da visita e o pesquisador Michael Lee apresentou pesquisas desenvolvidas no Rothamsted.


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