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domingo, 20 de setembro de 2020
Cidade

Parque Ecológico alerta sobre atropelamentos de animais silvestres nas rodovias da região

25 Ago 2014 - 21h36
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O Parque Ecológico “Dr. Antonio Teixeira Vianna” de São Carlos recebe, todos os anos, mais de 200 animais silvestres que são tratados em seu Hospital Veterinário. Geralmente vítimas de atropelamentos nas rodovias e estradas da região, esses animais são resgatados pela Policia Militar Ambiental, Rodoviária e Corpo de Bombeiros e encaminhados ao Parque, o que representa um importante serviço socioambiental prestado pela instituição. São lobos guarás, onças pardas, seriemas, gaviões, corujas e outros animais como cachorro do mato e tatus, que recebem tratamento e que após se recuperarem podem ou não voltar à natureza. 

Em dezembro de 2013, o Parque Ecológico realizou o procedimento de soltura de uma fêmea adulta de Lobo Guará. O animal esteve no Parque pouco de mais de um mês, recuperando-se de um sério ferimento em uma das patas traseiras e foi solto com o apoio da Polícia Ambiental, em uma área de preservação em Itirapina, próxima à região onde foi capturado.

Fernando S. Magnani, Administrador do Parque, ressaltou que voltando à natureza, esses animais recuperados poderão cumprir seu papel ecológico. “Além de lazer e educação ambiental, o Parque Ecológico de São Carlos participa ativamente dos programas de conservação das espécies ameaçadas, com as reproduções em cativeiro ou recuperando animais da região que são resgatados e liberados novamente para a natureza”, explicou. 

Segundo dados do próprio Parque, de janeiro a novembro de 2013 foram atendidos 205 animais resgatados pela Policia Militar Ambiental e Corpo de Bombeiros. Aproximadamente 60% voltaram para a natureza e os demais, sobreviventes, são entregues à Secretaria do Estado de Meio Ambiente ou passaram a viver no Parque Ecológico.  

É o caso do exemplar de onça parda macho, conhecido como “Paraíba”, que chegou ao Parque há quase dez anos, após um grave acidente. Quando chegou o animal não se movimentava e apresentava várias fraturas e escoriações pelo corpo. O apelido carinhoso se deu em homenagem a um estagiário de veterinária, nascido em João Pessoa, capital da Paraíba, que na época contribuiu nos cuidados e recuperação da onça. Hoje “Paraíba” pode ser observado no recinto, juntamente, com outras fêmeas da espécie.

Neste ano, na região, já são quatro casos confirmados de atropelamento somente de exemplares de Lobo Guará, sendo que o caso mais recente foi registrado no último dia 15 de agosto, na SP 318. Um jovem macho Lobo Guará foi encontrado morto no acostamento próximo ao km240, entre o Distrito de Água Vermelha e São Carlos. 

Magnani destacou que essa espécie, ameaçada de extinção, está sendo vítima da ausência de dispositivos de proteção para animais silvestres, nas rodovias.   “Estamos perdendo muitos animais nas rodovias, não somente lobos. Atropelamentos de animais grandes também oferecem sérios riscos aos motoristas. Como existe um estudo para a duplicação da SP 318, que liga São Carlos a Ribeirão Preto, é importante iniciar um debate sobre formas de reduzir o risco de acidentes com animais e proteger os motoristas e passageiros”, esclareceu.

Segundo o Centro Brasileiro de Ecologia de Estrada (CBEE), vinculado à Universidade de Lavras, milhares de animais silvestres são mortos, todos os anos, por atropelamentos no Brasil.

O Parque Ecológico Municipal é aberto para visitação pública, gratuita, de terça-feira a sábado, das 8 horas às 16h30, domingo, das 8 horas às 17h30, telefones 16-33614456 / 33612429 ou pesc@pesc.org.br.

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