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terça, 22 de setembro de 2020
Religião

No “novo normal”, missas presenciais serão por agendamento ou senhas

03 Ago 2020 - 09h14Por Marcos Escrivani
No “novo normal”, missas presenciais serão por agendamento ou senhas - Crédito: Tereza Sganzella Crédito: Tereza Sganzella

Evitar aglomerações e respeitar a individualidade de cada fiel. Paralelamente, orientar pessoas que integram o grupo de risco, a ficarem em casa e acompanharem missas através de lives pelo Facebook ou pela TV em época de pandemia da Covid-19.

Assim se prepara a Igreja Católica para a retomada do “novo normal” com as missas presenciais, após quatro meses de portas fechadas. Na fase amarela do Plano São Paulo, apenas 30% das dependências poderão contar com fieis e para que não ocorra possíveis aglomerações, o comparecimento será mediante agendamento e/ou senhas. Para tanto, a Diocese de São Carlos, que coordena 29 cidades da região, orientou as paróquias a realizarem, caso necessidade, um maior número de missas durante a semana.

Para buscar esclarecer possíveis dúvidas das pessoas que vão em busca de paz espiritual em igrejas, o São Carlos Agora ouviu o padre Robson Caramano, assessor de imprensa da Diocese de São Carlos que forneceu uma entrevista exclusiva ao portal.

EM SÃO CARLOS

No dia 24 de julho, uma sexta-feira, o governo do Estado anunciou que São Carlos passou a fazer parte da fase amarela que permite uma flexibilização maior em vários segmentos da sociedade. Entre eles, a realização de missas com até 30% da capacidade de cada igreja. A permanência na fase foi confirmada no dia 31.

Segundo Robson, se São Carlos permanecer na mesma fase por 28 dias consecutivos os párocos responsáveis por cada uma das 32 igrejas de São Carlos irão definir a retomada das missas presenciais com 30% da capacidade dos respectivos prédios. “Se São Carlos não sair da fase amarela, acredito que no final de agosto retornem as missas presenciais, obedecendo todos os protocolos de segurança (distanciamento, máscaras, álcool em gel)”, disse padre Robson.

AGENDAMENTO OU SENHA

Antes de entrar em detalhes sobre a retomada das missas presenciais, padre Robson enfatizou que as missas online, criada justamente com a chegada da pandemia da Covid-19, não deixarão de ser realizadas, para preservar a integridade das pessoas que estão no grupo de risco (acima de 60 anos, diabéticos, hipertensos, obesos, gestantes).

Por outro lado, informou que, pelo fato de apenas 30% da capacidade máxima das igrejas será permitida aos fiéis, a presença nas missas ocorrerá através de senhas e agendamento via fone. “Este é o ‘novo normal’. Tudo será feito com antecedência, cada paróquia irá ter uma configuração, seja por agendamento, senha ou outra organização o objetivo é evitar aglomerações. Orientamos os padres, caso haja necessidade, de aumentar o número de missas durante a semana”, afirmou.

RESPEITAR A INDIVIDUALIDADE

Preocupado com a retomada, padre Robson disse no ‘novo normal’, a Igreja Católica respeita a individualidade de cada fiel em estar presente ou não nas missas presenciais. “A pandemia da Covid-19 fez com que um novo desafio fosse lançado para nós no sentido de buscarmos alternativas para alcançar a evangelização”, comentou. “Tem muitas pessoas que hoje tem medo de ir até a missa. Entendemos e respeitamos. Particularmente acredito que neste início de retomada a procura não será grande. As pessoas estão conscientes e com medo, o que é compreensivo. Mas há aquelas que tem a necessidade de buscar o Sacramento. Este será um público, o presencial. Teremos também o público virtual, já que manteremos as missas online”, assegurou.

MUITO CUIDADO COM OS FIÉIS

Em maio, a Igreja Católica montou uma cartilha com várias orientações para a retomada das atividades presenciais das paróquias. O São Carlos Agora traz todos os itens para que os fiéis possam estar cientes, caso participem de missas presenciais:

1 - Os católicos que são do grupo de risco são aconselhados a acompanharem as celebrações através dos meios de comunicação social;

2 - Todos devem se conscientizar da obrigatoriedade do uso de máscaras. Caso o fiel não a possua, seja aconselhado a retornar para casa, ou que seja oferecida uma máscara;

3 - Afastamento mínimo de dois metros entre os membros da assembleia litúrgica, a não ser que sejam pessoas de uma mesma família e que habitem juntas;

4 - Os bancos devem estar marcados os lugares onde se deverá sentar, as marcações poderão ser feitas por fitas ou postit;

5 - Limite de ocupação do templo de 30% da capacidade máxima;

6 - Não devem ser distribuídos folhetos de canto ou de missa, tanto quanto, que não haja distribuição de envelopes e ou santinhos de oração;

7 - Orientações sobre a ausência de contato físico entre as pessoas (cumprimentos com abraços, saudações de paz, etc);

8 - Aumento do número de missas;

9 - É aconselhável a medição da temperatura dos fiéis na entrada da igreja, mediante termômetro infravermelho sem contato e seja proibido o acesso daqueles que apresentarem quadro febril;

10 - As igrejas poderão estar abertas para orações pessoais durante o dia, sempre respeitando as normas sanitárias para higienização, evitando, assim, o contágio.

11 - Criação de uma equipe de higienização para limpar os lugares que as pessoas utilizaram, assim como os objetos litúrgicos após as celebrações.

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