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domingo, 01 de agosto de 2021
Cidade

Newton Lima defende na Câmara educação e inovação tecnológica

20 Out 2011 - 11h30

O deputado federal Newton Lima (PT-SP) defendeu a transformação do Brasil pelos caminhos da educação e da inovação tecnológica. Em discurso feito ontem (19) na Câmarados Deputados, em Brasília, o parlamentar disse que é preciso "acelerar o passo rumo à economia do conhecimento em um novo ambiente em que a educação, a ciência e a inovação tecnológica têm papel ainda mais relevante face ao acirramento da competitividade no comércio internacional".

No discurso, Newton Lima lembrou que a presidenta Dilma Rousseff apresentou, em agosto deste ano, o Programa Brasil Maior, com medidas que compõem a política industrial articulada à de inovação tecnológica e de comércio exterior. Segundo ele, o diagnóstico das áreas de ciência e tecnologia e inovação demonstram um avanço em relação aos objetivos do projeto maior de desenvolvimento do País.

Mas ele lembrou que há uma discrepância significativa em relação ao conhecimento produzido pelas universidades e institutos de pesquisa e sua aplicação na produção econômica que precisa ser resolvida. O Brasil ocupa a 13ª posição no ranking de produção científica e o 47º lugar em inovação, apesar dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento terem saltado de 0,96% do PIB, em 2003, para 1,25% em 2010.

No conjunto de fatores que explicam a reduzida capacidade de inovação tecnológica do setor produtivo nacional, Newton Lima destacou três: "a baixa demanda das empresas junto às instituições produtoras de Pesquisa e Desenvolvimento; o número reduzido de patentes registradas e a insuficiência de recursos para financiar as atividades inovadoras. Para encurtar a distância entre o setor produtivo e as universidades e centros de ciência e tecnologia, o governo está formulando a criação da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial, a Embrapii", disse o parlamentar.

Quanto às patentes, Newton Lima reiterou que é inaceitável que continuemos a registrar quantidade tão insignificante. "Entre 1990 e 2007, o INPI - Instituto Nacional de Propriedade Industrial - concedeu apenas 673 registros de patentes". Ele lembrou que a Índia - país que, como o nosso, faz parte do grupo dos emergentes - concedeu, em 2008, 18.230 patentes, contra apenas 2.451 do Brasil.

Educação- O parlamentar também disse que ao eleger a educação como prioridade do seu governo, a presidenta Dilma demonstrou que essa política pública é tão importante para o desenvolvimento humano quanto como fator estruturante para o novo desenvolvimentismo econômico. "A estratégia para o desenvolvimento científico e de inovação tecnológica conta com a ampliação do complexo universitário brasileiro e do número de escolas técnicas em todo o País", concluiu o deputado.

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