terça, 24 de maio de 2022
Atenção necessária

Neurocirurgião da Santa Casa alerta para riscos do mergulho em águas rasas

Quem sofre um acidente como esse pode ter sérios danos na coluna cervical

18 Jan 2022 - 07h44Por Redação
Danillo Vilela também explica os cuidados para se evitar esses acidentes - Crédito: Assessoria Santa CasaDanillo Vilela também explica os cuidados para se evitar esses acidentes - Crédito: Assessoria Santa Casa

Verão chegou, muito calor e todo mundo sonha com aquele mergulho em uma piscina, cachoeira ou praia. E o que parece uma brincadeira pode resultar em sérios riscos para a saúde.

De acordo com estudos e pesquisas, o mergulho em águas rasas está entre as cinco principais causas de lesão medular no Brasil. A maioria das lesões acontece com pessoas na faixa etária de 30 a 50 anos.  Mas as crianças também são vítimas e cabe aos adultos conversar com elas para evitar esse tipo de acidente. 

As lesões podem variar desde traumas musculares como contraturas que podem cicatrizar de forma mais precoce até lesões e fraturas associadas a deslocamentos das vértebras. Podem ser associadas com alterações neurológicas causando perda de sensibilidade e da força muscular, podendo atingir os quatro membros do paciente.

“No mergulho, a pessoa sofre um traumatismo da cabeça no fundo da piscina e, com isso, faz uma lesão na coluna cervical. E essa lesão pode causar uma série de consequências neurológicas, que vão desde a redução dos movimentos até a perda total dos movimentos dos dois braços e duas pernas, condição que chamamos de tetraplegia”, afirma Danillo Vilela, Coordenador do Serviço de Neurocirurgia da Santa Casa.

Para o médico neurocirurgião, é preciso tomar uma série de cuidados ao nadar em locais com profundidade rasa e que as pessoas não conheçam. “É muito importante que, quando chegar em um local público ou privado, em que for frequentar piscina, lago ou lagoa, a pessoa antes de mergulhar identifique a profundidade. Nos lugares públicos, inclusive existem leis que obrigam os espaços a indicarem a profundidade. E quando esses avisos não estiverem presentes, é necessário que antes do mergulho, a pessoa entre na posição em pé, identifique qual a profundidade, e se é possível ou não fazer o mergulho naquela região” explica. 

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