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segunda, 19 de abril de 2021
Educação

Nanomedicina é sonho de jovem ingressante no IFSC/USP São Carlos

15 Abr 2019 - 06h00Por Redação
Nanomedicina é sonho de jovem ingressante no IFSC/USP São Carlos - Crédito: Divulgação Crédito: Divulgação

Para Karen Mai Takahashi (17), ingressante no Curso de Bacharelado em Ciências Físicas e Biomoleculares do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), seu envolvimento desde muito pequena em Olimpíadas e o gosto e curiosidade por ciências exatas, foram motivos que a incentivaram a cursar um curso de graduação que só existe na USP de São Carlos.

Natural de Londrina (PR), Karen sempre esteve muito atenta com a regular participação de seus colegas do colégio em que estudava nas olimpíadas cientificas, tendo decidido, na 3ª série do Ensino Fundamental (4º ano) participar pela primeira vez da Olimpíada de Astronomia e Astronáutica (OBA), algo que se tornaria quase um hábito nos anos seguintes. “Desde que decidi prestar a OBA não parei mais, já que percebi que era uma área que me agradava muito e trazia curiosidade. Além disso, eu gostava de fazer a prova: todo ano, próximo da data de aplicação, eu ficava empolgada para prestar mais uma vez”, relata. “Na época, eu não sabia o que era Física e tinha apenas alguma noção do que era Astronomia”, brinca Karen.

Durante os períodos dos ensinos fundamental e médio, Karen estendeu o interesse por provas em Olimpíadas de outras áreas do conhecimento, como física, matemática e química. “Além da OBA, eu comecei a prestar as Olimpíadas de Matemática, Química e Física. Os meus resultados eram sempre relativamente bons, mas além da relativa facilidade em fazer essas provas, as matérias me agradavam muito, especialmente física”, menciona Karen. “Biologia também sempre foi uma área de grande interesse, embora meu desempenho em matemática, por exemplo, fosse melhor. Então, eu queria unir as duas - física e biologia - na minha graduação”, completa.

Embora o gosto evidente da paranaense pelas ciências exatas e biológicas, Karen admite as dificuldades enfrentadas durante o processo de decisão da graduação. “Já no primeiro ano do ensino médio, eu tinha claro que gostaria de me tornar pesquisadora; além disso, relacionar física e biologia em um mesmo curso era fundamental para mim. Por isso, até o primeiro semestre de 2018, na metade do meu terceiro ano, eu pensava em prestar engenharia biomédica, mas ainda tinha minhas dúvidas se seria o curso ideal para mim”, relembra. “Foi quando eu descobri a existência da graduação em Ciências Físicas e Biomoleculares do IFSC/USP, que tive a certeza do percurso que queria percorrer: a interligação da Física com uma pontinha de Biologia e o foco em pesquisa chamaram-me a atenção; então eu concluí que aquele era o curso perfeito para mim. Faltavam três meses para as provas do vestibular, mas eu decidi o curso”, brinca Karen, com o prazo apertado da decisão perfeita como vestibulanda.

Ainda segundo a estudante, o apoio dos pais foi determinante para a escolha do curso de Ciências Físicas e Biomoleculares. “Os meus pais sempre me apoiaram muito e constantemente destacavam o quão importante era estudar. Apesar disso, nunca precisaram me falar para estudar – eu estudava sem que me pedissem. O que eles faziam era exatamente o contrário: por vezes me freavam porque eu estudava demais”, brinca Karen com o próprio empenho nas atividades escolares. “Eles sempre me incentivaram a fazer o que eu gostasse sem nunca tentar me influenciar a seguir a profissão deles – minha mãe é médica e meu pai é químico, mas atua como fungicultor. Quando eu decidi o curso, eles me deram apoio incondicional”, conclui.

Entretanto, a decisão da paranaense envolveu muito mais do que a aprovação no vestibular e a matrícula na universidade: seria necessário não só mudar de cidade, como de estado. “O Curso de Ciências Físicas e Biomoleculares existe unicamente no IFSC/USP e, além disso, São Carlos é um grande polo tecnológico, o que pra mim - que quero me tornar pesquisadora - é ótimo. Pra finalizar, a Universidade de São Paulo (USP) é uma das melhores do país e de reconhecimento internacional. Tudo isso contribuiu para a minha decisão de deixar Londrina e vir cursar a graduação em São Carlos. Atualmente, estou alugando um quarto, mas já sinto o peso da independência. Ainda estou me adaptando, fora isso, foi uma mudança muito tranquila”.

Quanto ao futuro no Instituto, Karen está certa do interesse em seguir na pesquisa e, atraída pela área de nanotecnologia, já está certa dos projetos que quer vir a se envolver. “Eu pesquisei bastante e, pelo que vi, um dos professores do IFSC/USP (Prof. Valtencir Zucolotto) desenvolve pesquisa na área de nanomedicina. Tenho muito interesse em me envolver no projeto futuramente”, destaca.

Em relação às suas primeiras impressões relativamente ao ensino superior, a estudante sente certa diferença em relação ao ensino médio, mas está clara que tomou a decisão certa. “Percebi que preciso modificar meu método de estudo, até porque muitas coisas vou precisar ver por mim mesma; os professores nos fornecem as bases daquilo que precisamos estudar de forma independente. Mas, apesar de estar há poço no tempo no IFSC/USP, já vi que fiz a escolha certa: tenho física e biologia na medida ideal”.

Para os futuros ingressantes, Karen enfatiza a importância do saber o que quer e pesquisar por cursos que se aproximem ao máximo da ideia de “perfeito”. “Embora Ciências Físicas e Biomoleculares tenha ‘Bio’ no nome, é um curso com muito mais física que biologia. Para minha sorte, essa é a medida certa!”, finaliza. (Carolina Falvo – estagiária de jornalismo – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP)

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