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domingo, 24 de janeiro de 2021
Cidade

Municípios da Rede Mercocidades apresentam experiências em ciência e tecnologia

26 Out 2011 - 18h23
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Na manhã desta quarta-feira (26), o coordenador da Unidade Temática de Ciência, Tecnologia e Capacitação da Rede Mercocidades, Oswaldo Barba, prefeito de São Carlos, reuniu-se com os municípios da Rede Mercocidades para apresentar experiências das cidades da rede em ciência e tecnologia, que aconteceu no primeiro painel do Seminário Internacional de Ciência e Tecnologia em Políticas Públicas Municipais.

Compuseram a mesa de discussões Pedro Spondaburu, secretário de Desenvolvimento Econômico, que representou o prefeito Miguel Lunghi, de Tandil, na Argentina, Eleonora Bianchi, vice-prefeita de Montevidéu, Uruguai, Ari José Vanazzi, prefeito de São Leopoldo (RS) e João Coser, prefeito de Vitória (ES) e presidente da Frente Nacional de Prefeitos (FNP).

Spondaburu foi o primeiro a apresentar as experiências do município argentino. Ele destacou a importância do pólo de informática de Tandil, responsável pela criação de 50 empresas de software e o emprego de 1,2 mil trabalhadores. “Hoje o PIB (Produto Interno Bruto), que representa a riqueza produzida no país, é de US$ 8 mil per capita na Argentina. O de Tandil chega a US$ 11 mil e, sem dúvida, esse valor expressivo está relacionado à força da nossa indústria, do comércio e das empresas de base tecnológica”, confirma.

Ele afirmou que o grande desafio do município é fortalecer a preparação dos jovens para o mercado de trabalho e qualificar os trabalhadores já formados.

O prefeito de São Leopoldo destacou a importância do Parque Tecnológico do município do Rio Grande do Sul, que emprega 3 mil trabalhadores, mas projeta ampliar o número de vagas no mercado de trabalho para 5 mil em 2012. Ary José Vanazzi explicou que o Parque de São Leopoldo possui 70 empresas voltadas à área de tecnologia e a projeção de crescimento desse segmento é de 30% ao ano. Para incentivar investimentos das empresas no município, Vanazzi comentou que as empresas recebem incentivos fiscais. “Quanto mais empregos gerar, as empresas recebem mais incentivos”, observou. Hoje, o parque é ocupado por empresas de 9 países.

Luminárias – Eleonora, de Montevidéu, demonstrou a tecnologia aplicada na capital uruguaia para produção de luminárias, produtos que não eram importados da Argentina e Espanha. Ela conta que a partir de 1995 a cidade investiu em estudos para desenvolver um projeto de luminária não obsoleto e que representasse economia de energia elétrica ao país. “Unimos os estudos produzidos nas universidades do país e o empenho dos trabalhadores uruguaios e, ao longo dos anos, obtivemos resultados satisfatórios, reduzindo significativamente a importação desse tipo de produto”, acrescentou.

O prefeito de Vitória, João Coser, disse que a cidade iniciou um plano de apoio à ciência e tecnologia em 1991. Um fundo com recursos municipais também foi criado para incentivar investimentos em inovação pelas empresas. “Os municípios têm um papel importante de incentivo do desenvolvimento tecnológico” acrescentou.

São Carlos – O prefeito Oswaldo Barba enalteceu as parcerias com as universidades USP, UFSCar e Unicep, além dos centros de pesquisa como Embrapas e parques tecnológicos, que beneficiam a população. Durante a apresentação, o prefeito mencionou projetos que foram e são desenvolvidos na cidade como o Mapa da Pobreza, que direcionou os investimentos em políticas públicas municipais, Centro Integrado de Turismo, que incuba empresas voltadas ao desenvolvimento do turismo, Citesc (Centro de Inovação em Tecnologia para Saúde), Estação de Tratamento de Esgoto, Rede Sanca, Cidade da Energia, entre outros. “Sem essas parcerias, certamente São Carlos não teria êxito em ser reconhecida como a Capital Nacional da Tecnologia. E o papel desses atores nos ajuda a aplicar políticas públicas necessárias e fundamentais para o desenvolvimento de São Carlos”, explicou.

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