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terça, 27 de outubro de 2020
Cidade

Mortalidade infantil: São Carlos tem menor índice entre as cidades acima de 200 mil habitantes

23 Jul 2009 - 18h05Por Redação São Carlos Agora
São Carlos está comemorando uma conquista importante: o menor índice de mortalidade infantil entre as cidades com população acima de 200 mil habitantes. Em 2008 foram 7,1 mortes para cada mil crianças vivas – a média nos últimos quatro anos foi de 8,9. São Carlos registrou também queda do índice nos dois anos anteriores 9,2 em 2006 e 8,0 em 2007. Os dados são da Fundação Seade, e o índice foi divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde.

Na manhã de quinta-feira (23), o prefeito Oswaldo Barba e os secretários municipais Arthur Pereira (Saúde) e Roberto Menezes (Infância e Juventude) participaram de uma coletiva de imprensa para explicar o conjunto de ações realizadas que efetivamente contribuíram para a redução do índice de mortalidade infantil na cidade.

Entre as medidas adotadas pela Prefeitura estão ações como o investimento de 21% do orçamento municipal em saúde (em 2000 investia-se 12%), Rede de Cuidado no pré-natal que inclui consultas médicas e de enfermagem, exames complementares e ações educativas visando garantir a saúde de mãe e filho, capacitação dos funcionários, realização de 7 ou mais consultas de pré-natal para 91% das gestantes monitoradas pelo Grupo Técnico de Atenção à Saúde da Mulher, e o Grupo Técnico de Atenção à Saúde da Criança, que acompanha o crescimento da criança, incentivo ao aleitamento materno em parceria com o Banco de Leite Humano da Santa Casa e média de 95% de cobertura vacinal no menor de um ano, entre outras.

A Prefeitura de São Carlos também tem parceria com a Santa Casa e a Maternidade Dona Maria Francisca Cintra Silva para atendimento dos pacientes do SUS através do Ambulatório de Cuidados Especiais em Gestação (referência para o atendimento no acompanhamento pré-natal das gestantes de alto risco até o nascimento do bebê), Serviço de Acompanhamento e Intervenção Neonatal Precoce em Bebês de Alto Risco (Saibe), que acolhe e cuida dos bebês de alto risco (prematuro, baixo peso ao nascer, anomalias congênitas) logo após receberem alta da UTI neonatal ou do berçário intermediário (semi-intensivo). A Secretaria Municipal de Saúde cede os profissionais (médicos e enfermeiros da rede com especialização em gestação de alto risco) e as consultas nas diferentes especialidades via Centro Municipal de Especialidades (CEME), enquanto a Santa Casa disponibiliza espaço físico, laboratório, equipamentos, exames como cardiotocografia, ultrassonografia, entre outros, além de arcar com os custos de material.

Plano terapêutico– O plano terapêutico é elaborado de acordo com a necessidade do recém-nascido. Após a alta da UTI, a mãe já recebe a orientação de que seu filho terá um atendimento especializado no Saibe. As gestantes de alto risco são identificadas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Unidades de Saúde da Família (USF) através da aplicação de um protocolo e são referenciadas para o Ambulatório de Alto Risco, onde iniciam uma série de exames. A gestante tem acompanhamento por uma enfermeira, um obstetra ou um especialista da patologia associada à gestação identificada, até o final da gravidez. Após o período de 7 a 10 dias do nascimento da criança, a mãe volta ao ambulatório para consulta juntamente com o bebê, e o acompanhamento se prolonga por 42 dias para orientações e indicação de métodos contraceptivos visando o planejamento familiar. O bebê recebe atendimento até os dois anos de idade com exames clínicos, laboratoriais e de imagem, com acompanhamento de uma equipe constituída por pediatra, neonatologista, fisioterapeuta, fonoaudióloga, oftalmologista e neuropediatra.

A Prefeitura de São Carlos fornece diariamente mil litros de leite (complementados com outros 458 do Estado) in natura enriquecido com vitaminas A, B, mais ferro para crianças com idade entre 6 meses e 7 anos.

Para o prefeito Oswaldo Barba a cidade tem que comemorar muito porque o índice de 7,1 é de primeiro mundo (entre 5 e 8 %), e vem caindo também no Brasil como um todo “em função das políticas importantes adotadas pelo presidente Lula, como o Programa Bolsa Família, que deu dignidade a 20 milhões de famílias que viviam abaixo da linha de pobreza e hoje podem oferecer uma alimentação melhor para as gestantes e crianças”, ressaltou Barba.

O secretário municipal de Saúde, Arthur Pereira, lembrou que a articulação do esforço concentrado das ações preventivas e de planejamento familiar com 15 Equipes de Saúde da Família, apoio dos enfermeiros, pediatras e ginecologistas-obstetras na Atenção Básica e com o atendimento pediátrico 24h do Hospital-Escola, agregou benefícios e ampliou o cuidado no atendimento que reduz a mortalidade infantil. “É importante intensificarmos este trabalho de prevenção e promoção de saúde para reduzirmos ainda mais os índices de mortalidade infantil em nossa cidade”, disse Pereira.

 
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