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domingo, 28 de fevereiro de 2021
Cidade

Metalúrgicos do estado de São Paulo fazem paralisação por reajuste salarial

Dirigentes do Sindicato de São Carlos realizarão assembleias e atos de protesto em várias empresas

06 Set 2012 - 16h05
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Os metalúrgicos do estado de São Paulo vão parar a produção nas fábricas por um dia, com exceção das montadoras, na próxima segunda-feira (10), para cobrar por avanços nas negociações por reajuste salarial. 

A Federação dos Sindicatos Metalúrgicos (FEM-CUT/SP) e os sindicatos entregaram os avisos de greve aos grupos patronais respeitando o prazo legal de 48 horas para o início da paralisação.

Em São Carlos, os dirigentes do Sindicato dos Metalúrgicos realizarão assembleias e atos de protesto em diversas empresas. Os trabalhadores aprovaram o encaminhamento do aviso de greve na assembleia realizada no dia 02/09, na sede da entidade.

De acordo com Erick Silva, presidente do Sindicato, a pauta de reivindicações da Campanha Salarial da categoria foi entregue dia 29 de junho durante ato na Fiesp, em São Paulo. "Houve tempo suficiente para os grupos patronais apresentarem propostas aceitáveis aos trabalhadores, mas até agora só ouvimos choradeira e não tivemos avanços nas rodadas de negociação", disse.

Segundo ele as propostas não tinham aumento real e sequer repunham a inflação dos últimos doze meses. "A base no estado tem mais de 200 mil metalúrgicos e se não atenderem nossa reivindicação haverá greve por tempo indeterminado. As paralisações que acontecerão nesta segunda são um alerta para que os patrões percebam que a disposição de luta da categoria é forte", afirmou Erick.

A paralisação não atingirá os trabalhadores nas montadoras, em São Carlos é o caso da Volkswagen, porque na campanha de 2011 os trabalhadores conquistaram acordo salarial com validade para dois anos.

ENTENDA A CAMPANHA SALARIAL DOS METALÚRGICOS

- Na campanha salarial dos Metalúrgicos, a negociação é feita com os grupos patronais, que são os seguintes: Montadoras, Grupo 2, Grupo 3, Grupo 8, Grupo 10, Fundição e Estamparia.

- A data-base é 1° de setembro e a campanha é unificada - a FEM-CUT (Federação dos Metalúrgicos de SP da CUT) negocia em nome de 14 sindicatos da categoria filiados à CUT, num total de mais de 250 mil trabalhadores.

- Este ano não há negociação salarial para o grupo das montadoras, porque foi negociado as cláusulas econômicas (aumento salarial) com validade para dois anos, ou seja, o reajuste salarial e aumento real já foram definidos na campanha passada para 2011 e 2012. Uma grande conquista da categoria.

- Na Campanha de 2011, a categoria conquistou 10% de aumento salarial, ou seja, 7,39% do INPC do período mais 2,44% de aumento real. Índice igual para todos os metalúrgicos da base.

- Nas montadoras em 2011: os trabalhadores tiveram 10%, sendo 7,26% da recomposição da inflação (INPC) do período (estimativa), mais 2,55% de aumento real, mais abono de R$ 2,5 mil. Para 2012, o reajuste será composto pela inflação do período + a diferença dos 5%, que é 2,39%. O abono de R$ 2.500,00 também será reajustado pelo INPC do período mais o aumento real.

GRUPOS PATRONAIS

Grupo montadoras
Base dos Metalúrgicos de São Carlos:  1.000

Base total da FEM/CUT: 45 mil
Grupo 2 (máquinas e eletrônicos)
Base dos Metalúrgicos de São Carlos:  8.500

Base da FEM/CUT: 40 mil
Grupo 3 (autopeças, forjaria e parafusos)
Base dos Metalúrgicos de São Carlos:  250

Base da FEM/CUT: 115 mil
Grupo 8 (trefilação, laminação de metais ferrosos; refrigeração, entre outros)
Base dos Metalúrgicos de São Carlos:  2.500

Base da FEM/CUT: 25 mil
Grupo 10 (lâmpadas, material bélico, entre outros)
Base dos Metalúrgicos de São Carlos:  900

Base da FEM/CUT: 15 mil
Fundição
Base dos Metalúrgicos de São Carlos:  450

Base da FEM/CUT: 15 mil
Estamparia
Base dos Metalúrgicos de São Carlos:  200

Base da FEM/CUT: 5 mil

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