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quarta, 23 de junho de 2021
Anjo da guarda 24h por dia

Mamãe do Samu mostra profissionalismo e amor; em casa e no trabalho

Eliani Picollo, auxiliar de enfermagem, tem dupla jornada e deixa um legado de determinação e perseverança

06 Mai 2021 - 07h12Por Marcos Escrivani
Os filhotes Lorenzo, Enrico e Romeo, o maridão César e a rainha Eliani: mamãe do Samu é o anjo da guarda 24h por dia - Crédito: DivulgaçãoOs filhotes Lorenzo, Enrico e Romeo, o maridão César e a rainha Eliani: mamãe do Samu é o anjo da guarda 24h por dia - Crédito: Divulgação

Pensa em uma profissional que não mede esforços para salvar a vida de uma pessoa. Mas que também se desdobra para cuidar de três crianças, dando carinho, educação e, principalmente, amor. Pensaram? Então apresento Eliani Regina L. Picollo, 39 anos, auxiliar de enfermagem. Ela é mãe de Lorenzo (9 anos), Enrico (5 anos) e Romeo (2 anos e 5 meses). É casada com o enfermeiro César Picollo. Ele trabalha no Samu, em Araraquara e, ela, igualmente no Samu, só que na base são-carlense, ao lado do Hospital Universitário.

Na Semana que antecede o Dia das Mães, o São Carlos Agora em homenagem a todas as mamães que trabalham na linha de frente no combate à Covid-19, entrevistou Eliani que faz plantões noturnos (das 19h às 7h) e está “na lida” há 15 anos (mas há 20 anos na profissão).

“Posso dizer que é mágico ser socorrista. Nós não escolhemos esta profissão. Ela que nos escolhe. Recebi um chamado e trabalho com amor e muito carinho”, garantiu Eliani que se reveza entre a Unidade Básica e a Unidade de Suporte Avançado (USA).

VIDA E MORTE

Nestes 15 anos de socorrista, Eliani se emociona ao dizer que já esteve lado a lado com a chegada de uma nova vida e, infelizmente, com a morte.

“Foram centenas de ocorrências. Tive a felicidade de participar de partos. Mas em acidentes (leves e graves) e em óbitos. Literalmente fiz parte do começo, meio e fim da vida. É uma pressão muito grande, mas temos que estar preparadas”, analisou.

Porém sobre a sua profissão, a auxiliar de enfermagem afirmou que não tem como mudar o sentimento e mostrar fragilidade no momento de uma ocorrência. “Temos que ser fortes durante o acidente. Nossa missão é salvar vidas e durante o trabalho temos uma descarga de adrenalina. Mas somos um instrumento de Deus. Quando saímos de cena, somente Ele que decide o futuro”.

Independentemente do que ocorre no dia-a-dia, Eliani afirmou que não troca por nada a profissão de socorrista do Samu. “Minha missão é salvar vidas. É um sentimento inexplicável. Sei que as vezes não conseguimos, mas na maioria das vezes a meta é alcançada e por isso vibramos por dentro com uma felicidade imensurável”, assegurou.

RAINHA DO LAR

Eliani é um anjo da guarda. Mas é a rainha do lar. Mamãe de três crianças. É, por que não, a mamãe socorrista. Orgulhosa pela família que possui, aguarda ansiosa o domingo, 9, Dia da Mães. “Quero almoçar com meus nenês e com o amor da minha vida”, disse, ao se referir ao marido César. “É um momento que marca a vida da gente. E quero poder passar virtudes para meus filhos, como ser honesto, respeitar o próximo e obedecer aos Mandamentos de Deus. Que sejam cidadãos e que cumpram seus deveres e tenham seus direitos”.

MAMÃE PROTETORA

Por trabalhar no Samu e estar lado a lado com desconhecidos em época de pandemia da Covid-19, Eliani afirmou que tem preocupação extra, pois não pretende (e não quer) levar para casa o SARS-CoV-2 e propagar a grave infecção que leva medo para todo o mundo.

“Cumpro à risca os protocolos de segurança. Quando chego em casa, deixo a bota na garagem e o macacão na lavandeira. Entro nua em casa e vou direto para o banheiro a faço a higienização. Depois que vou ver minhas crias. Após o banho, abraço meus filhos. Quero proteger todos eles e o César (que tem o mesmo procedimento). Graças a Deus nunca tive (e nem quero ter) contato com esse novo coronavírus. Que ele fique longe da gente”, finalizou a mamãe socorrista do Samu de São Carlos.

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