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sábado, 06 de março de 2021
Cidade

Gotinhas de amor e de alegria que transformam vidas

06 Set 2016 - 06h03
Foto: Divulgação - Foto: Divulgação -

Setenta anjos da guarda. Setenta 'gotinhas' que realizam um trabalho solidário e que visitam todos os domingos, crianças que estão internadas na Santa Casa de Misericórdia de São Carlos. São momentos de descontração, de alegria e de muito carinho onde os pequenos que se recuperam de enfermidades têm tardes felizes ao lado de familiares.

É uma troca de energia positiva, de interação graças aos voluntários do Grupo Amor em Gotas que há 16 anos pratica essa ação solidária que tem como meta somente distribuir amor e alegria.

O Grupo Amor em Gotas nasceu no ano de 2000, graças a iniciativa de duas mulheres que tinham em mente transformar o dia a dia de crianças que eram internadas na Santa Casa e proporcionar momentos de felicidade. Assim, Sueli Arlete e Cláudia Degane montaram um projeto que foi aceito pela Provedoria do hospital. Com o passar do tempo Cláudia deixou o Grupo, mas em seu lugar veio Solange Rezende.

Desde então, o Grupo Amor em Gotas cresceu e hoje conta com aproximadamente 70 pessoas que realizam o trabalho solidário. Destas, 45 participam de reuniões mensais na Fundação Educacional São Carlos (Fesc). Os encontros são sempre no primeiro sábado de cada mês.

"Essas reuniões são para a entrada de novos voluntários que tem interesse em participar, saber como funciona. A partir disso dizem se querem continuar ou não", afirmou Arlete. "São pessoas com as mais variadas ocupações profissionais de nossa sociedade. De frentistas a professores universitários", emendou Solange. "Isso é motivo de um grande orgulho nosso. Aqui há pessoas de todas as raças e todos os credos".

Para participar do Grupo Amor em Gotas, tem que ter no mínimo 16 anos (até os 18 necessariamente terão que ter autorização do pai ou mãe para participar). Hoje, a mais experiente no grupo tem 68 anos.

NECESSIDADE DE SER SOLIDÁRIA

Sueli é paulistana de nascimento. Na Capital paulista já realizava trabalho voluntário semelhante e sentiu necessidade de prosseguir em São Carlos.

"Quando fazemos algo para o próximo, isso muda sua vida. É algo que multiplica para a gente. Faz crescer como pessoa, como ser humano", analisou.

Desta forma, desde que criou o Amor em Gotas e ao lado de Solange Rezende faz com que o grupo cresça e se aperfeiçoe ao longo dos anos, com uma estrutura sólida e uma gestão séria, com tarefas para todos os voluntários. "Temos ações responsáveis, mesmo sendo voluntário. O grupo tem duas coordenadoras, 7 gestores e 16 cuidadores. Todos com ações definidas. Além dos voluntários que realizam trabalho importante durante nossas visitas à Santa Casa", afirmou Sueli.

AS VISITAS

De forma escalonada, todos os domingos as crianças recebem visitas de oito 'gotinhas' acompanhadas de dois cuidadores. Todos vestidos à caráter. São sempre três horas de puro amor e divertimento.

São personagens de cinema, fantasias coloridas, palhaços, esculturas, bexigas, enfeites e muita contação de histórias. Tudo regado a muita emoção, carinho e amor. "Nos sentimos recompensados", antecipa Solange.

"São jornadas que termina sempre com o sorriso das crianças e das famílias. Procuramos despertar o que cada um tem de mais puro. Há muitas pessoas de bom coração", garantiu Sueli.

MUITO ALÉM DO AMOR

Felicidade, amor, pureza, paz e muitos outros sentimentos positivos. Mas a ação do Amor em Gotas vai muito além. De acordo com a psicóloga da Santa Casa, Juliana Tedesco, a ação dos voluntários humaniza a Pediatria do hospital. "As crianças esperam domingo para ter este momento", analisou.

SANTO REMÉDIO

Integrar o Amor em Gotas é fazer parte de um "santo remédio". É poder auxiliar no tratamento das crianças com o medicamento que pode ser considerado como um dos mais eficientes conhecidos até hoje: o amor.

"É uma felicidade imensa. Uma satisfação muito grande trazer alegria ao próximo, independente da idade. A criança sensibiliza mais, mas saímos com o espírito renovado. Todos se emocionam", disse a esteticista animal Ana Cláudia Machado Carvalho, que integra o grupo há 13 anos.

A coauch Cristiane do Vale, que há 7 anos integra o grupo não esconde que já chorou após atuar como 'palhaça' diante de algumas situações que passou. Mas se sente feliz e recompensa.

"Mas a gente ganha muito com as ações solidárias. No hospital compartilhamos tudo, nos transformamos. Não vemos doença. Vemos a vida, o sorriso, a bolinha de sabão", finalizou emocionada.

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