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quarta, 24 de fevereiro de 2021
Cidade

Funcionários entram em greve e Casa de Saúde encerra atividades

26 Jul 2016 - 09h45
Casa de Saúde de São Carlos encerrou as atividades. (foto arquivo) - Casa de Saúde de São Carlos encerrou as atividades. (foto arquivo) -

Local de nascimento de muitos são-carlense, hoje (26) é um dia triste para um dos mais tradicionais hospitais da cidade. Por falta de recursos financeiros, a Casa de Saúde e Maternidade São Carlos encerrou suas atividades nesta manhã. Aproximadamente 200 funcionários entraram em greve por não terem recebido os salários de junho.

A informação foi prestada pelo advogado do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos e Serviços de Saúde de São Carlos e Ibaté, Fernando Marcos Cabeça.

Ao São Carlos Agora ele informou que na tarde de segunda-feira ocorreu uma assembleia com os funcionários quando houve a unanimidade pela paralisação.

Diante disso a Casa de Saúde parou de atender a população. Uma parte do prédio funciona com médicos particulares que atendem seus pacientes recebendo a parte pelo serviço prestado.

"Durante a assembleia não houve nenhuma manifestação por parte dos gestores. Por isso ocorreu a paralisação. Mas estamos abertos à negociação", disse Fernando Cabeça.

FUTURO

Quanto ao futuro dos trabalhadores, o advogado do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde informou que um cotista da Casa de Saúde irá assumir a responsabilidade em dispensar os funcionários e fazer a rescisão de contrato que deverá ser homologada pelo sindicato, mas com ressalvas.

"Os trabalhadores não irão receber os salários, mas terão direito a sacar o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e o seguro desemprego. Paralelamente eles entrarão na Justiça para buscar os seus direitos rescisórios.

R$ 2 MILHÕES E BLOQUEIO DE BENS

De acordo com Fernando Cabeça a Casa de Saúde deve aproximadamente aos seus funcionários cerca de R$ 2 milhões. Sem condições de garantir o pagamento dos direitos trabalhistas, o advogado relatou que o Sindicato deverá entrar na Justiça e pedir o bloqueio de bens da Casa de Saúde.

"É uma forma de garantir parte da rescisão contratual dos funcionários. Estamos trabalhando no sentido de ver quais bens a Casa de Saúde tem para dar andamento a esse possível bloqueio", afirmou.

FUTURO SOMBRIO

Fernando Cabeça informou ao SCA ainda que a Casa de Saúde deverá encerrar suas atividades, a princípio, baseando-se nas afirmações desse cotista, uma vez que não há interessados, hoje, em assumir a instituição de saúde.

"A dívida é grande", disse. "Mas é uma pena ver um prédio daquele porte ser desativado", finalizou.

GESTARE

Em nota oficial, a assessoria de imprensa da empresa de consultoria em gestão hospitalar Gestare deu um parecer sobre o impasse que passa a Casa de Saúde.

"No segundo semestre de 2015, a empresa de consultoria em gestão hospitalar GESTARE firmou um contrato de consultoria junto à Casa de Saúde, aprovado em assembleia de cotistas, no qual ficou estabelecido um projeto de reorganização administrativa e financeira do hospital por determinado período, tendo em vista o enorme passivo financeiro que se arrastava há anos. Ao final desse prazo foi acordada a possibilidade de cessão de cotas para a própria empresa de consultoria ou para uma empresa terceira para

dar continuidade na recuperação da instituição. Durante esse período, a empresa GESTARE conseguiu a frente da Casa de Saúde aumentar a taxa de ocupação, construir um novo ambulatório, reorganizar o passivo financeiro e trabalhista, firmar novos contratos comerciais entre outras medidas.

No entanto, no final de maio deste ano, uma nova assembleia de cotistas previamente agendada não aprovou o encaminhamento da cessão de cotas previamente estabelecida forçando assim a empresa GESTARE a rescindir o contrato de consultoria em gestão.

 

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