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quinta, 28 de janeiro de 2021
Cidade

Estudantes da USP São Carlos farão paralisação em apoio aos colegas de SP

11 Nov 2011 - 16h50Por Danilo Moreno
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Em assembleia realizada na noite de ontem (10), cerca de 1.250 alunos da Universidade de São Paulo (USP) Campus de São Carlos, se reuniram enfrente à sede do Centro Acadêmico Armando de Salles Oliveira (Caaso) para discutir, entre outros assuntos, a ocupação da reitoria e a ação da Polícia Militar no interior do campus.

O presidente do Caaso, Carlos Eduardo Martinez, aluno do curso Engenharia de Computação, por carta, explicou que a reitoria firmou um acordo com a PM sem consultar a comunidade universitária, em uma nítida expressão antidemocrática e autoritária. "A polícia vem ao campus para desarticular o movimento estudantil e colocar em xeque a autonomia universitária, o que ficou claro pela desproporcionalidade e violência na desocupação da reitoria", comentou

"A Universidade deve ser um lugar da produção de conhecimento, pesquisa e extensão, baseada nos preceitos de liberdade de expressão e manifestação, direitos de todo cidadão", complementou.

O presidente do Caaso também explicou que existiriam outras formas de oferecer segurança à comunidade universitária como, por exemplo, melhor iluminação, aumento e treinamento da guarda universitária e contratação de efetivo feminino para lidar com crimes cometidos contra a mulher.

Matinez explica que os estudantes acreditam que a Universidade deve repensar seu papel com a sociedade, uma vez que seu espaço, apesar de público, está restrito à comunidade universitária e o cidadão perde o direito de usá-lo. "Sabe-se, por estudos realizados, que a maior circulação de pessoas evita pontos desertos e, portanto, inibe a ocorrência de crimes", afirmou.

Questão Rodas - Segundo o presidente do Centro Acadêmico, a gestão do reitor João Grandino Rodas vem sendo questionada há algum tempo, inclusive o Caaso já trouxe este debate para o campus antes mesmo da questão da PM na universidade explodir. "Questionamos o projeto elitista, privatista e mais antidemocrático que vem sendo implementado na universidade durante essa gestão. A eleição para reitor é restrita, na qual alunos, funcionários e professores não têm paridade de votos. De uma lista tríplice resultante da votação, Rodas foi indicado pelo então governador José Serra (PSDB), apesar de ser o segundo colocado na votação", disse.

Em relação à greve, Martinez explicou que eles tiraram um indicativo de greve, ou seja, um período para que as Secretarias Acadêmicas dos cursos realizem assembleias com os estudantes para discutir as questões que permeiam a greve. "Deliberou-se por uma paralisação de dois dias (17 e 18/11) com uma programação que contemple aula pública, ato, assembleias de curso e nova assembleia extraordinária do CAASO para rediscutir a greve em São Carlos", concluiu.

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