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domingo, 25 de agosto de 2019
“Não quero dinheiro”...

Em um ‘grito de desespero’, mulher utiliza cartaz para pedir trabalho

07 Mai 2019 - 10h13Por Marcos Escrivani
Em um ‘grito de desespero’, mulher utiliza cartaz para pedir trabalho - Crédito: Divulgação Crédito: Divulgação

A crise econômica que o Brasil atravessa faz vítimas diariamente e uma delas se expôs na manhã desta terça-feira, 7, na Avenida José Pereira Lopes, em frente a Electrolux: empunhando um cartaz com os dizeres “estou desempregada. Você pode me ajudar? – fone 99104-6567”, pedia uma chance no mercado de trabalho.

A situação atual é de Andréa Vieira Oliveira, 41 anos, sem trabalho há dois anos. Seu marido (atualmente em outra cidade), Lucas Oliveira, 37 anos, também está sem ocupação há 8 meses. Eles tem um filho, João Lucas, de apenas 3 anos.

“Estamos separados devido a essa crise. Ele está na casa dos seus pais e faz bicos. E eu estou na casa dos meus pais, na mesma situação. Não temos nem condições de pagar aluguel”, disse. “Nossa vontade era estarmos unidos. Eu, ele e o João Lucas. Mas esta crise econômica impede que a gente realize este sonho”, disse, chateada.

GRITO DE DESESPERO

Andrea afirmou que empunhar um cartaz e pedir um trabalho é um grito de desespero. “Espero conseguir uma ocupação. Tenho fé. Já enviei currículos em várias empresas e lojas. Até no balcão de empregos. Gastei o que eu não tenho. Mas onde vou, exige experiência. Não consigo ter uma chance sequer”, afirmou a desempregada. “Não tenho vergonha de me expor assim. Teria vergonha se cometesse um crime, se eu roubasse. Por isso tive essa ideia”, emendou. “Não quero dinheiro de ninguém. Queria apenas uma chance de trabalhar, ter carteira assinada e ajudar meu esposo e meu filho”, afirmou.

SEM MEDO DO TRABALHO

Andrea afirmou que ela e o marido não tem medo de trabalhar. “Já fiz até faxina”, disse, salientando que já trabalhou em escritórios, indústrias e como fiscal em lojas. “Meu marido já foi frentista, servente de pedreiro, pintor, eletricista e tem experiência em indústrias. Queremos apenas uma oportunidade e ter a chance de trabalhar”, finalizou Andrea.

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