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segunda, 12 de abril de 2021
Cidade

Em colapso financeiro, Casa do Caminho pode encerrar atividades

Instituição Espírita Cristã mantém a creche que atende 75 crianças há 40 anos em São Carlos

21 Set 2017 - 13h48
Foto: Divulgação - Foto: Divulgação -

Mais uma triste notícia atinge a educação infantil de São Carlos: a Casa do Caminho Instituição Espírita Cristã, em colapso financeiro, pode encerrar as atividades após 40 anos.

A entidade atende atualmente 75 crianças com idade de 0 a 3 anos e na manhã desta quinta-feira, 21, várias mães, em estado de desespero, entraram em contato com o São Carlos Agora e informaram que a direção da entidade filantrópica emitiu um comunicado onde informava a atual crise que atinge a creche.

A reportagem entrou em contato e obteve informações junto a direção da Casa do Caminho, que a polêmica deve-se ao fato do não repasse por parte da Prefeitura de São Carlos, dos recursos de convênio educacional, relativo ao mês de agosto.

Ainda, segundo a entidade, não houve a assinatura da parceria para substituir o convênio entre a Casa do Caminho Instituição Espírita Cristã, mantenedora da Creche Meimei e a Prefeitura Municipal para o atendimento de 75 crianças com idades de 0 a 3 anos.

FORÇA EXTRA

Mesmo com a falta de recursos e sem saber quando seria feito o repasse, cientes do compromisso assumido com as 75 crianças e com os 18 funcionários, a diretoria e os voluntários da Casa do Caminho, reuniram recursos diversos para honrar a folha de pagamento, encargos trabalhistas e demais despesas, decorrentes do atendimento dessas crianças que são atendidas das 7h às 17h, de segunda-feira à sexta-feira, e que recebem cinco refeições diárias.

"Temos cumprido todas as exigências feitas pelas secretarias municipais, todos os prazos, todos os trâmites para atender as novas regras determinadas pelo Marco Regulatório, instituído em 2014. Mas chegamos à um limite", observou a direção da Casa do Caminho.

AVISO PRÉVIO

Sem condições financeiras, a direção da entidade informou que entregou o aviso prévio e, caso a Prefeitura Municipal não envie a documentação da instituição para a Câmara Municipal votar na sessão ordinária da próxima terça-feira, 26, não haverá tempo hábil de receber os recursos de setembro, inviabilizando o pagamento dos funcionários em outubro, o que poderá fechar suas portas após 40 anos de trabalho ininterrupto.

"Dezenas de famílias sem renda, sem emprego, outras dezenas sem ter onde deixar seus filhos serão os principais prejudicados, sem contar que um trabalho de quase meio século será interrompido", lamentou a direção da entidade.

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