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sábado, 15 de maio de 2021
Cidade

Dr. Edilson assume a Saúde com o objetivo de aplicar três mil cirurgias eletivas

Pasta da Saúde teve as despesas fixadas em R$ 197,7 milhões para o ano de 2013.

24 Dez 2012 - 10h41
Prefeito eleito Paulo Altomani. (Foto: Tiago da Mata / SCA) - Prefeito eleito Paulo Altomani. (Foto: Tiago da Mata / SCA) -

O prefeito eleito Paulo Altomani anunciou o cirurgião geral Edilson Seraphin Abrantes como secretário da Saúde de São Carlos a partir de janeiro de 2013. Como apresentado na campanha eleitoral, Paulo Altomani afirmou que o primeiro desafio do novo secretário de Saúde será a realização das três mil cirurgias eletivas.

No Orçamento Municipal para o exercício de 2013, os vereadores aprovaram uma emenda no Projeto de Lei que destina R$ 9 milhões para a pasta da Saúde. De acordo com o prefeito eleito esta verba será usada para a realização das cirurgias. Ao todo serão R$ 197,7 milhões para a área da Saúde em 2013.

"O primeiro desafio do Dr. Edilson será aplicar os R$ 9 milhões, que os vereadores votaram a favor da emenda destinando este valor a mais para a Secretaria de Saúde, para a realização das três mil cirurgias eletivas, que estão paradas em São Carlos, ao longo dos próximos quatro ou cinco meses, dependendo da disponibilidade da Santa Casa e da Casa de Saúde", afirmou Altomani.

Outro ponto que o secretário deverá focar é a unificação do atendimento à saúde em São Carlos. "Queremos unificar o programa da Saúde da Família, o atendimento nas Unidades Básicas, Centro de Especialidades, Hospital Escola, enfim, queremos levar eficiência no tratamento à saúde na cidade de São Carlos", comentou Altomani, que novamente prometeu, além das melhorias, a implantação do AME, Centro de Oncologia e Centro de Atendimento à Mulher no Hospital Escola.

Edilson Seraphin Abrantes novo secretário da Saúde de São Carlos. (Foto: Tiago da Mata / SCA)Secretário

Em entrevista, o Dr. Edilson, afirmou que assumir a Secretaria da Saúde é um desafio e uma responsabilidade muito grande.

"Eu vejo como uma responsabilidade muito grande. Eu tenho tido durante a minha carreira uma coisa muito legal que foi uma crescente. Eu fui médico, trabalhei em Pronto Socorro, Posto de Saúde, ambulatório, virei diretor de uma UBS em São Paulo, virei diretor do maior PS de São Paulo, depois mudei para São Carlos, fui colocado durante um ano na administração do Centro de Especialidades, saí, voltei a ser médico, fui alçado ao cargo de diretor clínico e técnico da Santa Casa, que foi um aprendizado fantástico em cinco anos, então pra falar a verdade é uma coisa maior do que tudo isso sem dúvida, e eu posso falar pra você que eu tenho a noção de tudo o que está acontecendo, tenho a visão de tudo que está acontecendo de vários lados, então acho que vai ser  uma coisa bacana, e estamos entrando aqui porque o Paulo Altomani nos deu uma condição de tentar melhorar e é pra isso que estou aqui", afirmou Abrantes.

Além do desafio colocado por Altomani, de realizar as três mil cirurgias eletivas, Abrantes afirmou que já assumiu o compromisso de cobrir o extrateto financeiro da Santa Casa.

"Em reunião que tivemos com a mesa administrado da Santa Casa, estivemos assumindo o compromisso já de cobrir o extrateto financeiro, que a Santa Casa presta serviço à Prefeitura através de um contrato leonino não paga todo extrateto que a Santa Casa atende. Nós assumimos o compromisso de pagar todo o serviço mediante uma cogestão que vamos fazer dentro da Santa Casa", afirmou ele.

Segundo Abrantes, a Santa Casa tem que ser paga por aquilo que ela faz. Serviço pago, serviço feito. "Vamos colocar gente dentro da Santa Casa para ver quanto ela gasta realmente e pagar isso. Eu nunca assinaria um contrato como este em vigor, que trouxesse prejuízos a Santa Casa, é como se tivesse armando uma bomba para explodir na mão de outros. Para o Hospital do nível da Santa Casa ter uma dívida declarada de R$ 25 milhões, amigo, é prejuízo atrás de prejuízo. E isso não é só de agora não, vem de 15 a 20 anos trás".

O que é preciso fazer para melhorar a Saúde em São Carlos?

É preciso fazer o renascimento da Unidade Básica de Saúde e colocar o Hospital escola em funcionamento. A UBS nesses últimos anos foi colocada de lado em prol do programa de Saúde da Família e da UPA, que estavam sendo muito 'badalados' pelo Ministério Público, e a gente sabe muito bem que a UBS é aonde se faz o diagnóstico, a prevenção e o tratamento de 90% das doenças que nós temos, que hoje não estão sendo feitos, então isso acaba sobrecarregando todo o sistema secundário que é o Centro de Especialidades e principalmente o sistema terciário que são os Hospitais. Então temos que realmente arrumar isso para ter toda a escala de saúde feita.

Nós temos dois problemas grandes que podem ser solucionados exatamente colocando o Hospital Escola em funcionamento. Hoje o Hospital Escola não é um Hospital Escola, é simplesmente um nome fantasia, ali é um hospital municipal. Temos dois módulos, um que hoje está funcionando, totalmente fora da sua destinação, alí nós pretendemos fazer o serviço ambulatorial e cirúrgico, que posteriormente será o AME, e colocar em funcionamento o Hospital, que é o modulo 2, ali colocar exatamente o que se falta na cidade: saúde da mulher, oncologia, pediatria de maneira adequada, aumentar o número de leitos e salas cirúrgicas no município, aumentar o número de leitos de UTI. Então a hora que você colocar isso em funcionamento acredito que vai dar uma estabilidade muito grande no serviço terciário e secundário.

Como melhorar a área das consultas médicas?

Você precisa de profissional, hoje você está defasado tanto nos postos de saúde como em especialidades no Centro de Especialidades, vamos correr atrás disso. Temos que trazer o profissional de volta para a Unidade Básica, para conseguirmos fazer isso. Hoje existem especialidades que não tem nenhum, tinha um até a eleição, não sei por que, não pagaram o colega e ele foi mandado embora e não quis voltar. Então temos que de novo fazer um trabalho para melhorar isso e fazer com que o colega trabalhe de maneira adequada e satisfatória.

O que falta hoje no sistema de saúde de São Carlos?

No meu modo de entender, é condições de trabalho, não só para o médico, mas quando falamos te saúde temos que lembras que temos dentistas, temos enfermeiros, administrativos, pessoal de cozinha, pessoal de limpeza, todo esses pessoal está desmotivado, então precisamos arrumar um jeito de causar motivação para esse pessoal para conseguirmos captar profissionais.

A administração do HE será passada para a UFSCar como foi cogitado?

Existem várias conversas, entre elas a municipalização do Hospital, a colocação do HE para a Federal, a estadualização e a federalização do HE. Nós estamos em conversação exatamente para isso. O que nós precisamos fazer agora é concluir as obras. Foi dita pela administração anterior que tem se a verba para terminar, então vamos terminar e conversar o que seria melhor para cidade o que fazer com o hospital escola.

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