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quarta, 20 de janeiro de 2021
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Departamento de Metodologia de Ensino da UFSCar celebra seus 30 anos

10 Dez 2017 - 03h17Por Redação
Foto: Arquivo/SCA - Foto: Arquivo/SCA -

O Departamento de Metodologia de Ensino (DME) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) completou 30 anos em 2017 e, para celebrar a data, realizou evento comemorativo no dia 22 de novembro. A abertura solene teve a participação do Pró-Reitor de Graduação da UFSCar, Ademir Donizeti Caldeira, que é docente do DME; da Diretora do Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH), ao qual o Departamento está vinculado, Maria de Jesus Dutra dos Reis; e do atual Chefe do DME, Fernando Stanzione Galizia. Em seguida, Galizia falou sobre o momento atual do Departamento, em mesa que contou com contribuições das também docentes do DME Maria Waldenez de Oliveira e Denise de Freitas, além de Lauro Freitas Rodrigues, ex-aluno do curso de Licenciatura em Física da UFSCar, hoje professor da rede estadual de ensino. A cerimônia foi finalizada com homenagens e um momento de confraternização entre as pessoas presentes.

Maria Waldenez de Oliveira, que integra o Departamento desde a sua criação, em novembro de 1987, conta que a área de Metodologia de Ensino já estava configurada antes mesmo da criação do DME, como área dentro do antigo Departamento de Tecnologia Educacional e, também, no Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE), criado em 1975. Oliveira destaca, sobretudo, como a formação de professores faz parte da história da UFSCar desde o seu início, já que em 1971, segundo ano de atividade da Universidade, a Instituição criou seu curso de Pedagogia.

Hoje, são 25 os docentes efetivos do DME, que atuam em 15 cursos de graduação no Campus São Carlos da UFSCar, sendo 13 de licenciatura e 2 de bacharelado. Além disso, os docentes do DME atuam em diversos programas de pós-graduação. "Somos um departamento muito abrangente, temos essa presença em tantos cursos e áreas diferentes, o que é uma força e, também, um desafio, já que queremos ampliar os espaços para trocas entre nós, e já estamos planejando estratégias para tanto", registra Galizia, destacando também a diversidade de atuação no que diz respeito às atividades de ensino, pesquisa, extensão e gestão universitária.

A diversidade de formação e de atuação entre os docentes do Departamento também é destacada por Oliveira. "Além das licenciaturas, também formamos professores para o ensino profissionalizante, no curso de Enfermagem, e outros agentes educacionais para a educação em comunidade, na própria Enfermagem e na Gerontologia. Isso, junto com a nossa formação e a nossa atuação nas áreas específicas, configura um conjunto de pessoas muito diverso e nos coloca o desafio da convivência na diversidade", registra a professora. Também pensando sobre a diversidade, Denise de Freitas destaca outro aspecto: o desafio de transformar teoria em ação. "Em um quadro agudo de desigualdades socioculturais, a formação é central na busca por uma sociedade mais justa, e isso envolve paradoxos. De um lado, temos de formar para uma sociedade do conhecimento, para o mercado de trabalho... De outro, a ação dos professores da Educação Básica deve promover a transformação para além dessa sociedade, a formação humana integral, que permita ao sujeito refletir sobre os impactos dessa perspectiva na qualidade de vida das pessoas e no ambiente... E a nossa estrutura curricular, na formação para a docência, ainda não inova a ponto de promover essa transformação para além do campo teórico, transformando bons discursos e programas em práticas e ação", reflete. "Nós precisamos de um pacto muito grande para avançar, para construirmos esses caminhos no âmbito do diálogo, e por isso nosso desafio maior é formar professores preparados para essa construção", conclui.

PESQUISA E EXTENSÃO

Além da graduação e da pós-graduação, são vários os grupos de pesquisa liderados por docentes do DME, ou que contam com sua participação, e o Departamento é responsável por 470 projetos e 14 programas de extensão. Outro destaque é o envolvimento em projetos institucionais como o Programa de Ações Afirmativas da UFSCar, o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid), o Programa de Consolidação das Literaturas (Prodocência), a Universidade Aberta do Brasil (UAB) e o Idiomas sem Fronteiras (IsF), dentre vários outros. Essa preocupação que vai além do campo teórico, que busca permanentemente chegar até as políticas públicas, programas e projetos que aprimorem a formação de professores e a Educação no Brasil, foi uma das tônicas no momento das comemorações dos 30 anos do DME, especialmente considerando o difícil momento pelo qual passa o País.

"O DME tem estado presente na construção e na avaliação de políticas públicas importantes. Localmente a atuação também é muito relevante, especialmente nos estágios, que nos aproximam das escolas e nos permitem refletir junto com os professores. Isso é feito em um momento no qual, por exemplo, a violência está muito presente no cotidiano da escola, e a produção de conhecimento em diálogo leva à possibilidade de construção de cenários diferentes", avalia Freitas. "Não é por acaso que a escola é tão atacada, que há tanto esforço em tentar desvalorizá-la, assim como ao professor. A escola é um lugar com imenso potencial para a transformação social, que pode mostrar às pessoas como elas têm competências, potência... Que pode fomentar o protagonismo dessas pessoas em todas as esferas da sociedade. Vejam que lugar!", reflete Oliveira, inclusive para evidenciar, nos 30 anos do DME, como a metodologia de ensino é muito mais que transformar uma linguagem técnica em um conteúdo a ser ensinado. "Apesar de toda a ação que o DME vem desempenhando há 30 anos, a realidade e o atual momento da Educação brasileira exigem ainda mais. A tarefa ainda está aí a ser feita, a luta ainda precisa ser travada, tendo como armas a reflexão e a criticidade, e como objetivos fortalecer a escola pública, gratuita e de qualidade, além de formar professoras e professores capazes de atuar a partir de outra lógica educativa, que seja inclusiva, crítica e reflexiva", sintetiza Galizia.

 

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