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domingo, 17 de janeiro de 2021
Cidade

Crianças carentes apreendem ciência e tecnologia na USP de São Carlos

Conhecimento tecnológico, trabalho em equipe e muita ação durante Feira de Jogos realizada na USP São Carlos

10 Nov 2017 - 09h06
Foto: Marcos Escrivani - Foto: Marcos Escrivani -

Instigar a criatividade, proporcionar conhecimento tecnológico, trabalhar em equipe e dar a chance de um futuro promissor. Universitários da USP/São Carlos e da UFSCar, de forma voluntária, trabalham lado a lado com crianças de 11 a 14 anos (ambos os sexos) no Projeto Semente é realizado em parceria com o Projeto Pequeno Cidadão e desenvolvidos na USP São Carlos.

O Semente existe há quatro anos e funciona graças a uma concessão de espaço cedido pela USP. Hoje são 60 universitários que trabalham com aproximadamente 200 crianças atendidas pelo Pequeno Cidadão.

Na tarde de quarta-feira, 8, no Cefer, com direito a uma confraternização, aconteceu uma Feira de Jogos que fez parte do encerramento das atividades do grupo Inter B, composto por 24 crianças e 6 voluntários. Na oportunidade foram expostas as criações do grupo. A confraternização contou com o apoio da sorveteria GelaKéBom, que doou sorvetes de massa para as crianças presentes de todas as turmas.

UM GRUPO FOCADO EM ENSINAR

Todos cursando exatas. Jovens universitários que procuram passar seus conhecimentos às crianças. Desta forma. Érico Tadeu de Paula Vieira, 22 anos, que cursa Engenharia Mecânica, natural de Sacramento/MG; Maurício Kubota, 22 anos, Engenharia Mecânica, de Bauru; Paola Maria Ribeiro Lescura França, 21 anos, Engenharia Civil (UFSCar), de Cachoeira Paulista; Jayne Beatriz dos Santos, 21 anos, Engenharia de Materiais e Manufatura, de Ribeirão Preto; Rafael Pastre, 19 anos, Física, de Araras e Ana Carolina Rafael Maia, 22 anos, Engenharia Mecânica, de Bebedouro, dedicam parte do seu tempo com o intuito de ensinar e passar um pouco do conhecimento que tiveram ao longo dos anos no ensino superior em São Carlos.

"O Projeto Semente é parecido com o Pequeno Cidadão. É uma educação complementar, mas focado em ciência e tecnologia", afirma Ana Carolina, em entrevista ao São Carlos Agora. "O projeto é focado no ensino de ciência e tecnologia com a integração entre crianças e universitários", emendou.

FAMÍLIAS CARENTES

Crianças de famílias carentes e que cursam o ensino público de vários bairros de São Carlos integram o Projeto Semente. Sempre em contra turno escolar. Passam por uma triagem, onde são analisadas as condições econômicas e a vulnerabilidade social.

Para os aprendizes, uma oportunidade única em poder ter acessos a computadores e a tecnologia de ponta. Mas para os universitários, a chance de serem educadores e ter uma atividade extracurricular.

"São seis meses de contato com essas crianças. Temos a oportunidade de atuar como educadores e propor projetos educacionais. Trabalhamos em um projeto social a cada semestre. O Semente é composto por vários núcleos com oficinas de projetos cuja missão é desenvolver a ciência e a tecnologia de cada criança", observou a universitária.

FEIRA CRIATIVA

A reportagem do São Carlos Agora esteve presente justamente no encerramento de mais um ciclo do Projeto Semente. Justamente quando era realizada uma Feira de Jogos.

As 24 crianças do Inter B criaram jogos eletrônicos monitorados pelos seis universitários. "Isso começou há seis meses quando reunimos elas e fizemos um teste. Perguntamos o que gostariam na área de informática, programas, impressoras 3D, entre outros. A maioria demonstrou interesse na área de jogos robóticos. Então passaram a desenvolver jogos de computador com nossa orientação. Foram formados grupos assessorados por voluntários. As ideias surgiram, os jogos construídos e a criatividade de cada um veio à tona", comemorou Ana Carolina.

MUITA AÇÃO E DIVERTIMENTO

Cinco jogos foram criados na plataforma Scratch, desenvolvido pela MIT, uma universidade americana, uma programação em linguagem de alto nível. "A estrutura dos jogos foram montados em cima de blocos de comando. É uma linguagem de programação de alto nível", comentou a universitária, ao se referir sobre a Feira de Jogos.

Segundo ela, a ideia é fazer com que os jogos seja de domínio público e os internautas possam ter acesso pelo link e se divertir com a criatividade de crianças de 11 a 14 anos. "São jogos curiosos e com muita ação", garantiu.

PASSATEMPO GARANTIDO

Ana Carolina garante: a criatividade dos alunos do Projeto Semente surpreendeu e durante seis meses foram criados cinco jogos que surpreendem e foram denominados com os seguintes nomes: Unicórnio Aventureiro, Unicórnio Galáctico, Unicórnio Justiceiro, Grau & Corte e Dragon Flash.

Para ter acesso, basta acessar os links gratuitamente:

https://scratch.mit.edu/projects/182183576/

https://scratch.mit.edu/projects/184229348/

https://scratch.mit.edu/projects/175622258/

https://scratch.mit.edu/projects/175638140/

https://scratch.mit.edu/projects/175622909/

GRATIFICANTE

Durante a entrevista, Ana Carolina não escondeu a sua satisfação em poder fazer parte, ao lado de Érico, Maurício, Paola, Jayne e Rafael de um grupo que agregou conhecimento a crianças carentes.

"É gratificante. No nosso dia a dia temos acesso à tecnologia e conhecimento e faz parte do nosso aprendizado. Mas poder doar uma parte do nosso tempo para ensinar e motivar crianças é um ganho em satisfação muito grande. É poder fazer a diferença através de um trabalho voluntário", afirmou. "Estamos proporcionando a todas elas conhecimento técnico para o futuro, além de trabalho em equipe e paralelamente a integração com crianças de outras escolas", finalizou Ana Carolina.

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