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quarta, 21 de abril de 2021
Cidade

Cadeirantes sofrem com o transporte público em São Carlos

São Carlos Agora ouviu um usuário que reclama da escassez de veículos; Suzantur tem cadastrados 130 deficientes

22 Fev 2018 - 08h07
Foto: Divulgação - Foto: Divulgação -

As pessoas com deficiências em São Carlos, principalmente os cadeirantes, sofrem com o transporte público. Hoje, apenas um micro-ônibus adaptado faz o transporte de aproximadamente 130 cadastrados na Suzantur, que sofreu intervenção da Prefeitura Municipal de São Carlos.

Na manhã desta quinta-feira, 22, o São Carlos Agora entrevistou Márcio Miguel Pasquali, 29 anos, cadeirante desde os 11 anos e voluntário na ONG Movimento de Informações sobre Deficiências (MID). Residente na rua Napoleão Germiniano, no Tijuco Preto, garantiu que, devido ao caos no transporte público, sofre, ao lado de outros cadeirantes, muitas privações.

Segundo ele, até setembro de 2016 quando a Athenas Paulista era responsável pelo programa "porta a porta", havia quatro micro-ônibus e uma van, todos adaptados que realizavam o transporte dos deficientes em São Carlos.

"Mas após o contrato emergencial, quando a Suzantur assumiu, começaram os problemas", disse. "Inicialmente a empresa colocou dois veículos e depois de muita insistência, veio um terceiro", emendou, salientando que mesmo assim não era suficiente. Segundo Márcio, todos os bairros eram atendidos. "Mas na região sul, onde está o Grande Aracy, é onde estão o maior número de cadastrados", observou.

MARTÍRIO

Contudo, desde a chegada da Suzantur, Márcio disse que começou o martírio das pessoas com deficiências em São Carlos. Principalmente os cadeirantes. "Usamos os veículos para que possamos ir ao trabalho, fisioterapeutas, consultas médicas e no caso das crianças, para a escola. Mas quando instaurou-se esta bagunça, sofremos várias privações. Não temos liberdade, por exemplo, para poder pegar um ônibus aos domingos e ir na casa de um parente", disse.

Segundo Márcio, o fato se agravou quando a Prefeitura Municipal assumiu a empresa. "Estamos com um micro-ônibus para atender 130 cadastrados. Existe a promessa de um segundo veículo. A gente procurou informações e fomos notificados por eles que a Suzantur teria levado dois micros embora", lamentou.

Segundo Márcio, a princípio, os cadeirantes que dependem do transporte público em São Carlos perderam o direito do livre arbítrio. "Não temos mais o direito de ir e vir. Com esta confusão, somos muito prejudicados e privados de locomoção de um bairro para outro na cidade. Ou até mesmo de ir ao trabalho, a escola e ao médico", finalizou, indignado.

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