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terça, 13 de abril de 2021
Querem providências imediatas

Associação são-carlense lança repúdio contra crime que envolve comunidade LGBT

Em entrevista ao São Carlos Agora, Emerson Pavani mostrou indignação e medo. “A sensação é de humilhação”

02 Mar 2021 - 12h49Por Marcos Escrivani
Pavani: “Queremos que os responsáveis pela tortura em Bruna sejam julgados com o rigor da lei” - Crédito: DivulgaçãoPavani: “Queremos que os responsáveis pela tortura em Bruna sejam julgados com o rigor da lei” - Crédito: Divulgação

A agressão sofrida pela travesti Bruna, 21 anos, em uma mata na região do Antenor Garcia gerou polêmica e provocou nota de repúdio por parte da Associação da Parada do Orgulho LGBTQIA+ de São Carlos.

No início da tarde desta terça-feira, 2, o promotor de eventos Emerson Pavani, 45 anos, presidente da associação e membro do Conselho da Diversidade Sexual da Prefeitura Municipal de São Carlos concedeu entrevista ao São Carlos Agora e não escondeu a sua indignação e revolta, aliado a medo e sensação de humilhação devido ao crime ocorrido na tarde de sexta-feira, 26.

“As agressões que Bruna sofreu caracteriza transfobia (descaracterizar a identidade da pessoa). É muito ódio e violência. Por isso elaboramos esta nota”, disse Pavani. “Fica a sensação de insegurança, pois sentimos a ausência de justiça nesses casos onde há pessoas que integram nossa comunidade. Fica ainda a sensação de muita humilhação”, desabafou Pavani.

INDIGNAÇÃO

O promotor de eventos salientou ainda que os membros que integram a associação estão indignados. Afirmou que as atividades estão paradas devido a pandemia da Covid-19, mas garantiu que haverá cobranças junto a Secretaria Municipal de Segurança Pública e às autoridades policiais para que se faça justiça.

“Queremos que os responsáveis pela tortura em Bruna sejam julgados com o rigor da lei”, resumiu Pavani.

A NOTA

Abaixo, a íntegra na nota de repúdio da associação são-carlense:

A Associação da Parada do Orgulho LGBTQIA+ de São Carlos, vêm a público REPUDIAR os ataques contra à população LGBTQIA+ no município de São Carlos - SP, em especial à transexual BRUNA que foi covardemente agredida no dia 26 de fevereiro deste ano, assim, cobramos da Secretaria de Segurança Pública através da Polícia Civil do município, providências imediata e de rigor, na forma e nos termos da lei.

Atenciosamente,

APOGLBT São Carlos”

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