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sábado, 26 de setembro de 2020
Dá-lhe Bom Velhinho...

Após vencer na vida, empresário assume posto de Papai Noel e distribui 5 mil presentes para crianças carentes

24 Dez 2018 - 09h20Por Marcos Escrivani
Após vencer na vida, empresário assume posto de Papai Noel e distribui 5 mil presentes para crianças carentes - Crédito: Divulgação Crédito: Divulgação

Que faça sol! Que venha chuva! O calor pode ser insuportável, mas o Bom Velhinho está com a agenda atribulada neste final de ano. E encorporou várias pessoas de classes sociais diferentes.

E um dos beneficiados com o espírito natalino foi o empresário Miguel Dias, 47 anos, o popular Soró que chegou a disputar futebol amador. Quando jogava, era um eficiente lateral direito e por quatro vezes levantou a taça de campeão e ainda um vice-campeonato. De origem humilde, venceu na vida!

Hoje, é empresário e proprietário do Miguel Materiais para Construção e há cinco anos, veste o seu traje considera mais importante e se transforma em Papai Noel.

Com recursos próprios, comprou 5 mil brinquedos (bolas, bonecas, entre outros), além de 60 quilos de balas e, com o apoio de 15 funcionários (que chama de parceiros), na tarde de sábado, 22, atenderam milhares de crianças carentes do São Carlos 8, Jardim Zavaglia, Cidade Aracy e Arnon de Mello. “Foram três horas, após o expediente. Saímos com um caminhão da empresa e passamos pelo centro também. É uma sensação maravilhosa. O coração pulsa forte no peito. A gente volta a ser criança”, disse Miguel. “Faço isso porque quero ajudar. Não quero aparecer. Hoje, em vida, o que temos é tudo emprestado. A gente não leva nada. Então o que fica, são nossas atitudes. E meu desejo sempre é levar alegria e ter a chance de fazer o bem”, salientou.

ORIGEM SIMPLES

Com orgulho, Miguel afirmou que é de origem simples. “Minha família era bem pobre. Fui engraxate e sorveteiro. Meus brinquedos eram simples. Pegava na rua e levava para casa. Ai minha mãe sempre jogava fora. Mas era teimoso e levava outros. Naquela época o que eu ganhava, ajudava meus pais. Não tínhamos dinheiro para comprar presentes novos”, disse. “Tenho muito orgulho disso. A gente sofria. Mas nunca faltou o alimento e só tenho boas recordações”, diz sorridente e emocionado.

Aliás, o sorriso está sempre presente na face de Miguel e durante a entrevista, fazia questão de frisar a sua origem e garantir que a pobreza transmitia dor. “Mas o que faz a gente ser grande hoje é o passado que vivemos. Isso me fortaleceu e só tenho a agradecer a Deus o homem que me tornei”, assegurou.

TODO ANO

Se quando era criança, não tinha condições de ter presentes, agora como empresário faz questão de alegrar crianças de origem humilde. “Quando vejo elas felizes, ilumina meu coração”, afirmou. “É uma questão pessoal. Retribuir um pouco o que consegui. E enquanto for vivo, estarei fazendo isso. Me sinto feliz e recompensado. O que vale, são nossas atitudes”, finalizou.

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