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quinta, 25 de fevereiro de 2021
Cidade

75% dos metalúrgicos já garantiram 8% de reajuste salarial

Na próxima semana as mobilizações serão intensificadas nas empresas onde o acordo não foi fechado

11 Out 2012 - 12h58
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Um levantamento realizado pela direção do Sindicato dos Metalúrgicos de São Carlos e Região, mostra que cerca de 100 empresas na cidade já atenderam a reivindicação de aumento salarial de 8%, beneficiando aproximadamente 10 mil metalúrgicos de todos os setores, ou seja, 75% de um total de 12 mil que estão em Campanha Salarial na base.

Até o momento, apenas a bancada patronal da Fundição atendeu a reivindicação da categoria em pagar 8% de aumento salarial. O Grupo 2, que representa 65% da base de São Carlos, apresentou uma proposta escalonada: 6,5% agora em outubro e 1,5% em março de 2013. Já nas demais bancadas (Grupos 3, 8, 10 e Estamparia) as propostas ficaram abaixo de 8% e foram rejeitadas pela categoria metalúrgica.

De acordo com o presidente do Sindicato, Erick Silva, as negociações entre as bancadas patronais e a bancada dos Metalúrgicos da CUT/SP, estão emperradas. “Como as negociações em São Paulo não estão avançando, a direção do Sindicato negociou diretamente com as empresas aqui em São Carlos e garantiu aos trabalhadores de quase 100 fábricas os 8% de reajuste já em setembro, sendo que, em várias fábricas esses rejustes chegaram a 9,5%. Em algumas também conseguimos tickets e abonos, tudo isso de acordo com o grau de mobilização dos trabalhadores”, explica.

Segundo Erick, nas empresas onde o acordo não foi fechado, as mobilizações serão intensificadas. “Temos muitas fábricas pequenas que estão concedendo o aumento de maneira tranquila, dialogando com o Sindicato, porém nas empresas médias, como Sidertec, Incaflex, Casale, Hece Maquinas, entre outras, os trabalhadores até agora não tiveram o aumento, que deveria ter sido feito no dia 01/09. Na próxima semana vamos intensificar ainda mais a mobilização e se for da vontade dos companheiros, faremos paralisações”, ressaltou o presidente do Sindicato.

Greve na Prominas e Sidertec

Os trabalhadores na Prominas, que é do Grupo 2, pararam a produção da fábrica nos dias 08 e 09/10. A paralisação de dois dias possibilitou a construção de uma proposta que além de garantir os 8% de reajuste (sendo 7% retroativo a 01/09 e 1% que será aplicado em jan/ 2013), também a implantação de um ticket alimentação mensal no valor de R$52.

Na Sidertec, que é do Grupo 8, a paralisação teve início na quinta-feira(11). O objetivo é que a empresa negocie com o ndicato o aumento salarial e abono para todos os trabalhadores.

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