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terça, 28 de setembro de 2021
Economia

Sistema tributário atual é obstáculo ao crescimento econômico do país

Para o presidente da Abiplast e vice-presidente da Fiesp/Ciesp, Reforma Tributária é urgente

05 Jul 2021 - 07h12Por Redação
Para Roriz, a reforma tributária é urgente, especialmente quando se considera o Custo Brasil - Crédito: DivulgaçãoPara Roriz, a reforma tributária é urgente, especialmente quando se considera o Custo Brasil - Crédito: Divulgação

“O atual sistema tributário brasileiro é um obstáculo ao crescimento econômico e social do país. Para as empresas, mais notadamente, para a indústria, o peso de taxas, impostos e contribuições eleva custos e penaliza investimentos”. A análise é de José Ricardo Roriz, presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) e vice-presidente da Fiesp/Ciesp.

Para Roriz, a reforma tributária é urgente, especialmente quando se considera o Custo Brasil. “Por estarmos próximos da realidade que o empresariado vivencia no dia a dia, podemos afirmar que esta questão afasta o Brasil do círculo da competitividade das maiores economias do mundo”, afirma.

Esse é um dos motivos pelos quais Roriz defende a Reforma Tributária com veemência. “As deficiências do sistema tributário brasileiro prejudicam profundamente o setor industrial, que enfrenta a concorrência externa e está sujeito a cargas mais elevadas que os demais setores”, destaca.

A indústria hoje é responsável por uma grande parcela da arrecadação de impostos federais e de contribuições à Previdência.

REFORMULAÇÃO DO SISTEMA TRIBUTÁRIO

De maneira muito resumida, a proposta de reformulação do sistema tributário brasileiro busca simplificar a arrecadação de taxas, impostos e contribuições. Tributos como PIS e Cofins seriam unificados pelo chamado Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

A preocupação do empresário e economista aumenta quando o assunto chega à esfera de investimentos. “Isso porque os recursos não vão esperar o Brasil se decidir sobre o melhor regime tributário. Simplesmente, vão deixar de existir ou vão escolher outros parceiros internacionais, deixando o empresário brasileiro à deriva em suas necessidades de expandir os negócios”, ressalta.

Prova desse descaso com o empresário, segundo ele, foi a recente extinção da comissão de reforma tributária, decisão tomada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), no início de maio. A comissão discutia, desde 2020, as alterações na cobrança de taxas e impostos no Brasil.

A notícia deixou os industriais apreensivos, inclusive na região de São Carlos. “Um assunto de tamanha relevância como esse não pode ser negligenciado. Precisamos mantê-lo em pauta, pois só assim, nos unindo em torno dessa questão, conseguiremos superá-la de modo a contribuir com a indústria. E vale ressaltar que olhar para indústria, é olhar para o desenvolvimento da economia de nossa região e de nosso país”, comenta Emerson Chu, diretor titular do Ciesp São Carlos.

REFORMA “FATIADA”

Após a extinção da comissão de reforma tributária, a Câmara dos Deputados passou a discutir, desde o final de maio, o "fatiamento" da reforma tributária, que traz inúmeros questionamentos e discussões.

E esse é o ponto. Roriz diz que anseia por uma reforma tributária única e não "fatiada", como querem alguns membros do governo. “Estamos trabalhando para que haja uma reformulação de fato, e não apenas um carimbo de que a reforma foi votada”, afirma.

Para ele, tudo o que é realizado para eliminar burocracias e aprimorar as regras é positivo no âmbito tributário. “Mas que a reforma traga eficiência e nos abra as janelas da competitividade que tanto desejamos, em nome do desenvolvimento do país”, finaliza Roriz.

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