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sábado, 23 de janeiro de 2021
Brasil

Rota dobra número de prisões nos últimos 2 anos e meio

21 Nov 2011 - 09h08

Dois anos e meio após assumir o comando da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), o tenente-coronel Paulo Adriano Telhada deixa o posto, segundo suas próprias palavras, com "a sensação do dever cumprido totalmente". No período em que esteve à frente da corporação, houve aumento no número de prisões, apreensões de drogas e armas. A partir de amanhã (19), o major Walter passa a responder interinamente pela Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota).

Participaram da cerimônia de despedida, realizada na sede da Rota, no bairro da Luz, Centro da capital, o secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, e o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Álvaro Batista Camilo.

No primeiro ano da gestão Telhada na Rota, os policiais da unidade apreenderam 528 quilos de drogas. Neste ano, de janeiro até esta quinta-feira (17), a quantidade de drogas apreendidas ultrapassou as 3 toneladas, número seis vezes maior.

As prisões quase dobraram. Foram 595 em 2009, 908 no ano passado e 1.066 neste ano. O número de condenados recapturados no período saltou de 142 para 403.  "Durante esses dois anos e meio que fiquei no comando, eles [policiais militares] trabalharam forte e isso só foi possível graças ao apoio do secretário de Segurança Pública Antônio Ferreira Pinto, do comandante geral da Polícia Militar, Álvaro Batista Camilo, e do Governo do Estado, que os apoiou em todos os sentidos, além das horas difíceis", disse o coronel Telhada.

Mais armas ilegais foram retiradas de circulação - o aumento foi progressivo: 240 em 2009, 313 em 2010 e 365 em 2011. O balanço de gestão também indica produtividade no número de carros apreendidos. No primeiro ano de Telhada como comandante da Rota, foram 59. Em 2011, os PMs recolheram 422 veículos que apresentaram alguma irregularidade.

Foi também sob a gestão de Telhada que a unidade renovou 35% da frota, com a aquisição de 60 viaturas do modelo Hilux SW4 2.7, em um investimento do Governo do Estado de R$ 5,35 milhões.

"Minha vida"

 Policial militar desde 1979, o coronel Telhada afirmou que a despedida deixa nele uma sensação de vazio: "A Rota é a minha vida". "Uma parte se encerra, mas uma nova começa, não é?".

Presença na periferia, interior e litoral

 Por determinação do secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, e do comando geral da PM, a Rota reforçou o policiamento nas periferias da capital e atuou no combate ao crime organizado.

Regiões fora da capital que apresentaram aumento nos índices de criminalidade também foram patrulhadas pela Rota. Foi o caso do Jardim São Camilo, em Jundiaí, e Vicente de Carvalho, no Guarujá. O reforço também foi enviado a Campinas e à Baixada Santista.

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