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quarta, 23 de junho de 2021
Brasil

Banda larga cresceu 44% em 12 meses e registra 203 milhões de acessos no Brasil

29 Abr 2015 - 15h29

A internet por banda larga no Brasil cresceu 44% nos últimos 12 meses e alcançou a marca de 203 milhões de acessos em fevereiro. O número representa 62 milhões de acessos a mais no período, ou duas novas conexões a cada segundo. Os dados foram divulgados hoje (29) pela Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil).

Desse total, 178,4 milhões foram via redes móveis de terceira e quarta geração (3G e 4G), modalidade que apresentou crescimento de 50%, na comparação com fevereiro de 2014. No caso da internet 4G, foram 8,4 milhões de acessos.

A banda larga fixa registrou 24,5 milhões de acessos em fevereiro. Desse volume, 9% – ou 2,1 milhões de acessos – foram ativados no período de 12 meses.

De acordo com a Telebrasil, todos os municípios brasileiros dispõem de banda larga fixa. Em um ano, a banda larga móvel chegou a 429 novos municípios. Durante o mesmo período, a internet 3G foi instalada em 3.930 municípios (onde vivem 93% dos brasileiros) e a 4G em 147 cidades, atendendo 42% da população brasileira.

Banda larga será oferecida a 95% da população até 2018

O ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, disse hoje (29) que sua equipe está finalizando a estratégia que vai garantir, até 2018, internet de banda larga para 95% da população brasileira. Segundo ele, o desafio será garantir a conexão em velocidade média de 25 megabites. Em audiência pública na Câmara, Berzoini disse que atualmente todas as escolas urbanas contam com internet, mas a velocidade baixa acaba limitando o uso do serviço à area administrativa das escolas.

“Para o processo pedagógico, a internet ainda tem pouco utilidade. Uma banda larga para uma escola que possa dar conteúdo digital para o aperfeiçoamento do processo educacional precisa de algo em torno de 50 a 100 megabites para ter funcionalidade”, explicou.

O ministro brincou com os parlamentares: disse que comanda o ministério “mais importante do país”. Explicou que as tecnologias de comunicação são do interesse de todo cidadão e influenciam áreas como as de saúde, educação e transporte. “O Brasil é o quinto maior mercado do mundo e o que mais se desenvolve como produtor e consumidor da tecnologia [de informação].”

Ao descrever as tarefas conduzidas pelas secretarias da pasta, o ministro falou sobre os investimentos para ampliação dos serviços 3G e 4G de telefonia celular. Segundo ele, as duas tecnologias mantêm crescimento “vertiginoso” e, por isso, as empresas ainda têm metas a cumprir. “Temos queixas constantes quanto ao serviço. A Anatel tem o trabalho [de fiscalizar e de aplicar] as multas. Temos buscado formas de fazer com que essas multas alavanquem a qualidade do serviço.”

Berzoini disse que a Lei das Antenas, em vigor, vai ampliar a qualidade da telefonia no país. A legislação facilita o processo de autorização para instalação de antenas nas cidades brasileiras. “Um dos principais motivos para a dificuldade de cobertura de celular com qualidade decorre da demora de licença que municípios concediam. Agora, além da Lei das Antenas, temos ainda a desoneração de pequenas antenas para cobertura em áreas de sombra.”

No balanço sobre as ações da pasta, o ministro destacou o processo de digitalização da TV. Ele disse que o ministério está acompanhando os investimentos para a preparação das retransmissoras de sinais. “Muitas retransmissoras de TV, por exemplo, pertencem a prefeituras que não têm recursos para fazer o processo de digitalização”, explicou.

Sobre as emissoras de rádio, Berzoini explicou que o processo de migração da frequência AM para FM foi interrompido em razão de dúvidas apresentadas pelo do Tribunal de Contas da União, que questionou o preço de outorgas. Segundo ele, diálogos entre governo e o TCU já estão avançados para retomada do processo migratório. “Muitas emissoras se cadastraram na busca por melhor qualidade de som e também de maior audiência.”

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