O poder do reconhecimento

 

Estamos na Era do Conhecimento, onde o maior potencial para agregar valor está nas pessoas e em suas atitudes em relação às situações da vida. Para acessar este potencial o indivíduo deve estar em harmonia consigo e motivado. Uma das maneiras mais simples e poderosa para conseguir esta harmonia é sentir-se querido e reconhecido e ter estes sentimentos pelos outros também, quando presenteamos uma pessoa com flores nossas mãos ficam perfumadas. Entre as tribos do norte da África existe uma expressão chamada “Sawu Bona”, que equivale ao nosso “olá” e pode ser traduzida como “Te vejo”. Esta expressão significa que para existirmos como indivíduos precisamos ser reconhecidos pelos outros pelo que somos, uma pessoa é uma pessoa por causa das outras. O “Sawu Bona” deve ser pronunciado com sentimentos do coração e sempre com um sorriso.

 

 

Jack Welch, ex-CEO da GE, cita que os melhores profissionais têm “4-Es e 1-P”. O primeiro “E”, é o da energia positiva, são as pessoas positivas que se entusiasmam com a vida. O segundo “E”, é o da energização, são as pessoas que contagiam as outras com boas energias e transmitem inspiração. O terceiro “E”, é do estofo,que significa a coragem de tomar decisões difíceis. O quarto “E”, é o da execução, relacionado aos resultados concretos e de alto valor agregado. Mas o que decide a performance do profissional é o “P”, que significa a paixão, o amor por construir e a vibração de saber que qualquer processo é um novo aprendizado.

 

O conceito dos “4-Es e 1P” de Jack Welch e o “Sawu Bona” africano têm muita coisa em comum. A principal relação é a importância de considerar os indivíduos e os reconhecer como possuidores de um grande potencial. Energizar as pessoas, é transmitir a crença que elas são capazes de construir algo e que isso é realizado por um trabalho de comunhão, de equipe. Segue abaixo uma frase para reflexão:

 

“Deus nos concede, a cada dia, uma página de vida nova no livro do tempo. Aquilo que colocarmos nela, corre por nossa conta”. - Chico Xavier.

* Rodrigo Dantas Casillo Gonçalves: Diretor da Ensô Investimentos e Participações, Especialista em Gestão de Projetos de Investimentos e Estratégia Corporativa; Finanças Corporativas – EAESP-FGV; Gestão de Projetos – IBMEC; Pós-graduado em Administração de Empresas pela Fundação Armando Álvares Penteado-FAAP com especialização em Gestão das Marcas e Marketing; Mestre em Engenharia de Estruturas pela Universidade de São Paulo-USP; Engenheiro Civil pela Universidade de São Paulo; Experiência executiva em cargos de direção em empresas de telecomunicações e construção civil.

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Educação Profissional: A importância da qualidade para o mercado de trabalho*

O IBGE-Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou recentemente o perfil da Educação Profissional no Brasil conforme o PNAD 2007- Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios. Esta pesquisa apresentou informações importantes sobre o tema, como a representatividade da rede particular de ensino que atende mais de 50% da demanda por cursos profissionalizantes e a importância de sua qualidade e relação com as exigências do mercado de trabalho.

 

 

 

            O objetivo principal de um aluno que busca educação profissional é aumentar sua empregabilidade, que é a capacidade que um indivíduo desenvolve de acumular e manter atualizadas suas Competências, seu Conhecimento e sua Rede de relacionamentos de forma a ter sempre em suas mãos o domínio sobre seu projeto de carreira e vida. Esta qualidade garante que o profissional esteja alinhado às exigências do Mercado de Trabalho aumentando a capacidade de conquistar um bom emprego.

Conforme profissionais da área de gestão de pessoas e colunistas como Max Gehringer, autor do livro Emprego de A a Z, a educação profissionalizante deve garantir para o aluno conteúdos atuais e relacionados ao mercado de trabalho. Não existe mais espaço para cursos de baixa qualidade e que focam apenas na quantidade de alunos em detrimento da qualidade. Considerando este ambiente e o que as empresas exigem, todos são unânimes em dizer que é o Ensino Técnico (Habilitação Profissional Técnica de Nível Médio) devidamente autorizado pelo MEC que proporciona o maior potencial de aumento de empregabilidade para profissionais em início de carreira.

Para uma Instituição poder ministrar o Ensino Técnico ela precisa apresentar para o MEC documentos como plano de curso, regimento escolar, ter instalações aprovadas e carga horária mínima de 800 horas/aula.  É por isso que não é qualquer instituição de ensino profissionalizante que pode oferecê-lo. Para que o aluno tenha segurança se a instituição possui aprovação do MEC o melhor caminho é o contato com a Diretoria de Ensino da cidade. 

Conforme a pesquisa do IBGE, além do Ensino Técnico também existe uma grande procura por cursos de qualificação profissionalizantes ou chamados cursos livres que não precisam de aprovação do MEC e têm carga horária menor. Estes cursos podem ser oferecidos em qualquer área e devem também possuir conteúdo relacionado às atuais exigências do mercado de trabalho.

Segundo UNESCO as atuais exigências para um profissional do século XXI são: Aprender a Conhecer, Aprender a Fazer, Aprender a Conviver e Aprender a Ser. Todas estas exigências devem ser abordas nos programas de cursos de educação profissional. É por isso que o mercado de trabalho valoriza cursos presenciais aonde existe relacionamento entre alunos e o desenvolvimento da capacidade de trabalho em equipe.

 Instituições com aprovação do MEC para ministrarem o Ensino Técnico também podem oferecer cursos de qualificação profissional (livres). O benefício nesta situação para os alunos dos cursos de qualificação é utilizarem instalações e estrutura física que foi aprovada para o Ensino Técnico e terem uma Instituição qualificada nos processos do MEC. Mesmo que o curso não seja o Técnico, o mercado de trabalho identifica que os cursos da Instituição possuem qualidade e estão alinhados com suas maiores exigências.

Na cidade de São Carlos as principais Instituições que possuem autorização do MEC (cursos e instalações) para ministrarem o Ensino Técnico são:

 

  • Centro Técnico São Paulo - CETESP
  • Escola Técnica Paulino Botelho.
  • Senac.
  • Instituto de Educação Atheneu.
  • La Salle São Carlos.
  • CEFET-São Carlos.
  • Senai – Escola Antonio Adolpho Lobbe.

 

* Rodrigo Dantas Casillo Gonçalves: Diretor da Ensô Investimentos e Participações, Especialista em Gestão de Projetos de Investimentos e Estratégia Corporativa; Finanças Corporativas – EAESP-FGV; Gestão de Projetos – IBMEC; Pós-graduado em Administração de Empresas pela Fundação Armando Álvares Penteado-FAAP com especialização em Gestão das Marcas e Marketing; Mestre em Engenharia de Estruturas pela Universidade de São Paulo-USP; Engenheiro Civil pela Universidade de São Paulo; Experiência executiva em cargos de direção em empresas de telecomunicações e construção civil.

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A Arte de Viver*

   

 

Existe um filme asiático que conta a relação entre pai e filho. A história é sobre um mestre de Tai Chi Chuan (arte marcial chinesa) que vai morar nos Estados Unidos com seu filho, um executivo de sucesso. Neste ambiente acontece um interessante conflito de gerações e posturas perante a vida. Enquanto o pai busca a harmonia através de exercícios físicos e espirituais e o cultivo de sentimentos puros em relação aos outros, o filho foca nos negócios e no sucesso financeiro. No final do filme, o filho, após vivenciar o poder dos sentimentos do pai, muda sua maneira de ver o mundo, começa a dar importância a coisas que antes não considerava.

            No Oriente existe o termo “A Arte de Viver”, mas afinal o que é Arte na concepção Oriental? Pode-se explicar isso através de uma antiga lenda Chinesa que foi transmitida por um espírito a um general que, depois de uma batalha, descobriu que suas tropas tinham destruído o palácio dedicado ao ensinamento das belas-artes:

 

“        Desde o princípio dos tempos, ilustre general, existiram homens que amavam a beleza e buscaram criar imagens dela, cada qual a seu modo. Mas, para aquele que as criara, possuíam uma beleza secreta, revelando-se em cada forma um prodígio que os demais não podiam ver. Foi assim que os homens dos antigos tempos, antes dos imperadores terrestres, escreveram na montanhas e entre as pedras, pintaram e cantaram ao ar. Então, todos os anjos que viviam nas montanhas apareceram, escutaram e compreenderam. E o Imperador Amarelo entendeu, pois Ele escuta tudo, conhece tudo e entende tudo.

Passaram-se muitos séculos e os homens construíram cidades, onde nasceram homens eruditos, poetas, músicos que tocavam cordas de seda, grandes escultores de marfim e trabalhadores de pedras preciosas. Mas de onde provém o pensamento que o erudito estrutura em dez mil caracteres ? De onde recolhe o poeta as pétalas de seus versos ? Quem canta nas cordas da música ? Estas coisas emanam do vazio ou o Imperador Amarelo envia um anjo para tecer algum feitiço?

Com muita certeza que não, meu estimado general. Os primeiros sonhadores jamais pereceram. A esperança que foi traçada na antiga rocha é a mesma esperança que há no traço do pincel erudito. As formas das primeiras molduras do homem vivem novamente na perfeição do espírito. A cada século que passa, o tempo, a negligência, a guerra, a decadência devoram os tesouros da terra, mas não tocam a alma da beleza, nem corrompem seu espírito”.

 

               Esta lenda mostra que para os orientais a arte não está somente relacionada a uma escultura ou a um quadro, mas principalmente aos exemplos das pessoas que viveram, suas conquistas e realizações.

               Existem exemplos de muitas pessoas que viveram e materialmente não estão mais presentes, mas como na lenda chinesa continuam a influenciar nossas vidas. Ayrton Senna através da arte de pilotar e de sua postura perante o público trouxe esperança e determinação frente aos desafios, nossa querida irmã Dulce nos faz lembrar do amor ao próximo e Mahatma Gandhi da postura da não-violência. Todos eles converteram suas vidas em arte.

 

 

                  Felizmente cada pessoa possui um dom artístico para expressar, alguns o fazem levando conhecimento a outras pessoas, outros através da construção de negócios gerando novos empregos. A postura principal, que a lenda também apresenta, é que para transformarmos nossa vida em arte precisamos dos outros, como uma grande rede onde é necessário existir tolerância, respeito e amor.

                Segue abaixo uma frase que contribui para uma reflexão sobre o que é a “Arte de Viver”:

 “O homem que venceu na vida foi aquele que viveu bem, riu muito e amou muito; que conquistou o respeito dos homens inteligentes e o amor das crianças; que preencheu um lugar e cumpriu uma missão; que deixa o mundo melhor do que o encontrou, seja com uma flor, um poema perfeito, ou um salvamento de uma alma, que procurou o melhor nos outros e deu aos outros o melhor de si mesmo.  - Robert Louis Stevenson “

 

 

 

 

 

* Rodrigo Dantas Casillo Gonçalves: Diretor da Ensô Investimentos e Participações, Especialista em Gestão de Projetos de Investimentos e Estratégia Corporativa; Finanças Corporativas – EAESP-FGV; Gestão de Projetos – IBMEC; Pós-graduado em Administração de Empresas pela Fundação Armando Álvares Penteado-FAAP com especialização em Gestão das Marcas e Marketing; Mestre em Engenharia de Estruturas pela Universidade de São Paulo-USP; Engenheiro Civil pela Universidade de São Paulo; Experiência executiva em cargos de direção em empresas de telecomunicações e construção civil.

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O espírito do guerreiro e o empreendedorismo*

 

 

Existem relatos históricos de homens que com poucos recursos conquistaram a vitória em situações muito difíceis. O que fez a diferença nestes casos não foi a parte material, mas a postura frente aos desafios. No Templo Shao Lin, quando um discípulo inicia o treinamento para tornar-se um monge-guerreiro os primeiros ensinamentos são relacionados ao autocontrole e a capacidade de mobilizar os recursos disponíveis. Existe uma história que cita que o verdadeiro guerreiro é aquele que mesmo no calor da batalha mantém o espírito calmo como a superfície de um lago que reflete perfeitamente a Lua.

 

Alguns podem achar que desenvolver as qualidades guerreiras é um coisa ruim. Na Mitologia Grega,  a figura de Marte-Deus da Guerra é relacionada ao desenvolvimento do potencial interior e da busca do autoconhecimento, uma guerra interna contra nosso maior inimigo que é a própria consciência. Buscar o guerreiro que existe dentro de cada um é descobrir o grande potencial que todos têm, é saber materializá-lo através de ações positivas compartilhando seus frutos na sociedade e ter noção de responsabilidade.

 

 

 

Hoje cita-se muito sobre conceitos de empreendedorismo, seja na abertura de novas empresas ou dentro das existentes. Um dos seres que empreendeu uma mudança foi nosso ancestral que ao descer das árvores saiu de um ambiente “seguro” para buscar os desafios do solo. Esta postura de mudança existe há muito tempo e tenho certeza que se desenvolvermos o espírito do guerreiro poderemos realizar muito mais do que imaginamos. Um exemplo interessante deste conceito é uma cena do filme O Império Contra Ataca quando o jovem Luke Skywalker inicia seu treinamento Jedi com o Mestre Yoda no Planeta Dagobah, segue abaixo trechos da conversa entre eles para uma reflexão:

 

Trechos da conversa entre Luke Skywalker e o Mestre Yoda:

 

 ” A nave de Luke afunda no pântano….

 

Luke:       - Agora nunca a tiraremos de lá!.

Yoda:       - Muita certeza você tem!.

                - Para você, ser feito nunca pode.

                - Nunca ouve o que eu digo?

Luke:       - Mestre, levitar pedras é uma coisa..isso é muito diferente.

Yoda:       - Diferente não é. Só é diferente na sua cabeça.

                - Desaprender o que aprendeu você precisa.

Luke:        - Certo, eu tentarei!

Yoda:        - Não! Tentar não. Faça ou não faça. Tentativa não há.

 

Neste momento Luke busca tirar a nave do pântano, não consegue e desiste….

 

Luke:        - Não consigo. É muito grande!

Yoda:        - O tamanho não importa.

                 - Olhe para mim. Julga-me pelo meu tamanho? E não deve mesmo. Aliada minha a Força é. E poderosa aliada ela é. A vida a cria. E a faz crescer. Sua energia nos cerca e nos une. Luminosos seres somos nós. Não essa rude matéria. Precisa a Força sentir à sua volta. Aqui, entre nós, na árvore, na pedra, em tudo…sim…Até entre a terra e a nave.

Luke:        - Você quer o impossível!

 

Luke vira as costas e senta-se. Mestre Yoda fecha os olhos e concentrado tira a nave do pântano e a faz levitar até Luke, que não acreditando no que vê vai em direção ao mestre.

 

Luke:        - Não acredito!

Yoda:        - É por isso que não consegue. 

 

* Rodrigo Dantas Casillo Gonçalves: Diretor da Ensô Investimentos e Participações, Especialista em Gestão de Projetos de Investimentos e Estratégia Corporativa; Finanças Corporativas – EAESP-FGV; Gestão de Projetos – IBMEC; Pós-graduado em Administração de Empresas pela Fundação Armando Álvares Penteado-FAAP com especialização em Gestão das Marcas e Marketing; Mestre em Engenharia de Estruturas pela Universidade de São Paulo-USP; Engenheiro Civil pela Universidade de São Paulo; Experiência executiva em cargos de direção em empresas de telecomunicações e construção civil.

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Dor de Dono e Desenvolvimento Profissional*

 

Recentemente em uma conversa com uma executiva da área de investimentos sobre sentimentos que um empresário vivencia considerando os desafios da “Arte de Empresariar”, definimos um conceito que chamamos de “Dor de Dono” e como ele influencia a postura e empregabilidade dos profissionais que trabalham na empresa. Durante a jornada de construção, perpetuação e operação de qualquer modelo de negócio existem momentos de alegria e aqueles aonde os desafios são maiores e exigem uma postura equilibrada e pró-ativa do empresário, ou seja, situações de sentimentos de “Alegria e Entusiasmo de Dono” e as de “Dores de Dono”. As situações que consideramos mais desfavoráveis são aquelas que possuem maior potencial de crescimento, aprendizagem e que abrem “janelas” para novas oportunidades de negócios, fato constatado em uma pesquisa recente da Harvard Business School (www.harvard.edu) com empresas de diversos setores em vários países (incluindo Brasil).

 

O conceito de “Dor de Dono” está relacionado à sensação de “dor” que um empresário sente quando não existe efetividade e resultados satisfatórios considerando o nível de investimento feito no negócio, é como uma espada que corta a “pele e a carne”. O conceito principal não é o desconforto sentido (efeito) mas o foco no desenvolvimento de ações para que ele não ocorra (causa), é uma postura pró-ativa para solucionar uma situação. Neste momento o empresário precisa de energia e equilíbrio para conscientemente melhorar o que não está satisfatório e valorizar os pontos positivos.

 

A “Dor de Dono” é um sentimento que leva ao inconformismo, mudança e evidencia o comprometimento com o negócio. O empresário sente esta situação pois investe materialmente seu capital e espiritualmente sua visão e valores, mas isso não significa que seus colaboradores também não possam ter o mesmo sentimento. Quando os colaboradores da empresa (executivos, operários, etc) sentem o mesmo desconforto do “dono”, eles serão mais comprometidos e buscarão potencializar a sinergia de idéias para a solução de ações criativas e com melhores resultados. Esta sinergia é construída através de uma visão compartilhada do que é realmente o negócio, sua cadeia de valor e como cada integrante se posiciona na equipe. Colaboradores que vivenciam a “Dor de Dono” possuem resultados mais satisfatórios, são empreendedores corporativos, existe reciprocidade entre o que recebem da empresa e o que trazem para ela e aumentam sua empregabilidade pois são reconhecidos como profissionais diferenciados. Para que esta situação ocorra é importante que a cultura organizacional esteja alinhada à conceitos maduros de gestão de pessoas, que valorize a meritocracia e o desenvolvimento pessoal e profissional, e que faça que os colaboradores sintam-se “sócios e parceiros”.

 

Abaixo seguem alguns itens de um texto chamado “A Síndrome do Empregado Sem Compromisso”-Sérgio Mello, são posturas que destroem a empregabilidade e não agregam fatores positivos para o profissional. Analisem cada uma delas e como vocês agem em seu dia-a-dia, se existe necessidade de mudança que ela seja feita agora pois somos responsáveis pela construção do que queremos no futuro:

 

-  Dependente e necessita de alguém para ser produtivo;

- Descuida de outros conhecimentos que não sejam voltados à sua especialidade;

- Domina somente parte do processo;

- Não se preocupa com o que não existe ou não é feito;

- Não se preocupa em transformar as necessidades dos clientes em produtos/serviços;

- Não sabe interpretar o meio ambiente externo: ameaças, oportunidades;

- Não é pró-ativo;

- Raramente inova, não cria, não gera mudanças e não muda a si mesmo;

- Faz nada alem do que aprende;

- Não forma sua rede de relações (networking), baixo nível de comunicação interpessoal;

- Tem medo de errar e não vê o erro como fonte de aprendizagem.

 

* Rodrigo Dantas Casillo Gonçalves: Diretor da Ensô Investimentos e Participações, Especialista em Gestão de Projetos de Investimentos e Estratégia Corporativa; Finanças Corporativas – EAESP-FGV; Gestão de Projetos – IBMEC; Pós-graduado em Administração de Empresas pela Fundação Armando Álvares Penteado-FAAP com especialização em Gestão das Marcas e Marketing; Mestre em Engenharia de Estruturas pela Universidade de São Paulo-USP; Engenheiro Civil pela Universidade de São Paulo; Experiência executiva em cargos de direção em empresas de telecomunicações e construção civil.

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Talento e Empregabilidade

Talento está relacionado a capacidade de um indivíduo realizar uma determinada atividade e que seu resultado seja, em comparação com o obtido por outras pessoas, acima da média. As pessoas talentosas não são gênios nem possuidoras de dons especiais, mas possuem algo intangível que as diferenciam das demais. Esta qualidade é a percepção do que realmente deve ser feito e o senso de responsabilidade que sempre existirá uma maneira melhor de realizar determinada tarefa, uma consciência de desenvolvimento e crescimento objetivando a melhoria contínua em todos os aspectos.

Empregabilidade é a capacidade que um indivíduo desenvolve de acumular e manter atualizadas suas competências, seu conhecimento e sua rede de relacionamentos, de forma a ter sempre em suas mãos o arbítrio sobre seu projeto de carreira. Esta qualidade garante que o profissional esteja alinhado às exigências do Mercado de Trabalho aumentando a capacidade de conquistar um bom emprego ou de ser promovido.

O ideograma Chinês de crise pode ser lido como oportunidade ou problema. Neste momento o Mundo passa por uma crise econômica que influencia todos os mercados, empresas analisam suas estratégias de crescimento e avaliam os investimentos e o reflexo deste ambiente para os profissionais é a diminuição das vagas de trabalho e o aumento da pressão por resultados. Felizmente, se considerarmos o efeito positivo, como no ideograma Chinês, uma visão proativa, o mercado será mais seletivo na contratação de profissionais e os que estão empregados nas empresas terão suas qualidades mais percebidas. Esta situação criará um circulo virtuoso na valorização dos bons profissionais, naqueles que com talento e atitude conquistam por respeito um grau de empregabilidade acima da média.

O desenvolvimento da empregabilidade é uma responsabilidade do profissional, é uma postura em busca de novas qualificações e conhecimentos que potencializem a capacidade de gerar resultados. Seguem alguns itens que devem ser considerados para aumentar a empregabilidade:

  1. Melhore e amplie sua capacidade de comunicação: O processo de comunicação está relacionado à como os outros entendem nossas idéias, faz parte de uma sociedade evoluída aonde a base do crescimento é compartilhar idéias e o diálogo. Nas empresas, ambiente que valoriza o trabalho em equipe, o profissional que possui a capacidade de comunicar-se é identificado como um multiplicador de conceitos e certamente será o escolhido em uma futura promoção.

  2. Recicle-se constantemente: O sucesso passado não significa sucesso futuro, o ambiente profissional é muito dinâmico e conceitos ficam ultrapassados rapidamente. O profissional deve manter-se atualizado constantemente, estudar é o principal caminho para conseguir este objetivo.

  3. Trate sua carreira como se fosse um verdadeiro negócio: Um negócio para prosperar deve aumentar sua receita e diminuir seus custos e despesas, relacionando à parte profissional podemos caracterizar as receitas com a capacidade de gerar bons resultados e os custos/despesas com o esforço para obtê-los. Um profissional deve maximizar sua capacidade de gerar resultados positivos e minimizar o esforço para atingi-los, isso se consegue com efetividade nas ações, gestão do tempo, aumento de produtividade e focar no que é realmente importante.

  4. Desenvolva um canal de relacionamento: Relacionamentos são um dos itens que mais potencializam a empregabilidade. Lembrando que aqui tratamos os relacionamentos do ponto de vista profissional, estes zsão obtidos quando alguém valoriza nossa capacidade produtiva, validando nosso resultado de maneira positiva e comunicando nossa capacidade para outras pessoas. Somente conseguimos uma rede de relacionamentos positivos quando realmente temos qualidades profissionais identificadas pelo mercado.

  5. Aja como se fosse dono do negócio: A “Dor de Dono” é um sentimento que leva ao inconformismo, mudança e evidencia o comprometimento com o negócio. O empresário sente esta situação pois investe materialmente seu capital e espiritualmente sua visão e valores, mas isso não significa que seus colaboradores também não possam ter o mesmo sentimento. Quando os colaboradores da empresa (executivos, operários, etc) sentem o mesmo desconforto do “dono”, eles serão mais comprometidos e buscarão potencializar a sinergia de idéias para a solução de ações criativas e com melhores resultados. Esta sinergia é construída através de uma visão compartilhada do que é realmente o negócio, sua cadeia de valor e como cada integrante se posiciona na equipe. Colaboradores que vivenciam a “Dor de Dono” possuem resultados mais satisfatórios, são empreendedores corporativos, existe reciprocidade entre o que recebem da empresa e o que trazem para ela.

  6. Aprenda a lidar com as pessoas: As empresas podem ser vistas como ecossistemas aonde existem diferentes posturas comportamentais. Cada pessoa é um indivíduo diferente do outro com desejos, estrutura familiar, formação e objetivos. Lidar com pessoas é algo que precisa de qualidades relacionadas a respeito e confiança, itens desenvolvidos através da convivência.

  7. Seja multifuncional: Com a diminuição dos cargos nas empresas e dos níveis organizacionais, cada vez mais os profissionais deverão ter qualidades multifuncionais. Um profissional moderno deve ter conhecimento de uma área específica mas também ser capaz de desenvolver atividades em outras áreas.

Considerando os itens acima podemos resumi-los em três palavras que representam a Tríade do Sucesso Profissional: Conhecimento, Perspectiva e Atitude. O desenvolvimento destes itens está relacionado principalmente à vontade de crescimento que o profissional possui, algo que vem de dentro. Segue abaixo uma breve frase para reflexão:

O importante da Educação não é apenas formar um mercado de trabalho, mas formar uma nação com gente capaz de pensar”- José Arthur Giannotti.

* Rodrigo Dantas Casillo Gonçalves: Diretor da Ensô Investimentos e Participações, Especialista em Gestão de Projetos de Investimentos e Estratégia Corporativa; Finanças Corporativas – EAESP-FGV; Gestão de Projetos – IBMEC; Pós-graduado em Administração de Empresas pela Fundação Armando Álvares Penteado-FAAP com especialização em Gestão das Marcas e Marketing; Mestre em Engenharia de Estruturas pela Universidade de São Paulo-USP; Engenheiro Civil pela Universidade de São Paulo; Experiência executiva em cargos de direção em empresas de telecomunicações e construção civil.

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