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segunda, 17 de dezembro de 2018
Região

Prefeita e Vice de Ibaté participam de reunião com Pastoral da Sobriedade

10 Abr 2014 - 09h03

A Prefeita Lu Spilla, acompanhada de seu Vice Nicola, participou de uma reunião na Paróquia Santo Antonio com o Padre Carlos Alberto Giacone, os membros da Pastoral e também os vereadores Marinho Frigieri, Marino Motos e Fábio Gomes. 

Juntos conversaram a respeito dos perigos mundanos, em especial o tráfico de pessoas, a desvalorização do ser humano e a descrença nos valores familiares. 

A Pastoral é uma ação concreta da Igreja que ensina a busca da Sobriedade como um modo de vida. Pela Terapia do Amor trata todo e qualquer tipo de dependência. Propõe mudanças e valoriza a pessoa humana. 

A reunião baseou-se no tema da Campanha da Fraternidade deste ano, onde se aborda todos aqueles e aquelas que são enganados e usados para o tráfico humano, de trabalho, de órgãos e a prostituição. 

Normalmente o crime organizado está por trás das diversas modalidades de tráfico humano. As pessoas, geralmente, são atraídas com falsas promessas de melhores condições de vida em outras cidades ou países e ali são cruelmente usadas e escravizadas, gerando fortunas para consciências inescrupulosas e vorazes. 

A maioria das pessoas traficadas vive em situação de pobreza e grande vulnerabilidade. Isso facilita o aliciamento com falsas promessas de vida melhor.

Durante o encontro, Padre Carlos chamou a atenção das autoridades e demais presentes, para um olhar com mais atenção para os problemas de nossa cidade, onde muitas vezes a situação está a nossa frente e não temos a sensibilidade de perceber, em muitos casos pela maneira aparentemente natural como elas acontecem. 

De acordo com Padre Carlos, é preciso nos mostrarmos pessoas abertas e prontas para socorrer quem passa por este tipo de dificuldade, onde em muitos casos, tudo se inicia com uma conversa acolhedora e sincera. 

CAMPANHA DA FRATERNIDADE:

O cartaz da Campanha da Fraternidade retrata essa situação degradante com a figura de mãos acorrentadas e estendidas, com diferentes idades, gênero e cor, em estado de impotência. A mão que sustenta a corrente da escravidão é a força coercitiva de pessoas que dominam e exploram esse tráfico humano: “Essa situação rompe com o projeto de vida na liberdade e na paz e viola a dignidade e os direitos do ser humano à imagem e semelhança de Deus” (CF 2014 – Explicação do cartaz – contracapa). 

Os cristãos não podem aceitar essa moderna forma de escravidão e desrespeito à dignidade humana, é preciso romper as correntes, revigorando as pessoas dominadas por esse crime e apontando para a esperança de libertação: “Essa esperança se nutre da entrega total de Jesus Cristo na cruz para vencer as situações de morte e conceder a liberdade a todos: ‘É para a liberdade que Cristo nos libertou’” (Ibidem).

O Papa Francisco se referiu à prática do tráfico humano com palavras de veemente repúdio: “O tráfico de pessoas é uma atividade desprezível, uma vergonha para as nossas sociedades que se dizem civilizadas”. 

O pontífice, em Lampedusa – Julho de 2013, ainda nos alertou para a globalização da indiferença, habituando-nos em relação ao sofrimento dos outros, não o considerando responsabilidade nossa. 

 “Peçamos ao Senhor a graça de chorar pela nossa indiferença, de chorar pela crueldade que há no mundo, em nós, incluindo aqueles que, no anonimato, tomam decisões socioeconômicas que abrem a estrada a dramas como este”, finalizou. 

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