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quinta, 18 de outubro de 2018
Região

Médico acusado de ter ordenado assassinato da esposa vai ao banco dos réus em Araraquara

27 Ago 2014 - 12h33

O Tribunal do Júri de Araraquara levará na tarde desta quarta-feira (27) ao banco dos réus o médico endocrinologista Haroldo Petlik e o presidiário Gustavo Alcantara Faria, o “Alemão”, que são acusados de provocar a morte da professora Suzana Petlik, assassinada na tarde de carnaval do dia 13 de fevereiro de 1994.

Haroldo, esposo da professora é apontado como o mandante da bárbara execução cometida pelo ex-aluno de Suzana, Gustavo, que foi preso e condenado com outros dois comparsas por ter participado do sequestro e morte do empresário são-carlense Gildiney Carreri em 1996, que teve seu corpo enterrado em uma cova clandestina em uma mata do bairro Cidade Aracy I.

No início da noite do dia 1º de Maio de 1996, Carreri foi levado do estacionamento de sua imobiliária, na rua General Osório, e após ter seu carro abandonado na estrada do Broa, ele foi obrigado a cavar sua propria cova em uma mata do bairro Cidade Aracy I, onde foi assassinado com tiros na cabeça e costas e posteriormente foi enterrado.

Em seu depoimento “Alemão” negou a autoria do crime e teria apresentado à Polícia Civil provas de que estava em uma festa de noivado a 30 quilometros da chácara da professora Suzana Petlick. O médico Haroldo Petlik também negou ser o mandante do crime alegando que sua relação com a esposa era harmoniosa, sem motivos para cometer tal atrocidade. Já no termo acusatório o Ministério Público diz que a professora Suzana Petlick teria sido abordada quando deixava a Chácara Uruguai em seu Uno na região do Jardim Roberto Selmi Dei. Mantida como refém ela foi encaminhada para um ponto a cerca de 500 metros da propriedade. Naquele local Suzana recebeu diversas facadas e ainda viva teria sido atropelada por várias vezes pelo proprio carro e após matá-la o assassino teria ateado fogo no veículo e deixou o local levando a bolsa da mulher.

O MP também diz que Suzana Petlik teve traumatísmo craniano devido a um golpe com uma pedra na cabeça. O inquérito que se tranformou em processo criminal, aponta Gustavo Alcantara Faria como o homem que havia abordado a professora que também o conhecia e consequentemente a pessoa que a matou a mando do médico endocrinologista Haroldo Petlik, pois Suzana teria descoberto que o marido e seu filho usavam entorpecentes e ameava denunciá-los.

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