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sábado, 18 de agosto de 2018
Região

Após sair do hospital, vítima de espancamento conta como a confusão teria começado no bairro em Araraquara

15 Mai 2014 - 09h03Por Araraquara.com
Deivide Leme/Tribuna Impressa - Deivide Leme/Tribuna Impressa -

Quatro dias após quase ser linchado no Jardim Maria Luiza e ainda sofrendo com dores e ferimentos na cabeça, Mauro Rodrigo Muniz, de 37 anos, conversou com a reportagem do Aaraquara.com na tarde de quarta-feira (14), logo após sair do hospital e voltar para a casa.

O rapaz, que trabalha como servente de pedreiro, foi agredido por um grupo de moradores no último domingo (11) depois de uma confusão em família. Mauro garante que não participou da briga em que seu irmão Luciano teria agredido a esposa, Adriana, o que gerou o desentendimento coletivo. “Não bati nela, minha mãe está de prova. Acha que eu iria bater em uma mulher? Em mulher não se bate. O que meu irmão fez não se faz”, afirma.

Ele explicou que, depois da primeira briga, muita gente se aglomerou na rua para ver o que estava acontecendo. Neste momento, Mauro diz ter ido conversar com as pessoas para dispersar o tumulto e negou ter tentado agredir uma delas com um pedaço de pau, como relatado por um dos suspeitos à Polícia Civil na última terça (13). 

“Só fui tentar conversar com eles, mas já chegaram perto de mim com pedaço de tijolo, banco de madeira. Não sei se sabiam se era o irmão dele ou não. Acho que pensaram que eu era ele, porque nós dois nos parecemos. Não sei o que aconteceu. Depois me deram uma pancada na cabeça e apaguei na hora.”, relatou a vítima.

As marcas da agressão ainda são visíveis em seu corpo, a maioria delas na cabeça. “Estou sentindo muita dor, principalmente no braço. Não sinto nada na minha mão esquerda e meu nariz está todo machucado por dentro por causa das pancadas. Os dentes estão arrebentados”, terminou.

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