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domingo, 19 de agosto de 2018
Polícia

Universitária é presa pela DIG acusada de aplicar golpe em GO

15 Mai 2008 - 11h16Por Redação São Carlos Agora
Policiais civis da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) chefiados pelo delegado Gilberto de Aquino prenderam na tarde de ontem uma estudante universitária acusada de aplicar golpes contra uma confecção de roupas da cidade de Goiânia. A mulher que mora em Descalvado entrava em contato com a comerciante e fazia um pedido de roupas, e solicitava uma conta no banco Bradesco para efetuar o depósito. Com a transação acertada, a golpista ia até o banco e inseria um envelope de depósitos vazio, preenchido no valor correspondente a compra e logo mais ligava para a comerciante informando que já havia pago o seu pedido. Em Goiânia, a comerciante verificou em sua conta corrente que realmente havia sido feito um deposito e despachava os produtos, porém posteriormente a mesma constatou que a operação havia sido estornada, pois não havia dinheiro algum no interior do envelope.  A vítima foi até uma delegacia de Goiânia e registrou o boletim de ocorrência. A delegada daquela cidade entrou em contato com o delegado Gilberto de Aquino, informando sobre o fato, e relatou que a golpista havia entrado em contato novamente com a comerciante no intuito de fazer um novo pedido e que receberia o mesmo na agência dos Correios de São Carlos. Desta vez, porém, a vítima enviou uma caixa vazia com apenas duas peças de roupa e informou o fato ao delegado de São Carlos que aguardou a chegada da estelionatária em São Carlos e após ela retirar a encomenda nos Correios efetuou a apreensão.Segundo apurado, no dia 12 de maio a comerciante Patrícia Vicente Neto, 36, proprietária da confecção Spezzato com sede em Goiânia/Go, foi até a Decon (Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor) daquela cidade, onde registrou um boletim de ocorrência, relatando que no dia 31 de março uma pessoa identificada como Ana Paula Tomaz, 31, moradora da avenida Lazaro Timóteo do Amaral, bairro Santa Cruz, Descalvado, efetuou um pedido de 21 peças de vestuário feminino, que são partes do catálogo da coleção de sua loja, no valor total de R$ 7.830,00. Ana Paula disse a comerciante que queria pagar através de deposito bancário no Banco Bradesco. Patrícia sem desconfiar de nada, repassou os dados da conta à golpista, que horas depois enviou um fax com o comprovante do depósito que havia efetuado. A vítima acreditou ser um depósito válido, pois ao consultar seu extrato bancário verificou que havia um crédito de tal valor e acabou enviando a mercadoria à cidade de Descalvado. No último dia 03 de maio a vítima recebeu uma nova ligação e desta vez  a golpista se identificou utilizando o nome da irmã, B.S. e disse ser da cidade de Porto Ferreira. Ela solicitou 33 peças do mesmo catálogo da coleção da loja no valor de R$ 12.132,00 e novamente solicitou a conta corrente do banco Bradesco para poder efetuar o pagamento. Desconfiada, a vítima verificou detalhadamente o extrato bancário do dia 31 de março e constatou que os depósitos feitos na primeira compra haviam sido realizados com envelopes vazios, se tratando assim de um golpe. Seguindo orientações do gerente de sua conta, a vítima aguardou os depósitos do novo pedido, que foram feitos no dia 07 de março e novamente estavam vazios. Logicamente a comerciante não enviou os produtos e procurou a delegacia especializada de Goiânia. Neste meio tempo Ana Paula ligou insistentemente para a comerciante cobrando o envio da mercadoria e forneceu um novo endereço de entrega, que seria na rua Episcopal, 1457, centro de São Carlos. Neste local funciona a agência central dos Correios de São Carlos.A prisão– Após tomar ciência do golpe, a delegada da Decon de Goiânia, Ellen Cristina, entrou em contato com o delegado da Dig de São Carlos, Gilberto de Aquino, informando sobre o golpe. Em posse das informações da vítima, o delegado entrou em contato com a mesma e solicitou para que ela enviasse uma caixa vazia simulando a entrega do pedido. Ficou acertado que a entrega seria na tarde desta quarta-feira (14) e que Ana Paula deveria retirar os produtos na agência. Por volta das 15h30, o delegado Gilberto de Aquino e sua equipe foram até os Correios do centro e aguardaram a chegada da golpista, que entrou no local em companhia de uma outra mulher e após alguns minutos saiu carregando a encomenda, posteriormente se dirigindo até a o cruzamento das ruas Episcopal e Major José Inácio, onde se sentou em um banco, abriu a caixa e sorriu. Os policiais acompanhavam de perto os passos das mulheres que se levantaram e entraram em um Fiesta, que se encontrava estacionado na rua Major, próximo a avenida São Carlos. Neste momento os policiais civis detiveram a golpista e sua acompanhante que se identificou como sendo empregada do irmão da acusada. No interior do carro os policiais localizaram os comprovantes de depósitos efetuados na conta da comerciante e várias contas de telefone em nome de terceiros, as quais a golpista alegou ser de funcionários da empresa do irmão. Diante dos fatos, a golpista foi conduzida ao prédio da DIG, onde foi ouvida e indiciada pelo crime de estelionato.  O expediente elaborado pelo Dr. Gilberto de Aquino foi encaminhado à delegacia de Descalvado que dará prosseguimento nas investigações. A golpista, que é estudante de farmácia da UNIP em Ribeirão Preto, declarou que se sente arrependida e pretende pagar o valor do prejuízo à comerciante de Goiânia. No momento da prisão ela vestia roupas da grife Spezzato, que havia recebido via Correios no primeiro golpe que havia aplicado. A universitária após ser ouvida foi liberada e responderá pelo crime em liberdade.
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