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quinta, 21 de junho de 2018
Polícia

Um ano após a morte de primas em acidente, caso continua envolto de mistério

16 Jun 2008 - 13h43Por Redação São Carlos Agora
O que teria realmente acontecido na noite do dia 16 de junho de 2007? Essa continua sendo a pergunta que os pais, amigos e a população de São Carlos se faz para saber o que de fato aconteceu com as primas Taynara e Mayara, ambas com 17 anos na época. Elas morreram em um trágico acidente na rodovia Washington Luiz, quando estavam indo à uma festa e acabaram caindo da moto e foram atropeladas por outros veículos que trafegavam na rodovia. Muitos familiares, amigos e testemunhas já foram ouvidos no 4º Distrito Policial, porém até o momento nada de novo foi descoberto, além do que foi apurado nos dias seguintes ao acidente. O que se sabe até o momento e que houve dois acidentes na ocasião, um que provocou a queda da motocicleta que Taynara pilotava e outro que tirou a vida das primas. Na época, o acidente provocou muita comoção na cidade e até hoje o assunto é debatido.
No dia de hoje, data que completa um ano da trágica das primas, nossa equipe de reportagem conversou com os pais de Taynara e o pai de Mayara. Ao chegar à casa de Taynara, fomos recebidos pela mãe, a dona Darlei Pereira, que estampando a foto da filha e da sobrinha na camiseta, gentilmente nos atendeu. Com um olhar sofrido, ela nos contou como tem enfrentado cada dia sem a presença da filha, que sonhava em ser modelo, inclusive já tinha ingressado na carreira e já havia feitos alguns trabalhos na área, inclusive na capital paulista. Não conseguindo esconder a dor da saudade, dona Darlei nos mostrou várias fotos da filha e disse que o seu relacionamento com ela era o melhor possível, que as duas eram muito amigas e apegadas, que Taynara sempre foi muito dependente da família. Ela disse que apesar de querer entender o que houve na noite daquela sexta-feira, 16 de junho de 2007, não espera e nem acredita que culpados sejam punidos, mas acredita que se a filha e a sobrinha tivessem sido socorridas rapidamente, provavelmente estariam vivas hoje. Durante a conversa, Darlei relatou que costuma sempre visitar mães que também perderam seus filhos em acidentes de trânsito, com isso ela acredita que a dor da perda é amenizada, bem como declarou que os comentários com mensagens de solidariedade postadas noSão Carlos Agoraservem como um apoio e conforto a dor que família vem sentindo. Darlei também fez questão de frisar, que alguns comentários maldosos feitos na época, não contêm nenhum fundamento e que nunca teve nenhum problema familiar com a filha, seja com drogas, álcool ou outra conduta que desabonasse a conduta de Taynara. Ela fez questão de mostrar algumas fotos da filha quando trabalhava como modelo em São Paulo, que segundo ela, mesmo morando lá, nunca lhe deu trabalho.Também conversamos com a irmã de “Tainá”, apelido dado carinhosamente pela família à Taynara. Ela sustenta a hipótese, que uma outra motocicleta teria batido contra a traseira da Honda Biz que Taynara conduzia no momento do acidente. Ela inclusive nos mostrou algumas marcas que ficaram na moto após o acidente.
Após sermos cordialmente atendidos, deixamos a casa da família Pereira e fomos até o salão de barbeiro, que fica nas proximidades, onde o pai de Taynara, o senhor Wilson Martins Pereira é proprietário. Ele prontamente atendeu a nossa equipe e fez questão de mostrar a tatuagem feita no braço esquerdo com o nome e a imagem da filha.  “Aqui ela vai ficar para sempre... é um jeito que encontrei de desabafar e amenizar minha dor” declarou Wilson se referindo a tatuagem.Pouco mais adiante, na mesma rua fica o comércio do senhor Lourival Martins Pereira, irmão de Wilson e pai de Mayara. Próximo ao caixa, já pudermos perceber que havia um mural com várias fotos da filha e da sobrinha. Com os olhos lacrimejados, Lourival fez um apelo e pede para que jovens tenham mais cuidado no trânsito e preservem a vida, pois a dor de quem fica é muito grande.A missa de um ano das meninas aconteceu na noite deste domingo na Paróquia São Nicolau de Flüe e segundo a família reuniu mais de mil pessoas.
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