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terça, 19 de junho de 2018
Polícia

Restos mortais localizados no espraiado podem ser de mecânico

07 Nov 2008 - 09h14Por Redação São Carlos Agora
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Perito recolhe osso localizado no córrego próximo ao parque ecológico.No início da noite de ontem o delegado Adriano Callsen Alexandrino informou que os restos mortais encontrados em um córrego na entrada do Parque Ecológico de São Carlos, podem pertencer ao mecânico de motocicletas Nilton Flavio Rodrigues Martinez, 37, o “Miltinho”, que desapareceu no final da noite do dia 10 de Junho, quando caminhava com um cunhado e um sobrinho na pista de saúde da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).
O delegado disse que um exame de DNA deverá ser solicitado nos próximos dias e tanto Rosejane Maria Divino, 37, esposa do mecânico de motos e uma irmã, se prontificaram em fornecer material da irmã e de um dos filhos para a confirmação da possível identificação.
Adriano, disse que durante este quase cinco meses seus investigadores realizaram várias diligencias para tentar encontrar “Miltinho”, que já teria problemas com drogas e após conseguir largar o vício, teria entrado em depressão. Ainda segundo o delegado, também em decorrência do vício, o rapaz chegou a ficar preso na antiga cadeia pública de São Carlos.

Esposa
Durante os primeiros levantamentos os investigadores  que já trabalhavam no desaparecimento do mecânico de motos Nilton Flávio Rodrigues Martinez, 37, que ainda encontra-se misteriosamente desaparecido, voltaram a falar com sua esposa e ela deu detalhes da botina encontrada com os restos mortais encontrados na entrada do Parque Ecológico, quando foram informados de detalhes que teria a botina e após regressarem ao IML, perceberam que todas as informações batiam com as informações repassadas por Rosejane.

DNA
O delegado Adriano Callsen Alexandrino, foi alertado das novas informações e após conversar com Rosejane e uma irmã de “Miltinho”, estas concordaram em realizar um exame de DNA, que comprovaria ou não ser o mecânico de motocicletas. O caso ainda continua sob investigação e hoje testemunhas e familiares passaram a serem ouvidos para que a Polícia Civil conclua a investigação.

Detalhe
Também ontem a reportagem conseguiu localizar Rosejane, esposa de “Miltinho”, o qual concordou em falar sobre o marido e diz ter quase certeza que realmente os restos mortais seria de seu esposo. A dona de casa conta que teve a certeza, após assistir uma reportagem de uma emissora de TV, que mostrou a botinha.
Ela diz que no dia em que desapareceu, Nilton, estaria vestindo uma botina, idêntica a que foi localizada. Um dos pontos que vem de encontro com as informações é a cor da bota que seria preta e teria um detalhe em amarelo, que a própria mulher disse antes mesmo dos policiais checarem esta informação.

Depressão e síndrome do pânico   
Rosejane, diz que dias antes de seu desaparecimento o esposo já falava em morte e estaria sofrendo com uma forte depressão e afastado do trabalho, se enclausurou em seu quarto e só saiu no dia 10 de Junho, quando o cunhado Luiz Antônio Divino e um sobrinho conseguiram fazer com que ele saísse e os três teriam saído por volta das 22h, rumo a pista de saúde da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). De acordo com as informações de Luiz Antônio, naquela noite eles estariam caminhando na pista de saúde, quando “Miltinho”, teria sofrido uma possível síndrome do pânico e aos gritos saiu correndo, quando então adentrou um matagal e desapareceu, e a partir de então nunca mais foi localizado. Durante o final da noite e madrugada parentes seguiram para aquele local e passaram a procurá-lo, porém as buscas não resultaram em nada.
No dia 11 de Junho, após registrar boletim sobre o desaparecimento do esposo, Rosejane, solicitou ao Corpo de Bombeiros uma extensa busca naquela região para tentar localizar o marido que poderia estar escondido na mata, porém após dois dias de intensa procura, as buscas foram suspensas sem qualquer rastro deixado por “Miltinho”, que conhecia bem toda aquela região.    
O mecânico de motocicletas, possui quatro filhos, os quais ainda dizem que o pai está vivo e não concordam com a possibilidade dos restos mortais serem dele.

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