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domingo, 19 de agosto de 2018
Polícia

PCC manda ?Salve Geral? e deixa sistema penitenciário em alerta

08 Fev 2008 - 19h25Por Redação São Carlos Agora
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Reprodução
Um “salve geral”, como são chamadas as comunicações entre os presos e principalmente entre os integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) está colocando o sistema carcerário paulista em estado de alerta. A carta com data de 15 de janeiro de 2008, apareceu com o mesmo texto e letras variadas em diferentes regiões no Estado e tem oito itens listados pelos detentos com reivindicações diversas. Neles, estão recados camuflados de ameaças e um pedido claro para o fim do sistema de isolamento nas penitenciárias 1 e 2 de Presidente Venceslau e Avaré.Os internos, usando a força da facção e sem citá-la, dão um prazo de 30 dias, isto é, até o dia 15 deste mês para o Governo Estadual se pronunciar. A penitenciária de Araraquara, a mais próxima de São Carlos, ainda não recebeu a carta e mas já teve a comunicação dos presos. Ribeirão Preto teve a mensagem no dia 15; Avaré, no dia 17; São José do Rio Preto, no dia 20; entre outras datas. A PII de Itirapina também já recebeu a carta. A forma de transmissão também foi variada. Os presos usaram o celular e as visitas que passaram pelo sistema no dia 13 de janeiro. O temor no sistema é que se repitam as cenas de rebeliões e ataques de 2006.A carta foi passada à Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), que ainda não se pronunciou sobre o assunto. A carta é composta por três folhas, a letra aparenta ser de mulher e com a suspeita de ter sido ditada por telefone. Ela contém vários erros de português e é assinada pela “população carcerária”. A carta descreve que “estamos vindo até vocês em solidariedade com as unidades de Wenceslau 1 e 2 e Avaré, vocês melhor do que ninguém sabem (sic) que nestas unidades vigoram o regime inconstitucional”.Em outro trecho, os presos falam que “não estamos vindo até aqui para medir forças, nem tão pouco fazer qualquer tipo de ameaça, mas queremos da Secretaria uma posição referente a estas unidades”. No primeiro item, eles pedem a transferência de todos que se encontram há mais de um ano no regime disciplinar. Isso inclui, Marcos Camacho, o Marcola, apontado como chefe da facção. Eles contam que alguns colegas estão no sistema mais rígido há um ano e oito meses. No segundo ponto, pedem banho de sol diário e, no terceiro, reivindicam o direito de estudar. No documento, frisam ainda que presos estão sendo levados a essas unidades para cumprir castigo e que os colegas permanecem trancados. A intenção na mensagem é acabar com o sistema em Venceslau e Avaré onde, atualmente, estão abrigadas as lideranças da facção. Além da implantação de cursos profissionalizantes, os detentos querem saber qual regime é implantado nos dois presídios que teriam detentos humilhados e envenenados. E eles ainda mandam um aviso: “pedimos um retorno com soluções verdadeiras e práticas até a data de 15 de fevereiro de 2008”.
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