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sábado, 18 de agosto de 2018
Polêmica

Empresário alega que por ser negro, teve pedido de locação de carro negado

Abatida, vítima formulou boletim de ocorrência e polícia irá averiguar denúncia de suposto racismo.

10 Ago 2018 - 17h02Por Marcos Escrivani
Empresário alega que por ser negro, teve pedido de locação de carro negado -

Um empresário de 30 anos de São Carlos registrou queixa na tarde desta quinta-feira, 9, no 1º e 4º DPs sobre uma suposta prática de racismo que teria sido praticada por uma locadora de veículos instalada na cidade. A Polícia Civil irá investigar o caso.

Na tarde desta sexta-feira, 10, o São Carlos Agora entrevistou o advogado Rafael Garcia Spirlandeli, contratado pelo empresário e que acompanha o caso.

Ele informou que os inconvenientes tiveram início no dia 2 de agosto, quinta-feira. Via aplicativo de celular ele tentou locar o veículo e recebeu a informação que a reserva não poderia ser confirmada e foi orientado inicialmente a utilizar o 0800 da empresa quando a atendente confirmou que não poderia locar o veículo, mas não forneceu os motivos.

Como tinha uma viagens de negócios neste mesmo dia, o empresário foi até uma locadora concorrente e alugou um carro.

Nesta segunda-feira (6), ele foi até Araraquara com uma amiga, funcionária pública, e a atendente teria informado que seu cadastro seria analisado novamente no primeiro momento. Por ser cliente antigo (4 anos) indagou qual seria o motivo, quando ouviu que tal empresa estaria “evitando alugar carros para negros”.

“Após o ocorrido a empresa em questão deletou do site o histórico de locação do meu cliente, bem como zerou quase 8 mil pontos que tinha com a empresa. Mas fizemos os prints antes que isso ocorresse”, afirmou Spirlandeli.

BO

Se sentindo humilhado pela situação, o empresário acompanhado do seu advogado foi ao 1º e 4º DPs para registrar o BO que será encaminhado para o 3º DP de Araraquara, onde as investigações deverão prosseguir para que se apure o caso.

De acordo com Spirlandeli, seu cliente tem o direito de pedir indenização por danos morais. “Hoje posso dizer que ele está abatido diante da situação a que foi exposto. Isso configura suposto crime de racismo. A Polícia irá apurar, solicitar imagens das câmeras de circuito de segurança, colher oitivas dos funcionários e após concluir o inquérito, entregar o laudo ao Ministério Público. Se for oferecida denúncia, vamos dar sequência a uma criminal”, finalizou Spirlandeli.

EMPRESA

Em nota encaminhada à imprensa, a empresa alega que tem direito de negar a locação a clientes que já usaram os canais de comunicação de forma abusiva. Afirma ainda que em nenhum momento foi desrespeitosa ou preconceituosa e que a empresa tem princípios que respeitam a diversidade e repudia descriminalização.

 

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