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terça, 21 de agosto de 2018
Polícia

Homem que matou jovem no Jacobucci se entrega à polícia

Ele alegou que cometeu o crime em legitima defesa.

12 Ago 2014 - 08h31
Faca que teria sido usada no crime. - Faca que teria sido usada no crime. -

Somente na noite desta segunda-feira (11) foi que a delegada Denise Gobbi Szakal, que responde também pelo 1º Distrito Policial, e seus policiais conseguiram concluir parte da história que envolve a morte do lavador de carros Jonathan Renan Vicente, 19, assassinado no final da tarde da última sexta-feira (8) com uma única facada no abdome.

O pintor industrial de 32 anos acompanhado de sua advogada resolveu se apresentar e falar sobre os motivos do crime e como tudo teria ocorrido. Sua versão foi inserida no Inquérito Policial (IP) sobre homicídio doloso (morte com intenção) que segue sendo investigada.

A delegada Denise Gobbi Szakal informou que outras pessoas deverão ser ouvidas nos próximos dias e por ser réu primário, ter trabalho fixo e colaborar com as investigações o acusado foi ouvido e liberado. Após dar sua versão sobre o crime ele seguiu com os policiais até a rodovia Washington Luís, onde em um local ermo apontou onde teria jogado a faca usada no crime que foi apreendida.

O Ômega cinza que teria sido usado pelo acusado para fugir está em um ponto da região sul da cidade. Ele deverá ser apreendido para apurações dos fatos.  

Em sua versão, o pintor industrial alega que estaria tomando cerveja na companhia de um parente defronte a uma residência localizada na rua Seba Jorge Kebbe quando Jonathan pedalando uma bicicleta passava pelo local e a todo instante dizia que ele teria um caso com um homossexual.

O acusado alega que isso teria o ofendido e pediu para que Jonathan parasse, momento em que o rapaz teria se aproximado e neste instante com uma faca pequena que usava em pescarias o golpeou para se defender e veio a atingir o rapaz que caiu gravemente ferido. Como havia muitas pessoas na rua ele saiu correndo, entrou no veículo e desapareceu seguindo para área rural onde ficou escondido e nesta segunda-feira ligou para sua advogada dizendo que estaria arrependido do crime e queria assumir seu erro.

Ele disse que hoje vive sob ameaças de familiares de Jonathan e diz que não vai fugir de suas responsabilidades, porém volta a afirmar que teria agido em legítima defesa e não queria a morte do Jonathan. Ao final da noite ele foi liberado e nesta terça-feira outras testemunhas deverão ser ouvidas no inquérito policial.

Áudio: homemconfessa o crime e dá sua versão para o crime. Entrevista Pedro Maciel

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