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segunda, 25 de junho de 2018
Polícia

Greve na Polícia Civil não atingiu São Carlos, mas liderança diz que 90% aderiram a paralisação

14 Ago 2008 - 09h30Por Redação São Carlos Agora
Após o fracasso nas negociações com o Governo do Estado, policiais civis de São Paulo realizaram ontem uma paralisão em todo o estado. Eles reivindicam reajuste salarial e reestruturação da carreira. Em São Carlos e nas sete cidades que compõe a Delegacia Seccional, os Distritos Policiais e Delegacias Especializadas abriram normalmente.
O trabalho, segundo a reportagem pode apurar estava normal, porém o clima de greve era visível, mas ninguém quis comentar se a paralisação estaria sendo aplicada em São Carlos e região como solicitava o comando da greve na capital com a cartilha distribuída á policiais.
Pela manha através de uma entrevista na Rádio Clube a representante do Sinpol (Sindicato da Polícia Civil) da região de Ribeirão Preto, Maria Alzira da Silva Correia, disse que às 13h, o comando de greve na capital estaria se reunindo com representantes do Governo do Estado no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), para definir as medidas a serem tomadas sobre a greve e sobre as propostas do governo. Até o final da tarde nenhum informe foi veiculado sobre a reunião e também não conseguimos falar com o Sinpol que chegou a emitir nota que cerca de 90% dos funcionários das Polícias Civil e Científica teriam aderido à greve, mas eram orientados a permanecerem em seus locais de trabalho aguardando uma decisão sobre a paralisação.
Mais tarde a Adpesp (Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo), que organiza o movimento, ainda não tinha um balanço de quantos distritos engrossaram a paralisação no Estado.
São Carlos e região
Em São Carlos até o final da tarde o serviço prestado pela Polícia Civil e pela Polícia Científica na região de São Carlos que abriga outros sete municípios encontrava-se normal, porém alguns funcionários informaram que estariam acompanhando as negociações e contatos do Sinpol.
Por decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), os policiais civis são obrigados a manter 80% do efetivo trabalhando, sob pena de pagamento de multa. Segundo Renato Flor, da assessoria de comunicação da Associação dos Delegados do Estado de São Paulo (Adpesp), apesar da manutenção de 80% do efetivo, "100% da categoria está mobilizada". "O movimento pode ser considerado vitorioso porque houve uma mobilização em massa. Mas essa não é uma greve em que simplesmente vamos fechar as delegacias e virar as costas para a sociedade", explicou.
Informações ainda extra-oficiais dão conta que ainda na noite de ontem o comando de greve deveria reunir o sindicato de 14 instituições da Polícia Civil para fazer um balanço do primeiro dia de greve e o rumo da paralisação e o que teria sido discutido no TRT.Insuficiente
No final da tarde de terça-feira o secretário da segurança pública Ronaldo Marzagão, anunciou as propostas feitas pelo Governo do Estado.
Os sindicatos que representam os funcionários da Polícia Civil diziam que o pagamento da Gratificação por Acúmulo de Titularidade (GAT), por exemplo, só beneficia os delegados. Para o comando de greve, a intenção do governo de enviar proposta à Câmara Legislativa para extinção da quinta classe para todas as carreiras da Polícia Civil também não é suficiente. A medida elevaria o piso inicial do policial civil.
Reivindicações
Entre as reivindicações da Polícia Civil, estão o reajuste salarial de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), incorporação das gratificações aos vencimentos (inclusive para aposentados e pensionistas), reestruturação da corporação, valorização da carreira e melhores condições trabalho.
De acordo com Sipesp, os policiais não recebem reajustes significativos nos salários há 13 anos e a defasagem chega a 200%. Ainda segundo a entidade, um delegado em início de carreira em São Paulo tem salário de R$ 3.500,00, enquanto que o mesmo cargo em Brasília, por exemplo, chegaria a R$ 10.800.
“O Estado de São Paulo tem o maior Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil e oferece uma das piores remunerações para a categoria em todo o País”, observa um policial civil que preferiu não se identificar.
No entanto, o governo do Estado tem ressaltado que, em outubro do ano passado, o governador José Serra sancionou aumento salarial de até 23,43% para os 125 mil policiais civis, militares e técnico-científicos do Estado.
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